sábado, dezembro 30, 2006

A Toca do Túlio

Dá-se aqui as boas vindas a mais um blog que promete pôr-nos a pensar.
Felicidades

sábado, dezembro 23, 2006

Da cevada para as bestas aos carros com motorista

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, aposta na centralização do parque automóvel para reduzir os gastos a partir de 2007. A manutenção dos 28 167 automóveis do Estado custa aos cofres públicos 67,4 milhões de euros por ano.
E por isto o governo prepara-se para entregar à central de compras do Estado a gestão da frota.

Uma solução verdadeiramente eficaz seria reduzir a frota automóvel do Estado ao mínimo dos mínimos, acabando com estas formas de representação do poder absolutamente medievais.

Se o contínuo dum serviço público tem de ir pelos seus próprios meios para o trabalho...
E já agora, que dizer dos oficiais das forças armadas, GNR, PSP, etc. com carro e motorista?
E que fazer quando os carros oficiais são usados para fins particulares?

Em relação a isto está-se numa situação caricata que vem dos tempos medievais em que os cavaleiros da Casa Real tinham direito a uma diária de ração para as bestas sobre as quais se deviam pavonear. O que se passa hoje com os carros e motoristas é um remanescente deste espírito peneirento e socialmente elitista. É a forma de muitos alguéns se mostrarem importantes e, como tal, merecedores do respeito e da reverência daqueles que os sustentam. Só que, se assim obtêm conforto e ganho finaceiro, em tudo o resto só atraem o desprezo e a chacota dos seus concidadãos.
O Estado tem de ter a coragem de acabar com estas prebendas, pois em vez de o prestigiarem são motivo de escárnio e reveladoras do nosso atraso cultural.

terça-feira, dezembro 19, 2006

Tenha-se Piedade...

É óbvio que este logotipo foi feito por um gabinete de comunicação e imagem que ponderou todas as leituras que a nova imagem pode transmitir.

Também é óbvio que alguém na Casa Pia se pronunciou favoravelmente ao desenho final.

Se me tivessem pedido a opinião teria sugerido uma cor diferente, talvez fúcsia... não?

sábado, dezembro 16, 2006

Já não basta ser um número...

A privacidade a a par da liberdade individual e colectiva nas sociedades ocidentais foi a maior baixa do 11 de Setembro. De lá para cá temos assistido a coisas impensáveis em sociedades que julgávamos democráticas, regidas pela Lei e por princípios morais construídos ao longo de, pelo menos, 2500 anos de civilização. Hoje em nome da segurança e do combate ao terrorismo temos sido roubados muitos valores que tínhamos por adquiridos.
Mas... é que nem por isso estamos mais seguros, senão veja-se o que agora se diz sobre os novos passaportes cujos meios de segurança apresentam falhas graves.

Disto depreende-se que:
1. Alguém andou a vender gato por lebre, ganhando uns cobres à conta dos contribuintes
2. Afinal a minha família e parentela ainda não é desta que vai para o desemprego.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Esfera privada

Günther Verheugen, vice do Presidente da Comissão Europeia, foi visto - e fotografado - nu na companhia duma sua subalterna na Comissão, noticia Times Online.
O pior da moralidade americana e do voyeurismo britânico começa a aparecer na imprensa europeia, violando claramente o direito à privacidade das pessoas, nomeadamente das figuras públicas.
Isto não deveria ser notícia em parte alguma do mundo. Trata-se de algo estritamente privado, envolvendo adultos agindo livremente.
Tal só deveria e bem ser notícia se existisse alguma violação das obrigações oficiais ou legais dos envolvidos, o que de acordo com a notícia não parece ser o caso.
Assim trata-se de baixeza pura de que os jornalistas são cúmplices.

quinta-feira, novembro 30, 2006

Causa Nossa

Vital Moreira no Causa Nossa acha que todo o estacionamento deve ser pago, pois o facto de se ter carro não dá direito à ocupação da via pública.

Também acho, mas não só o estacionamento deveria ser pago. O uso de qualquer estrada, rua ou caminho público também deveria estar sujeito a pagamento.
Aliás, todos os utilizadores do Público, além de pagarem impostos, deveriam pagar tudo o que é... público, desde o ar que respiram até à calçada que pisam quando põem o pé fora de casa.
Só assim se atingirá a justiça plena segundo o princípio do utilizador pagador.

terça-feira, novembro 28, 2006

Sá Carneiro - será desta?

Numa entrevista à revista Focus, a publicar quarta-feira, José Esteves assume ser o autor de um engenho que fez explodir a aeronave Cessna onde seguiam o então primeiro-ministro português Francisco Sá Carneiro, a sua mulher Snu Abecassis, o chefe de gabinete António Patrício Gouveia, e o ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa, assim como os dois pilotos do aparelho, a 4 de Dezembro de 1980.

