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quarta-feira, novembro 02, 2011
Os cortes são só para alguns
quinta-feira, outubro 20, 2011
quarta-feira, dezembro 09, 2009
segunda-feira, junho 29, 2009
... e vai acabar em águas de bacalhau
Fui accionista do BCP durante alguns anos e acabei por vender essas acções com perda de cerca mil euros. Não era um investimento especulativo, era sim um aforro para os dias difíceis que chegarão quando fizerem falir a Segurança Social.
Também durante muitos anos fui cliente do BCP; encerrei as contas farto de ser constantemente espoliado com taxas, comissões e encargos.
No meu círculo de relações também se contam empregados do BCP: gente que estoicamente trabalha quase como escravo oito, dez, até dezasseis horas diárias e que ainda por cima, não raras vezes, é questionada pela instituição sobre actos e comportamentos da sua vida privada.
Tudo isto para sustentar meia dúzia de parasitas hipócritas, quiçá criminosos, que, com o maior dos despudores e impunidade quase certa, continua a rir-se na cara de toda a sociedade. As vítimas são, pois, o Estado ao qual foram sonegados impostos, os accionistas burlados, os clientes mungidos e os empregados explorados.
segunda-feira, novembro 03, 2008
Depois da bebedeira a ressaca...
Quem possuir as inscrições de 100$000 réis n.os 10299 a 10302, e de 500$000 réis n.o 5848 está ainda recebendo uma parte da tença de juro de 400$000 réis anuais concedida a D. Vasco da Gama, pelo padrão com data de 20 de Fevereiro de 1504, e não é este o padrão mais antigo que tem descendência legítima na actual dívida pública.*(PORTUGAL. JUNTA DO CRÉDITO PÚBLICO, Collecção de Leis da Divida Publica Portugueza, 1.ª parte, Dívida Interna, Lisboa, Imprensa Nacional, 1883, p. 13).
Pedir um empréstimo para investir num qualquer negócio é bom, tal como também é bom pedir emprestado para comprar uma casa quando se quer constituir uma família. Tudo correndo bem, a médio ou longo prazo tem-se um bom rendimento; garante-se um capital para a descendência ou tem-se um aforro para tempos difíceis. Já o recurso ao crédito para ir gozar umas férias – desculpe-me quem o faz – é uma idiotice completa.
A ressaca que estamos a iniciar vai durar muito tempo. Aliás, bem vistas as coisas, estamos a ressacar desde pouco depois do regresso de Vasco da Gama da Índia. Vivemos ao longo dos séculos à custa de muito crédito e de pouco investimento. Quando temos dinheiro esbanjamo-lo em faz-de-conta-que-somos-os-maiores; quando já não o temos valha-nos-a-virgem-maria-é-a-crise-internacional e de bebedeira em ressaca cá vamos nós – contra toda a lógica – sobrevivendo, uns muito melhor do que outros, mas enfim, é a lei da natureza.
Vem isto a propósito de o País ter de novamente se endividar para garantir a nossa banca. É mais uma bebedeira para os vindouros pagarem ou, para variar, temos finalmente um investimento?
domingo, junho 15, 2008
quarta-feira, maio 28, 2008
terça-feira, abril 08, 2008
O Eterno Retorno - o regresso ao Feudalismo e o fim da Liberdade de Circulação
sábado, fevereiro 16, 2008
O que mais aí virá?
Talvez só agora a arma de atirar lama uns aos outros tenha sido desencaixotada nos arsenais da javardice partidária.
Talvez só agora é que as trafulhices que sempre se fizeram comecem a ser do conhecimento público.
- A última (até à próxima) é a doação de propriedade do Estado por Telmo Correia à Estoril-Sol. Se dúvidas há, leia-se a carta, são 11 MB e está tudo lá...
O certo é que já não há quem aguente tanta merda, porque no fundo, no fundo, quem paga a festa e ainda leva com a bosta na cara somos nós.
segunda-feira, janeiro 14, 2008
Neolatino, neoliberal
Nosso Senhor Jesus Cristo provavelmente nunca terá pronunciado uma palavra em latim, mas isso não impediu que a língua de Cícero barbarizada se tornasse no idioma sagrado da Igreja Una Santa Católica Apostólica Romana e que a mais inocente citação da Bíblia em vernáculo fosse passível de conduzir a um retiro nos cárceres do Santo Ofício.
