sexta-feira, dezembro 28, 2007

Ano Novo

O ano de 2007 foi mau!
Mas com pouco esforço conseguiremos fazer
um 2008 pior.





A todos os que nos desejaram as boas festas, obrigado.
Aos que não o fizeram mas que teriam gostado de o fazer, compreendemos, por isso obrigado na mesma.
A todos quantos por aqui foram passando, votos de um bom ano.

quinta-feira, dezembro 27, 2007

sábado, dezembro 22, 2007

O Admirável Mundo Novo Orwelliano


A paranóia securitária e de assepsia que atinge o país está a tornar-se numa caricatura ridícula ou a conduzir-nos a uma sociedade Orwell-huxleyiana?
Por todo lado proliferam mecanismos de vigilância sem qualquer controlo e sem verdadeiramente cumprirem os fins a que se destinam, reduzindo paulatinamente a liberdade individual.
O certo é que cada vez mais uma qualquer facadinha no matrimónio, o aliviar os macacos do nariz ou o ajeitar os testículos entalados nas cuecas se pode tornar na primeira página dos tablóides ou atascar as caixas de correio electrónico de todo o mundo.


Any society that would give up a little liberty to gain a little security will deserve neither and lose both.

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Porque hoje é Sábado



Handel, Messias, Glória de Deus

O Tratado Europeu, versão digest

Ricardo Pinheiro Alves: O que perde Portugal com a assinatura do Tratado Reformador

Querem uma constituição?



Já existe um bom modelo há mais de 200 anos.
Se querem saber como se faz perguntem ao Benjamin Franklin...

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Fod... que é loira e Americana

L'Europe est un pays via Koreus

Os putos de Paulo Carvalho

Mais um passo para o referendo europeu

Hoje é dado mais um passo no sentido da reconstituição do Sacro Império Romano-Germânico, mas também pode ser o recomeço de um império para os próximos mil anos.
O certo é que ninguém sabe para onde vamos e os iluminados que nos governam não se importam de nos manter nas trevas, já que quanto mais no escuro estivermos mais os seus pálidos brilhos parecerão deslumbrantes.
Contudo a luz que deles emana não passa de um mero reflexo do poder dos povos – ou isso é uma ilusão em que vivemos?

segunda-feira, dezembro 10, 2007

O balanço da cimeira UE-África

... uma mão cheia de nada...


(texto publicado em 7-12-2007 1:18, antecipando os resultados da conferência)

sábado, dezembro 08, 2007

Couto de homiziados

Resolvia-se a maior parte dos problemas do Planeta se houvesse um poder justo no mundo que declarasse Portugal um couto de homiziados, aproveitando assim o facto de, por estes dias, a maior parte dos facínoras vivos ter agasalho em Lisboa e arredores.


Desenho de José Pádua retirado daqui.

Porque hoje é Sábado

quinta-feira, dezembro 06, 2007

O circo vai começar...



... agora que a tenda já está montada e os palhaços já começaram a chegar!...

Dez coisas sobre mim

Para não quebrar a corrente proposta há uns dias pela Maria, aí vão algumas coisas sobre mim.
  1. Gosto do anonimato.
  2. Gosto de chocolate.
  3. Gosto de cerveja na esplanada junto ao mar.
  4. Gosto do meu país.
  5. Gosto de valores que orientem a minha vida.
  6. Não gosto de mentirosos e desonestos.
  7. Não suporto imbecis e burocratas políticos.
  8. Irrita-me o provisório definitivo.
  9. Abomino o caos urbanístico.
  10. Detesto a falta de gestão e organização do meu país.
Espero que o Metralhinha tenha melhor inspiração que eu.

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Porque é que os portugueses não têm mais filhos?


Sempre pensei que bastava as pessoas olharem para as suas vidas e para as dos seus vizinhos, para perceberem porque raios não têm mais filhos. Afinal é preciso haver programas de televisão, é preciso andarmos a discutir o acessório quando as razões estão à frente dos nossos olhos.