Será que é desta que temos o epílogo desta telenovela?
Será que saberemos quem foi o mandante?
(a mesma pergunta mas no plural)
Será que tudo isto não está já prescrito ou temos pela frente mais uma batalha judicial?

Aguarda-se as cenas dos próximos capítulos.

sábado, novembro 25, 2006

Iluminações Natalícias

Chegada esta altura do ano não faltam por todo o lado as iluminações decorativas alusivas ao Natal, essa festa religiosa que celebra o nascimento do Messias no sítio mais pobre e desprovido que podia ter havido, festa que hoje está transformada num mercado de futilidades.
As iluminações natalícias estão dentro deste último espírito.
Até aqui nada a opor. Cada um festeja o seu deus como acha que ele gostaria de ser festejado. Só me custa que me peçam para poupar energia quando os órgãos municipais e de estado a esbanjam.
Querem que eu desligue completamente da corrente eléctrica as televisões, rádios, leitores de discos, computadores, etc.; pedem-me para ser contido nos gastos com aquecimento e refrigeração; querem que ande de transportes públicos em vez de no meu carro, mesmo quando esses são completamente ineficientes. Tudo para poupar energia e reduzir as emissões nacionais de CO2, ambas com custos financeiros muito elevados.
O Estado e municípios que se preocupam, e bem, com esses custos permitem estes desperdícios que agravam muito mais os problemas do que o consumo energético de vários milhões de portugueses ao longo de vários meses.
Sejamos consistentes que com o apregoamos e deixemo-nos de tretas.

segunda-feira, novembro 20, 2006

Que há de novo debaixo do Sol?

O Benfica perdeu.
O Porto e o Sporting ganharam.
Tom Cruise e Katie Holmes casaram.

Para além disso, que há de novo debaixo do Sol?

É que por momentos a minha atenção foi roubada...

quarta-feira, novembro 15, 2006

Guerra de libertação


«Uma mulher israelita morreu e outra pessoa ficou ferida, esta quarta-feira, na sequência do lançamento de dois ‘rockets’ disparados desde a Faixa de Gaza sobre a localidade de Sderot, no sul de Israel, anunciaram fontes médicas.» CM – 15-11-2006 (ed. electrónica)

- Agora vou ver o que se diz disto nos sítios do costume.

terça-feira, novembro 14, 2006

SINFONIA OPUS ZERO

A SINFONIA OPUS ZERO é a mais nova descoberta desde o Código DaVinci. Vale a pena dar uma vista de olhos e, quem sabe ver se as inscrições ainda estão abertas.

sábado, novembro 11, 2006

11-11-1918

À 11ª hora do 11º dia do 11º mês iniciou-se o cessar-fogo que pôs fim à I Grande Guerra Mundial.
Uma data duma guerra hoje esquecida entre nós e da qual já não haverão sobreviventes.
Nela participaram soldados portugueses mal treinados, mal equipados e mal comandados.
Muitos ficaram estropiados, mais gazeados, muitos outros morreram gloriosamente como tordos em dia de abertura de caça.


Em sua memória e para que outros não lhes sigam os passos.
Descansem em paz.

sexta-feira, novembro 10, 2006

Mais uma vez os judeus (actualização)

Em EU Referendum faz-se um resumo dos massacres de carácter duvidoso alegadamente levados a cabo por Israel.
Obviamente que é a versão duma das partes do conflito, mas vale a pena gastar uns minutos na leitura, seguindo inclusivamente os links.
Nesta visita deixem-se guiar pela razão e aí verão até onde vai o desrespeito pelas mais elementares normas éticas e morais.

Mais uma vez os judeus

O Blog Anti-Direita Portuguesa manifesta-se hoje, e uma vez mais, contra os judeus e Israel.
Só são de lamentar os seus esquecimentos sucessivos dos ataques sistemáticos de que Israel é vítima.
Isto é que são dois pesos e duas medidas.
Isto é que é anti-semitismo primário.

quinta-feira, novembro 09, 2006

Alguém está a chamar-me estúpido...

Segundo o Governo a taxa de adesão à greve de hoje foi inferior a 12%, já para os sindicatos foi de 80%.
(SIC Notícias)
Não é preciso ser muito esperto para saber que alguém está a mentir e a chamar-me estúpido.
Confesso que gostaria de saber quem é, mas quase que aposto que são as duas partes.