Como todas as idiotices que se plasmam no tecido legal têm uma razão de ser, esta deveu-se à necessidade de fixar um texto definitivo e impedir que diferentes traduções pudessem adulterar a doutrina e a disciplina religiosa que se foi instituindo.

O latim de hoje é o inglês. Quem não o domina é tido por analfabeto e não há texto científico, doutrinário ou poético digno desse nome se não for redigido em inglês, mesmo que seja só em inglês técnico. Não é de estranhar, pois, que qualquer sábio, douto ou trovador recorra a este linguajar para se exprimir e assim evitar qualquer desfiguração do seu pensamento.
... e quão bem o faz Pedro Arroja!...
segunda-feira, outubro 08, 2007
Um basbaque qualquer
Toda a gente tem coisas na vida que gostaria de esquecer e, sobretudo, que ninguém se lembrasse delas. Este vídeo do jovem Durão Barroso deve corresponder a um desses momentos da vida e daí, talvez, a censura que subitamente se abateu sobre o assunto.
Esta peça da mais pura imbecilidade tem sido afixada por todo o lado e deve ser um dos vídeos mais vistos do YouTube. Haverá neste fenómeno causas voyeurísticas ligadas ao simples gozo de ver um dos homens tidos como dos mais poderosos do mundo a fazer figuras tristes, mas também haverá quem o veja e o apresente tal como se vê ou se apresenta um documentário sobre vida selvagem ou de etologia animal na esperança de aprender como se sobrevive na selva em que o nosso mundo se está cada vez mais transformando.
Seja porque razões forem, este vídeo é tanto um documento histórico dum dos períodos mais rascas do nosso passado colectivo (sem segundas leituras) e uma prova de como é possível a um indivíduo mudar de ideias com o passar do tempo. Para que não restem quaisquer dúvidas, deixo aqui a advertência de não querer cometer a injustiça de fazer avaliações do carácter de alguém dizendo que o vídeo ajuda a provar que há pessoas capazes de seguirem todas as correntes ideológicas dominantes independentemente da passagem do tempo, mantendo-se assim sempre colados à última moda.
Houve já quem fizesse a exegese do discurso do jovem Barroso. Trata-se dum exercício academicamente interessante já que não é todos os dias que se tem a possibilidade de fazer o nada em algo, de tornar o vazio no cheio, ou das trevas extrair luz. Estas declarações públicas àquilo a que se podia chamar então com grande liberdade artística um órgão de comunicação social existiram e não podem ser escamoteadas. Afinal, bem vistas as coisas as ideias profícuas desses anos escaldantes germinaram e novos espíritos iluminados foram criados como bem mostram os media de hoje nas suas telenovelas diárias da vida real, sem que, graças à luta popular anti-burguesa, haja quem os censure.
quinta-feira, setembro 06, 2007
Soma(gue) e segue
Depois de várias horas pendurado à espera que a Netcabo voltasse a funcionar, eis que deixo de ser um ciber-excluído e volto a saber o que se passa no mundo.

A PGR arquivou o inquérito ao financiamento ilegal da Somague ao PSD por, à data dos factos, não ser crime e não se conseguir provar haver corrupção.
Assim repito aqui o que escrevi há dias:
«Que os partidos políticos têm financiamentos de legalidade duvidosa, não é novidade para ninguém; que há gente que esteve a monte – ou melhor dizendo, a banhos – e a ser julgada por causa deste crime, também já não é notícia; que tudo isto vai ficar em águas de bacalhau, todos sabemos. Então para quê tanto chinfrim?»
Já agora, e porque não o escrevi na altura, acrescento que neste momento os advogados e os contabilistas das grandes empresas e dos interesses privados já encontraram maneira legal de manter aberta a torneira do dinheiro com que se compram os nossos dirigentes políticos.
Imagem roubada daqui.
segunda-feira, setembro 03, 2007
Não aprendemos nada...
Nos últimos tempos tenho-me preocupado essencialmente com a temperatura da água do mar e se há vento ou não. Mas não pude deixar de reparar entre o turbilhão de “faits divers” (que hoje é imagem de marca do nosso jornalismo) nas notícias sobre as reuniões de accionistas do BCP.