Taxas


Não vou dizer que há taxas que se justifiquem e outras não, mas há umas mais ridículas que outras: contribuição audiovisual (ah, RTP Memória); exploração DGGE (seja lá isso o que for) e a taxa municipal de direito de passagem (hilariante!) Etc.
Fica para outra altura a dissertação sobre estes esbulhos que alimentam o parasitismo dos que se servem dumas quantas instituições e fiquemos pelo mero aspecto fiscal.
– Afinal para que servem os impostos?
– Não chegam para tudo o que é necessário.
– Então aumentem-se!
– Já se paga demasiados impostos.
– Então gaste-se com melhor critério!
– ... Utilizador-pagador de serviços públicos.
– Acabe-se com o Estado; privatize-se tudo e pague-se em função de tudo o que se usar! Sim, mesmo a polícia, os tribunais, as forças armadas e os caminhos municipais!
– Mas isso é demasiado radical, demagógico, e nem os anarquistas ou os neoliberais vão tão longe.
– Então acabe-se com o Estado tal como existe e crie-se o Estado-Empresa. Um estado que em vez de ser composto por cidadãos seja composto por accionistas. Que o Estado actual seja vendido em OPV, internacional, e quem quiser (e puder) que compre as acções que quiser (e puder). A partir daí o novo estado será gerido em moldes empresariais, com accionistas em vez de cidadãos, e com o fim último de obter a melhor retribuição para os seus accionistas.

Regressaremos, então, à selecção natural pura e dura, em que as aptidões biológicas para a sobrevivência e a sorte voltarão a ser determinantes. Mas agora deixem-se de roubar, ainda por cima sem arte!

terça-feira, novembro 07, 2006

O Aborto ou Interrupção Voluntária da Gravidez e a Defesa da Vida

Uma das questões mais fraccionárias da vida portuguesa relaciona-se com a aceitação ou não da prática do aborto e sua criminalização.
Há uns anos atrás a maioria dos portugueses preferiu ir à praia em vez de ir votar no referendo porque segundo as estatísticas a maioria esmagadora era o sim. Confiou-se nas estatísticas e hoje as mulheres estão a ser levadas a tribunal e condenadas pela prática do aborto. Para além disso, os médicos e enfermeiros são instigados à denuncia em determinados estabelecimentos hospitalares dando continuidade à velha mentalidade inquisitorial e pidesca.
Primeiro há que tomar como ponto de partida que:
Ninguém no seu perfeito juízo faz um aborto porque lhe apetece ou porque isso pode ser um método anti-conceptivo (ao contrário do que algumas mentes provavelmente do século XIX possam pensar).
Ninguém será obrigado a fazer um aborto.
Nenhum médico ou enfermeiro é ou será obrigado a fazer abortos caso a nova lei seja aprovada.

Agora tomemos a realidade portuguesa: Que condições são dadas às mulheres para terem filhos?
Muitas mulheres são despedidas assim que ficam grávidas.
Um ordenado é insuficiente para manter uma família.
Raros são os infantários para as crianças com idades anteriores aos 2 anos.
Os homens ou rapazes muitas vezes não querem compromissos.
Os casais antes de terem filhos tiveram de se endividar para terem um tecto, pelo menos.
Os casais não podem dispensar um ordenado quando as despesas aumentam.

Que condições há para acolher mulheres solteiras e os filhos indesejados?
Poucas mulheres podem ir para instituições que lhes dão apoio nos primeiros meses, mas rapidamente são deixadas à sua sorte.
As crianças podem ir para instituições do estado ou privadas como a Casa Pia e outras onde esperam infinitamente para serem adoptadas.
As crianças ficam à mercê de mentes perversas engrossando os inadaptados.
Quando integradas nas famílias, geralmente das mães, as crianças não beneficiam duma família calorosa pois representam mais uma boca a alimentar que não se sabe o que fazer.
Os casos de maus tratos das crianças indesejadas são uma enorme possibilidade.

Perante esta realidade como se pode condenar alguém que opte por praticar um aborto? Será preferível colocar mais uma criança no mundo?
Os defensores da vida dizem que sim, mas eu ainda não os vi adoptarem as crianças que precisam de família e estão encafuadas nas instituições. Quantas famílias com posses defensoras da vida resolveram dar a mesma oportunidade dos seus filhos a uma qualquer criança das instituições de apoio a crianças desprotegidas? Provavelmente se todas as famílias defensoras da vida adoptassem uma criança a Casa Pia e outras tais estavam vazias. Não seria bom? Por mim pode-se começar já hoje a adopção.
Bom, uma coisa são os seus filhos, outra completamente diferente são os filhos dos outros que têm direito a viver, mesmo que seja na mais profunda miséria (económica e/ou humana). Viver condignamente é um privilégio seu, claro! Ou não seria isso uma característica sua e elitista.

segunda-feira, novembro 06, 2006

Saddam, o Carniceiro

Saddam Hussein foi condenado à morte.
Já se esperava.
Com isso desce-se ao seu nível.
Mas também não é de admirar:
no Iraque, cada dia que passa, caminha-se mais para o grau zero da civilização.

segunda-feira, outubro 30, 2006

Antigos Combatentes

O Governo estuda a possibilidade de reduzir para metade o valor da pensão que a República Portuguesa paga aos seus antigos combatentes.


(noticiam diferentes órgãos de comunicação social nos últimos dias)

De 300 euros vai-se reduzir para 150 – sim, porque quando o Governo anuncia um estudo é porque a decisão já está tomada!
Fica o aviso a todos os que ponderam a possibilidade de servir o País nas Forças Armadas sem frequentar as academias dos diferentes ramos e afins: não se deixem levar pelo canto da sereia, porque a recompensa não vai chegar para um prato de lentilhas!

Por aqui se mostra o respeito que César tem pelos seus legionários:
massacra-os em guerras vãs, fá-los conduzi-lo ao poder e deixa-os morrer na miséria.

Volta Pompeu!... Volta Sétimo!...

quinta-feira, outubro 26, 2006

Vós que duvidáveis...

Prophet
Flávio Josefo

Metralhinha


Vós que duvidáveis termos uma cara para dar, damo-vos três!

domingo, outubro 22, 2006

O Pior Português de Sempre

O Inimigo Público e o Eixo do Mal lançaram um louvável concurso público para a eleição do Pior Português de Sempre.
Pelo grande carácter pedagógico que pode ter divulga-se aqui, apelando-se à participação de todos.

A minha nomeação e o meu voto vão desde já para o Cardeal Rei D. Henrique.
São factos decisivos para esta nomeação de ignomínia:
· o seu papel enquanto inquisidor-mor, simbolizando ele tudo o que de esta instituição contribuiu para o atraso mental, intelectual, económico, social e político do país;
· por, enquanto inquisidor-mor – e simbolizar uma vez mais a instituição –, ter lançado as bases de outras inquisições de má-memória, como a PIDE, DGS, COPCOM, Opus Dei e Gabinete de Segurança do Primeiro Ministro;
· pelo seu fanatismo religioso e caridade cristã que o levou a converter a Cristo – à porrada e sob pena de morte – os hereges cristãos-novos, luteranos, calvinistas, bruxas e sodomitas;
· pelo seu falhanço na orientação do sobrinho-neto, D. Sebastião, levando-o ao suicídio depois de conduzir ao massacre os melhores dos portugueses;
· pela sua incompetência para gerar um herdeiro para a Coroa de Portugal, falhando na principal função dum rei que é deixar os seus genes no sucessor;
· pela sua hesitação – constatada a incapacidade de gerar herdeiro – em nomear um sucessor para a Coroa de Portugal;
· pelo crime de lesa-pátria ao facilitar a entrega da Coroa de Portugal a um estrangeiro.

Tão infame currículo garante certamente o primeiro lugar na lista dos portugueses indignos.

terça-feira, outubro 17, 2006

Demagogia, feita à maneira

O governo prometeu e cumpriu.
No Orçamento de Estado para 2007, e que foi apresentado à Assembleia da República, o Governo não prevê aumentar os impostos.
Só vai aumentar os impostos sobre os produtos petrolíferos, sobre as bebidas alcoólicas e sobre o tabaco; vai também aumentar a contribuição para a ADSE dos funcionários públicos no activo e na reforma.

Esperem lá!... Parece haver uma qualquer contradição no acima exposto, ou será que ninguém repara?

sexta-feira, outubro 06, 2006

Com uma mão se dá, com a outra...

Segundo o jornal Público de 6-10-2006, o Primeiro-Ministro anunciou que todos os ministérios terão cortes orçamentais, exceptuando-se o da Ciência e Tecnologia que vai ter um aumento de 64%, ou seja vai receber 160 milhões de euros do Estado Português a que se somam mais 90 milhões de esmola europeia. O mesmo jornal noticia no mesmo número que as universidades se queixam que a Fundação para a Ciência e a Tecnologia, organismo dependente do referido ministério, lhes deve milhões de euros relativos a projectos de investigação que se comprometera a financiar.
É fácil de adivinhar que este aumento no orçamento servirá para o ministério pagar as dívidas aos projectos de investigação. Também facilmente se deduz que este aumento deve corresponder à comparticipação portuguesa que complementa o subsídio comunitário, e que se esta não existir o subsídio caduca.
As intenções anunciadas parecem assim resultar dessa obrigação e não tanto da vontade de incrementar o Choque Tecnológico que, a ser verdade o que as universidades dizem, ficará limitado a um ligeiro solavanco. Se os milhões anunciados servirem para liquidar as dívidas da FCT aos projectos de investigação, não haverá nova ou mais investigação, fica-se na mesma ou retrocede-se.

Agora acenda-se uma velinha ao santo da predilecção para ver se é desta que os investigadores bolseiros vão ter um aumentozinho – há tanto tempo que não sabem o que isso é que rejubilarão se lhes derem o 1,5% que querem dar à Função Pública.

quinta-feira, outubro 05, 2006

Arre Macho!

Arre Macho! Que assim anda a nossa guarda desmontada...

quarta-feira, setembro 20, 2006

Generais

O Correio da Manhã de 19-9-2006 noticia que na GNR há um oficial general do exército – e todos são-no – por cada 2200 homens. O mesmo jornal também refere que no Exército há um oficial general por cada 470 homens.