Segundo percebi existe um senhor chamado Teixeira Pinto e outro Jardim Gonçalves que se digladiaram até ao fim para fazer valer as suas ideias sobre o futuro do banco. Ambos pertencem à Opus Dei, mas aparentemente o primeiro criou “algumas ondas” (desculpem mas ainda estamos em época balnear). Como resultado o poderoso Jardim Gonçalves manteve a sua posição garantida pela fidelidade dos seus acólitos e o mais jovem e com ideias menos ortodoxas foi borda fora.
Pelo que me foi dado a constatar estavam em discussão duas formas de entender os negócios em geral e a banca em particular. De acordo com a visão meramente económica o BCP como banco privado pertence aos seus accionistas e estes quando investem o seu dinheiro querem que o seu investimento renda, mas isso é o que nós pensamos reles depositantes e provavelmente accionistas.
Contudo o mundo dos negócios, tal como a sociedade portuguesa, está dominado por senhores feudais que disputam os seus poderes e contam os seus homens e armas. Aqui o que interessa é a fidelidade e vassalagem que se deve ao senhor e isto numa estrutura fortemente hierarquizada que é a Opus Dei. O que interessa é o poder e o domínio. O superior hierárquico manda e os outros obedecem jesuiticamente (salvaguardando as devidas distâncias); criam-se grupos ou estratos de categoria diferenciada, quais cortes senhoriais sujeitas a outras cortes de cada vez maior importância. Criam-se e dão-se empregos a pessoas que estejam fortemente “endoutrinadas” neste sistema e assim se vem perpetuando esta sociedade podre em que vivemos.
Digo isto porque já no século XVII Duarte Gomes Solis chamara a atenção para os problemas que se viviam no comércio. Solis escreveu livros e deu pareceres, tentando por todos os meios fazer ver ao rei que as sociedades comerciais só fazem sentido se os lucros forem distribuídos de acordo com o dinheiro investido e não em função da categoria social ou dos privilégios detidos por cada um. Foi tudo em vão e assim as companhias comerciais inglesas, holandesas e até mesmo as francesas floresciam enquanto as portuguesas nunca passavam da cepa torta. As companhias portuguesas quando tinham lucro em vez de reinvestirem o dinheiro no desenvolvimento das próprias companhias e na sociedade entregavam a quase totalidade dos lucros aos accionistas sem que se respeitasse o princípio da retribuição na proporção do investimento, dinheiro esse que servia unicamente para demonstração do poder, da nobreza e da fidalguia pelo investimento em roupas luxuosas, jóias, festas e outras trivialidades.
Hoje, tal como ontem, instituições como o BCP, mas não só, o mando não é necessariamente proporcional ao capital investido, o mesmo se passando com as retribuições financeiras do investimento, havendo accionistas de primeira, segunda e por aí fora, sem que isso tenha qualquer relação com o investimento.Em pleno século XXI continua quase tudo como no século XVII. Os lucros, as decisões, os empregos são apanágio de determinados grupos e indivíduos cuja única preocupação é o poder. Quem não se sujeitar é descartado, pois o que interessa é gente que pense pouco e obedeça bem, mesmo que isso leve ao suicídio duma empresa e à castração duma sociedade.
terça-feira, agosto 21, 2007
A berraria

Trata-se de saber se os organismos geneticamente modificados (OGM) são seguros. Mas ainda mais importante do que isso é saber os OGM são inócuos para o meio ambiente: tanto para o homem como para toda a biodiversidade que tem de ser preservada como património do mundo que é.
O debate ainda não começou nem há vontade política para o fazer. Trata-se duma questão de cariz científico e grande parte do povo português é por demais ignorante a para entender, presume-se. Mas também é verdade que a comunidade científica, lerda que é na sua interacção com a sociedade, pouco se dá ao trabalho de divulgar a matéria. A imprensa e as televisões pouco ou nada têm feito sobre estes assuntos, divulgando-os a maior parte das vezes entre futebóis e telenovelas da vida real, como o folclore algarvio de há dias (o documentário recentemente passado na SIC-N, é uma excepção que confirma a regra).