Conclusão
Tendo em conta a patente que na NATO se dá ao comandante dum escalão com esses efectivos, o posto de general na GNR é inferior posto de brigadeiro ou general de brigada, se não mesmo inferior ao posto de coronel, enquanto que o posto ocupado pelo mesmo general no Exército fica entre o de capitão e o de major.

Sugestão
Juntar todos os oficiais generais numa única força e mandá-la para o Afeganistão, Líbano, Kosovo ou Ruanda (juntos devem formar o efectivo mínimo para uma companhia de atiradores). Na eventualidade do reumático, artrite, hemorróidas ou qualquer outro padecimento do foro geriátrico, colocar na situação de baixa alguns desses homens, esse efectivo pode ser completado com os seus motoristas e impedidos (todos juntos já formam um batalhão de infantaria embora sem CAC nem CCS, mas o que é bem melhor do que mandar uma companhia de engenharia para o Líbano sem qualquer outro apoio que não as esmolas dadas por aliados piedosos).

Conselho a seguir religiosamente
Não dar conhecimento destes rácios aos ministros da agricultura (que foi obrigado a despedir 30% dos seus funcionários) nem ao ministro da educação (que anda a chatear as universidades por causa do rácio professor-aluno) nem ao ministro das finanças (que anda a ver se o país não é posto no prego) nem ao primeiro-ministro (que não gostaria de ver a sua quinta vendida em hasta pública por ficar devoluta) e, sobre tudo, não digam nada ao Zé Povinho que desta vez é que ele emigra de vez farto de sustentar tanto inútil.

sábado, setembro 16, 2006

Médio Oriente (III) e para Além

O papa Bento XVI teceu considerações sobre interpretações do Islão que desagradaram a muçulmanos por todo mundo. Das óbvias e já esperadas reacções de violência umas houve que há que reter para o anedotário futuro: ataques a igrejas anglicanas e ortodoxas!
Se esses muçulmanos não compreendem as diferenças históricas, teológicas e disciplinares entre os diferentes ramos do cristianismo – ou pelo menos que o Papa não é o chefe de todos – como se pode esperar que compreendam uma lição académica proferida entre académicos e como tal passível de discussão académica?

segunda-feira, agosto 14, 2006

segunda-feira, julho 31, 2006

Médio-Oriente

Os FW que nos vão enchendo a caixa do correio, nas suas brejeirices, não deixam de fazer algum sentido.
The Israeli Ambassador at the U.N. began, "Ladies and gentlemen, before I commence with my speech, I want to relay an old Passover story to all of you...
- When Moses was leading the Jews out of Egypt toward the Promised Land, he had to go through the nearly endless Sinai desert. The people became thirsty and needed water, so Moses struck the side of a mountain with his staff and a pond appeared with crystal clean, cool water. The people rejoiced and drank to their hearts' content. Moses wished to cleanse his whole body, so he went over to the other side of the pond, took all of his clothes off and dove into the cool waters. Only when Moses came out of the water, he discovered that all his clothes had been stolen... "And", he said, "I have reasons to believe that the Palestinians stole my clothes."
The Palestinian delegate, hearing this accusation, jumped from his seat and screamed out, "This is a travesty. It is widely known that there were no Palestinians there at that time!!!"
"Now that our worthy and honorable Palestinian Ambassador has clarified who had never set foot on that land they are now claiming was stolen from them... let me continue with my speech..."

sábado, julho 22, 2006

Juiz em causa própria ou a Lei da Rolha

Dois dirigentes sindicais da PSP foram reformados compulsivamente pelo ministro da tutela, obviamente sob proposta da hierarquia.
Ora, os dois sindicalistas criticaram publicamente o director nacional da PSP e o Governo – para isso fizeram uso do seu direito constitucional de livre expressão de opinião.
Essas declarações não ficaram a dever o que fosse à verborreia desbragada por vezes usada na Casa da Democracia, também conhecida por Parlamento, e ficaram muito aquém das cavaladas com que o paxá da Madeira e seus esbirros nos brindam frequentemente.
O Governo e o director geral da PSP, se se sentiram ofendidos – e têm toda a legitimidade para tal – deviam dar o exemplo e fazer o mesmo que qualquer pessoa de bem faz nestas situações: ignora ou pede satisfação em tribunal.
Pessoas de bem não usam o seu poder (ainda por cima o poder que lhes é delegado pela sociedade) em benefício próprio.
Ou será que voltámos 500 anos atrás bastando ao poder invocar a sua «certa ciência e poder absoluto»?

Pois bem, PENSO QUE [um direito constitucional que me assiste] este director geral da PSP não serve nem para dirigir os escuteiros – seria um fraco exemplo a seguir – e que este Governo não respeita a PSP, aliás não respeita as pessoas dum modo geral.

General Motors

Se a General Motors não quer Portugal então Portugal não dever querer a General Motors.
Por isso deixe-se de lhe comprar carros.
Após anos de má gestão – e qualquer empresa desta dimensão que não dê lucro só pode ser mal gerida – a GM decidiu reformatar-se e no processo decide fechar a fábrica que possui em Portugal, na Azambuja, despedindo centenas de trabalhadores e reduzindo directamente umas décimas percentuais ao PIB nacional.
Os motivos invocados são os custos logísticos, e não a única razão eticamente válida que seria a incompetência generalizada dos seus operários.
Trata-se de uma deslocalização – um chavão do economês que significa fechar num lado para abrir noutro.
Neste processo o Estado e os trabalhadores perdem uma fonte de receita, logo deixam de poder fazer despesas utilizando esse dinheiro – por outras palavras tornam-se mais pobres.
O neo-liberalismo, inspirador de actos como este, preconiza o livre comércio (dinheiro e bens transaccionados sem entraves) e, preferencialmente a ausência de taxas alfandegárias e de impostos. Com isto as empresas podem instalar-se onde quiserem, pagarem o que quiserem a quem nelas trabalha e poluírem sem entraves nem decoro.
Só que este mesmo neo-liberalismo preconizando o comércio livre também faculta a livre escolha por parte dos consumidores.
O mercado português pode ser pequeno mas contribui para os resultados da empresa – e é dinheiro que sai do País para bolsos pouco escrupulosos.
Por isso é minha opinião que os consumidores deverão abster-se de adquirir sob qualquer forma bens e serviços de empresas como estas.
Assim não deverão comprar carros produzidos pela GM.

segunda-feira, maio 29, 2006

A avaliação dos professores

O Governo apresentou o projecto de alteração do Estatuto dos Professores.
Entre inúmeras medidas que continuam o processo de proletarização da profissão, destaca-se uma:
os professores vão passar a ser avaliados pelos encarregados de educação para efeitos de progressão na carreira.
As nossas fontes, geralmente bem informadas, dizem-nos que este é a primeira de muitas revoluções em preparação. De seguida passarão a ser avaliados os médicos pelos seus doentes; os juízes pelas partes e pelos réus; os generais, pelos praças e sargentos.
As forças reaccionárias do costume já se manifestaram, falando que há populismo descarado destinado a embriagar as massas já que, ao mesmo tempo que isto ocorre, os grupos de interesses que manipulam o Governo propõem a entrega das actividades vitais de soberania do Estado e de interesse económico da Nação, à gestão profissional de quem tem vocação e formação técnica para o fazer.
As mesmas forças reaccionárias já não se conseguem lembrar da última vez em que os interessados se pronunciaram pelas taxas de juro do Banco de Portugal/BCE, ou sobre os impostos que deveriam pagar, nem se lembram quando aprovaram a última fórmula de funcionamento da Segurança Social.

Resta-nos a satisfação de saber que o grau médio de formação dos pais portugueses é superior ao dos professores.

quarta-feira, abril 26, 2006

Nepotismo?

Por ser manifestamente falsa a insinuação feita, removi o texto.
Aqui ficam as desculpas aos visados.
http://www.mj.gov.pt/sections/informacao-e-eventos/imprensa/nota-contratacao-de/
(Revisão de 14-3-2006)

segunda-feira, abril 10, 2006

Pirataria (1)

A maior parte da música e filmes que se vende não tem nada a ver com arte. É comércio puro! O mercado fonográfico e cinematográfico é perverso para com os verdadeiros artistas, pois o critério de imposição daquilo que querem que passe nas rádios, tvs, destaques das grandes lojas é meramente comercial. Que lhes importa se o último CD da Banda X, desconhecida mas de grande qualidade musical, é infinitamente melhor que os ruídos da Mónica Sintra ou do Toy?
A internet tem esse grande dom de tornar acessível ao grande público verdadeiros artistas musicais que doutra forma estariam irremediavelmente devotados ao esquecimento.
Acabar com a indústria fonográfica é urgente, para o bem da própria arte. Não foi por não vender nenhum quadro que Van Gogh deixou de produzir o que produziu. O verdadeiro talento não tem como objectivo primordial o dinheiro, quer é que lhe dêem um canal para se comunicar com o público. Quer ser apreciado! Isso a internet permite melhor do que tudo!
Por que diabo hei-de eu pagar 30 ou 40 Euros por um DVD?! Para que Hollywood pague 20 ou 30 milhões por filme a uma qualquer Ms. Loura ou um Mr. Sorriso?! Ah, tenham dó, o mundo que conceberam não irá continuar assim!
Se a PJ abrir o meu computador, Huiii, vai ver lá mais de 40GB de música mais outros tantos de filmes isto sem falar no proprio OS, etc...
Apesar da maior parte ter sido retirada da net, dir-lhes-ei que são apenas cópias de CDs e DVDs que comprei. Os CDs?! Bem, depois que os digitalizei atirei-os ao lixo.
E não me chamem ladrão nem pirata, pois não roubei nada a ninguém. Apenas tirei para escutar. Posso devolver.
Termino pirateando um excerto de um blog que vi acerca do assunto, onde se lê
..."esse americano (John Kennedy) que anda por aí querendo fazer de nós idiotas. Como pode o idiota (ele sim!) dizer uma coisa destas? O que o move é a arte ou os carros desportivos, os fatos brancos, a embriaguez e os charutos? Qual a arte dele? Não o patrocinarei mais!
"John Kennedy nasceu em 1953 em Londres. Quando era jovem, a irmã trabalhava na indústria discográfica e costumava trazer-lhe álbuns muito antes de eles serem colocados à venda ao público. Apesar de ter estudado para ser advogado, aos 25 anos decidiu aceitar uma oferta de trabalho na indústria fonográfica. "Fui entrevistado por um tipo de fato branco e a fumar um charuto que estava nitidamente embriagado depois de um bom almoço de negócios. Ele perguntou-me: "Porque é que quer trabalhar nesta indústria?" Eu olhei para o charuto e para o carro desportivo e respondi: "Porque razão não quereria trabalhar nesta indústria?"...
Isto diz tudo!