Tenho uma opinião muito céptica em relação à benignidade dos OGM e desconfio muito da bondade das empresas que os produzem, pois são as mesmas que com os mesmos argumentos, no passado venderam o DDT, o Agente Laranja e outras soluções milagrosas para a fome e todos os males do mundo com os resultados hoje sobejamente conhecidos. Portanto, tudo o que daí vier tem de ser encarado com muita cautela e só com uma certeza: elas estão aí para fazer muito dinheiro sem olhar a meios.
As garantias dadas pelos cientistas a soldo dessas empresas valem o que vale a palavra dum vendedor de time-sharing; falam pelo dono e só querem o cheque ao final do mês, pois têm família para alimentar. O bom cientista, nunca dará garantias, ou só dará aquelas que o estado da arte permitir na altura. A ciência não é estática, evolui e o que num momento parece certo noutro poderá ser isso e mais alguma coisa ou até já não o poderá ser. Se se quiser uma analogia, tome-se a indústria farmacêutica que, com regularidade, 20 ou 30 anos depois de lançar um produto é forçada a retirá-lo do mercado quando se descobrem novos e nocivos efeitos secundários. Agora imagine-se acontecer isso com um OGM que entretanto já contaminou um ou vários ecossistemas; imagine-se que a longo prazo poderá afectar a saúde dos homens e dos animais de que este se alimenta; veja-se o caso da BSE (vacas loucas).
segunda-feira, agosto 13, 2007
O milagre de Fátima
O lugar de Fátima nos últimos cem anos passou dum pasto do Portugal profundo, esquecido e subdesenvolvido a um dos centros mais cosmopolitas do mundo. Tal é o verdadeiro milagre de Fátima.Este sucesso não se deveu aos recursos naturais aí existentes, nem ao estabelecimento de indústrias ou qualquer pólo de ensino, investigação ou desenvolvimento. O êxito, que bem merece o nome de milagre, deveu-se tão só a uma das mais bem sucedidas campanhas de publicidade alguma vez desenvolvidas para a criação duma imagem de marca.
Trata-se dum produto de amplo consumo no mercado interno, que garante a sua sustentabilidade, e é extremamente reconhecido e bastante consumido por estrangeiros que asseguram a rentabilidade do mesmo, contribuindo simultaneamente para o equilíbrio da balança comercial pela entrada regular de divisas.
É um exemplo que deveria ser dissecado em todas as suas vertentes e depois reproduzido noutros locais deprimidos do país.
quinta-feira, julho 12, 2007
Chinezificação
«Portugal poderá ver, em 2008, saírem do país, em termos líquidos, cerca de nove mil milhões de euros de lucros e juros obtidos por estrangeiros», noticia o Público de hoje na Grande Rede. Na concorrência digital, o Sol, escreve-se que as reservas chinesas crescem 193,6 mil milhões de euros só no primeiro semestre deste ano.
A primeira notícia mostra o reverso das facilidades concedidas por sucessivos governos portugueses ao investimento estrangeiro em Portugal, governos esses que contratualmente não acautelaram o reinvestimento no país de parte dos lucros nele obtidos. Estas empresas vêm, trazem uns parcos milhões, criam umas centenas de empregos subsidiados pelo Estado com benefícios fiscais negados aos portugueses; produzem durante uns anitos, depois levam as mais valias de volta para casa, quando não fecham simplesmente a porta e vão procurar outros locais mais atractivos para embolsar. Neste sistema o PIB pode crescer mas o mesmo não acontece ao rendimento de quem trabalha ou dos portugueses em geral.
A China tem a maior reserva de divisas do mundo, trata a segunda notícia. É um valor inimaginável; é de tal ordem que todos temem o destino que lhe possa ser dado. Embora poucos até agora tenham ousado pensar alto – não se vá dar ideias ao inimigo potencial –, facilmente se adivinha que muito em breve esse capital entrará no mercado mundial através de aquisições e compra de favores junto dos poderes nacionais e empresariais. Considerando que toda esta riqueza não tem sido posta ao serviço dos cidadãos chineses, cuja grande maioria continua a viver na maior das pobrezas, esta perspectiva não é agradável para o futuro da humanidade em termos do desenvolvimento da sua qualidade de vida.