sábado, abril 01, 2006

O atestado de inferioridade das mulheres

É definitivo!
As mulheres são inferiores!
A Assembleia da República reconheceu-o publicamente e dá-lhe forma legal.
Uma mulher vale 1/3 dum homem, 33% - um terço!
A partir de agora, em cada três políticos pelo menos um será mulher.

Os próximos passos legislativos, garantem as nossas fontes, é a criação de quotas para homossexuais, negros, ciganos, cientologistas, canhotos e pessoas honestas.

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Prós e Contras da RTP – Uma nota tardia

O único programa regular de debate na televisão portuguesa (se se excluírem os dos alienados da bola) é o Prós e Contras da RTP – honra lhe seja feita.
Dito isto, há que lamentar nele o circo em que muitas vezes se torna com o público a aplaudir as tiradas mais acintosas, brejeiras e populistas, mas isso, enfim, são as palhaçadas hoje tidas como necessárias a uma boa televisão e sempre é melhor que as palmas enlatadas com que nos brindam noutros programas.
O grave é a menor ou mesmo a falta de preparação jornalística prévia aos debates ou a ignorância por vezes demonstrada não só pela jornalista que dá a cara como por toda a equipa que deverá estar por detrás dela.
Refira-se o exemplo do último programa aquando da apresentação do imã da mesquita de Lisboa ou a referência, por mais de uma vez, à comunidade islâmica em Portugal em vez de se referir a comunidade islâmica de Portugal – é que são coisas diferentes.
Isto faz lembrar uma outra vez em que, dirigindo-se ao mesmo imã, se referiu à comunidade islâmica como «a sua igreja» e, nesse mesmo programa, mencionou por diversas vezes a comunidade judaica em Portugal.
— Senhora, é preciso sabermo-nos descentrar do nosso universo arrumadinho e, sem termos que entrar nos dos outros e tanto quanto for possível, observá-los de fora e uma maneira de o fazer é empregar a terminologia correcta.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

A caricatura do Governo Português

Não estou de acordo com o que dizes mas bater-me-ei até à morte para que o possas dizer

Esta frase – ou parecida – atribuída a Voltaire e tornada aforismo, sintetiza o que deve ser a liberdade de expressão e que neste país de tradição inquisitorial e pidesca muitas vezes é esquecida.
Vem isto a propósito da reacção extemporânea e desproporcionada do Ministério dos Negócios Estrangeiros à caricatura que se tornou a contestação aos bonecos de Mafamede publicados por um jornal dinamarquês.
Sem que ninguém pedisse ou sem que os interesses portugueses estivessem em causa, o MNE decidiu dar uma lição ao mundo e manifestar-se contra os famigerados desenhos. Está o cidadão que é Sr. MNE da República Portuguesa no direito de ter opinião e expressá-la, por mais tacanha e contestável que seja; o Estado Português – obrigado a defender os interesses nacionais – não tem que se meter em polémicas internacionais desnecessárias e ainda por cima tomando o partido errado.
A liberdade de expressão obriga a que se permita a publicação de coisas como estas. O Estado de Direito tem mecanismos legais para punir e ressarcir quem for lesado por qualquer publicação ofensiva ou difamatória. – O Sr. MNE, o Professor de Direito e o cidadão Diogo Freitas do Amaral deveriam saber isso!
Assim parece que é mais importante estar ao lado do Irão do que da Dinamarca.
Criticar a publicação das caricaturas por um jornal e não criticar as reacções violentas e marginais patrocinadas por estados políticos contra o direito internacional e contra a liberdade é uma cobardia – mais valia estar mudo e quedo a fazer figuras tristes.

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Eleições, o rescaldo (2)

Acabou ontem o processo eleitoral mais soporífico de sempre com o resultado que se esperava há bem mais dum ano.
O Professor ganhou, logo mereceu (afinal de contas o cargo é o prémio de carreira de qualquer político); o povo também o merece, pois lá o colocou (agora aguente-se!)
Quanto a isto não há mais discussão.
A campanha eleitoral, por seu lado, pode servir de lição aos aprendizes da arte da politiquice e futuros fazedores de politiqueiros: foi duma pobreza confrangedora.
Os derrotados (auto-intitulados de esquerda) agitaram fantasmas como os instrumentos usados no passado pela designada (pela auto-intitulada esquerda) direita.
— Cuidado que se o Professor ganha é o fim do Mundo!
Dantes gritava-se:
— Cuidado com os Cumunas! — e poucos tremiam.
Agora clama-se:
— Cuidado com a Direita! — e a gente ri-se.
Como os eleitores são maiores de 18 anos e já não acreditam em Papões, vai de tal alerta de perigo cair em saco roto. Os consultores dos derrotados deviam saber que os adultos são atraídos pelo canto da sereia e não temem o Lobo Mau.
Os eleitores queriam uma sereia que os encantasse; em vez disso só lhe saíram duques e um bobo.
E assim ganhou o duque de trunfo – o mal menor.

terça-feira, janeiro 03, 2006

Má-fé na TVCabo e LisboaGás

Actualmente é prática comum das grandes empresas de serviços recorrem a técnicas de venda agressivas e pouco limpas como o não fornecimento de toda a informação relevante para a subscrição dum contrato, mesmo quando essa informação é directamente pedida pelo futuro cliente.
Os mais atentos já conheciam as técnicas agressivas praticadas nas economias mais liberais como a americana: quem nunca ouviu falar da Amway ou da Rainbow? Em Portugal os vendedores de time sharing foram (e continuam a ser) uma praga, estabelecendo o padrão de comportamento (indigno) para muitos outros sectores de vendas de produtos e serviços.
A TV Cabo e a LisboaGás são as últimas estrelas das técnicas de enganar incautos. A primeira, mais preocupada que estava em arrasar as outras empresas que ficaram com pedaços do território nacional potencialmente menos lucrativos e por isso não querendo ou não podendo investir na rede de cabo fora das grandes aglomerações urbanas, vendeu por todo o país o seu serviço de difusão por satélite. Nada de mais neste mundo onde o que vale é arrasar com os outros desde que se traga valor acrescentado aos seus próprios accionistas. Estes problemas não interessam ao consumidor, desde que seja servido ou até ao momento em que é enganado. A TV Cabo vendeu a muita gente o referido serviço de difusão por satélite em áreas que deveria cobrir pela rede de cabo a pretexto de não estar previsto a instalação dessa rede nos anos mais próximos. Só que, um ano, pouco mais ou menos, depois de vender as parabólicas aos crédulos que andou a aliciar, começa a instalar a rede de cabo e a pressionar esses mesmos incautos para adquirirem esse serviço, dourando-o para isso com mais uns bónus ou com o serviço de Internet de banda larga (que afinal é tão lenta como a banda estreita). Em resumo, quem gastou nas parabólicas foi despudoradamente enganado pela TV Cabo.

A LisboaGás, recebendo quase certamente subsídios estatais e da UE para a instalação da rede de gás, alicia inúmeras pessoas para gastarem a sua parte e adquirirem esse novo e cómodo serviço – além de ser mais ecológico. Esburaca ruas, prédios, apartamentos; dá emprego a inúmeros brasileiros, ucranianos e outros eslavos nessas obras – obviamente desde que esses trabalhadores usem as suas próprias ferramentas e muitos nem sabem distinguir cobre de alumínio, mas não faz mal, logo aprendem.
Instalado o gás e recebidos os subsídios e pagamentos dos consumidores referentes à instalação, modificados os queimadores, conclui a sábia empresa que os prédios não têm condições de ventilação para usarem gás e vá de cortá-lo, de preferência na véspera de Natal!
– Putin não se lembraria de melhor – dirão uns.
– Ah, é verdade, o Natal ortodoxo é só em Janeiro!
Os trapaceiros da LisboaGás nem se dão ao trabalho de verificar previamente se os prédios têm condições para instalar o seu gás. Cortam-no a posteriori, como se antes de o instalarem não existisse falta de condições e as pessoas não usassem outros gases, por ventura mais nefastos. E como se não bastasse tudo isso, os broncos da LisboaGás têm o descaramento de propor a instalação de aquecimento a gás a quem tem o gás cortado.

Não estamos perante empresas, nem de empresários. Estamos perante baiucas, encabeçadas por tasqueiros e servidas por lorpas... e depois admiram-se que a emigração continue a crescer.