Portugal também não resistirá à ofensiva chinesa. A população portuguesa diminui, envelhece e empobrece. Acentua-se a diferença entre ricos e pobres. O investimento diminui ou cresce a um ritmo inferior ao dos outros países com que Portugal se quer comparar. Aos portugueses vai valendo, por agora, o baixo preço dos bens oriundos da China que mitigam a decadência progressiva das gentes mas que hipotecam o futuro da economia nacional já que, para a descapitalização do país, à exportação das mais-valias soma-se ainda a balança comercial negativa.
A chinezificação global vem aí!

(Imagem emprestada daqui)
domingo, julho 01, 2007
Novo Estado ou Estado sem Estado?
Fico agora à espera dos novos desenvolvimentos sobre como funcionaria uma tal sociedade, nomeadamente no que se refere ao modo de lidar com as pessoas incapazes de sobreviverem num tal regime ou que desempenhem funções hoje tidas por socialmente relevantes mas improdutivas na perspectiva mercantil subjacente ao conceito.

sexta-feira, junho 22, 2007
Os zangões
O trágico de tudo isto é ver os liberais, aqueles que em princípio mais prezariam a liberdade individual, a converterem-se em verdadeiros comunistas impondo e adoptando de modo aparentemente acéfalo os padrões uniformizadores de comportamento que tiveram o seu apogeu com a Revolução Cultural Chinesa e com os Khmers Vermelhos, promovendo o uso de tecnologias de vigilância e controlo em nome da eficiência ou de paranóias securitárias.
Ao darem ao público o que de mais privado o indivíduo tem, enquanto esquizofrenicamente se agarram com unhas e dentes ao mais insignificante bem natural, material, intelectual ou financeiro, chamando-lhe seu como se de direito sagrado fosse, dão mostras do que verdadeiramente são: zangões duma colónia de abelhas uniformizadas e obedientes.sexta-feira, junho 01, 2007
Chinesices ou sobrevivência do mais apto?

Neste empenho muitos acabam por transformar os filhos em cavalos de corrida, negando-lhes a infância, tentando fazer deles especialistas precoces na escola ou numa qualquer actividade de prestígio.
Este zelo é tanto maior quanta for a frustração individual ou a desqualificação social do pai, pois sabe de antemão que sem elevado capital social ou relacional seus filhos só terão oportunidade na vida se se distinguirem bem acima dos filhos dos outros a quem a fortuna ou o nascimento colocaram em melhor posição.
O casal chinês foi longe demais na vontade de elevar a filha a níveis que de outro modo lhe seriam negados e esta manifestamente não estava apta para sobreviver neles.
quinta-feira, maio 24, 2007
Ansiosamente esperando pela nova taxa do Multibanco
de crédito que possuía e que se foram acumulando no bolso sem saber como; por essa altura também encerrei umas quantas contas bancárias e de títulos mobiliários que tinha em diversas instituições. De tudo pagava inúmeras taxas e comissões que iam enriquecendo os banqueiros ao mesmo tempo que me iam sangrando lentamente. Concentrei toda a minha actividade financeira numa única instituição e conservei um único cartão: o Multibanco.
Agora ameaçam-me cobrar por cada utilização do mais moderno e eficaz meio de pagamento que alguma vez existiu; um meio de pagamento que não só me é útil como o é para o Estado e, sobretudo, para a instituição bancária que o emitiu.
No dia em que tal medida for posta em prática, nesse mesmo dia, devolvo o cartão; levanto todo dinheiro necessário para as necessidades do mês e guardo-o debaixo do colchão.
Isso terá inclusivamente um efeito secundário benéfico: deixar de pagar anuidades pelo dito. A partir desse momento passarei a pagar todas as minhas despesas em espécie, independentemente do valor em causa ou do local de pagamento (levo um livro e vou para a bicha); também nesse dia começarei a cobrar os trabalhos que faço como independente em notas do BCE, da Federal Reserve, em ouro, prata ou troca de serviços - e isto antecipando o aumento do custo dos cheques e das transferências electrónicas pela Internet.Aliás, vendo bem, até que a iniciativa da SIBS não é má para os indivíduos. A partir de agora ainda será mais fácil fugir ao Fisco.
Venha ela!