Quem não conhece casais que têm uma vida relativamente boa e quando existe uma gravidez, ela é rapidamente despachada para casa com um subsídio da Segurança Social, se tiver sorte?

Quem está disposto a abdicar da sua carreira e do seu trabalho, que também lhe garante o sustento, para ter filhos? Ser mãe ou pai deve ser um sacrifício pessoal e financeiro ou deve ser antes o glorificar da vida e da vida familiar?

Obviamente que muitos casais podem passar por um sacrifício, mas para a maioria isso é massacrar a família. O que deveria ser uma felicidade torna-se num pesadelo quando não há dinheiro para o leite, para roupa e se tem de recorrer a toda a família, aos amigos, vizinhos e instituições de caridade para mitigar as dificuldades. Uns dão as roupas dos primos, os sapatos do vizinho, a cama do conhecido…

Mas a vida duma criança não é apenas garantida pela satisfação das necessidades fisiológicas. Quando crescer os seus pais querem que tenha uma boa educação, uma boa saúde e acima de tudo que seja feliz. Para isso é necessário… dinheiro. E para que os pais o tenham é necessário que estes tenham um trabalho regular dignamente remunerado.

Contudo, hoje não há trabalhos remunerados regulares. A vida vive-se no fio da navalha. Ganha-se durante uns meses e é necessário poupar para os meses em que não haverá rendimento. As despesas, essas não desaparecem.

As crianças dos nossos subúrbios crescem sem estarem em contacto com os seus progenitores, pois estes têm de se desenvencilhar com dois ou mais trabalhos para fazer frente às necessidades da família. Muitos saem de casa às seis da manhã para chegarem às oito ou nove da noite a casa. Que tempo têm eles para dedicar aos seus rebentos?

As crianças frequentam escolas superlotadas dominadas por gangs enquanto os professores são vistos como parte da paisagem (pelo menos os mais afortunados). A função das escolas tende a ser vista cada vez mais como um depósito para ocupação dos jovens em vez terem a sua primordial e essencial função que é (para quem não sabe) ensinar e preparar os jovens para a vida.

Quando uma criança adoece não tem médico de família, os centros de saúde estão cheios e há que recorrer ao hospital onde se gasta, pelo menos, um dia à espera de ser atendido – mas é evidente que com uns meros 75 euros o médico privado também é uma solução, ao mesmo tempo que lá se vai o dinheiro reservado para o pagamento do gás e electricidade.


Não existem espaços de brincadeira, não há jardins, não há campos de jogos, não há pistas de bicicletas. As crianças entretêm-se em casa a ver televisão e a jogar.

As exigências da vida actual aos indivíduos e as dificuldades postas às famílias conduzem obviamente à limitação de nascimentos. Não, não é egoísmo das pessoas ou dos portugueses em geral. É ser realista. É querer dar aos filhos, no mínimo, o mesmo que se recebeu quando se era criança. É ter disponibilidade para os acompanhar e ajudar a formarem-se como pessoas. Quando existem condições sociais, de emprego, de estabilidade económica e financeira, de manutenção das aspirações das pessoas nas carreiras, os filhos surgem. Veja-se os casais de emigrantes portugueses em França ou na Suíça.

Não são os incentivos monetários, como se faz na Alemanha, que levam os casais a ter mais filhos. As mulheres hoje querem ter filhos sim, mas também querem estar integradas na sociedade e nos seus trabalhos e carreiras profissionais. Quando se dá um subsídio para a mulher ficar em casa para ter filhos isso é limitar-lhe a sua capacidade como cidadã e como pessoa. As mulheres são mais do que meras parideiras, já provaram e continuam a provar isso. É patética toda a pressão para que as mulheres voltem à “esfera do lar” pois essa configuração social já não faz sentido, pelo menos para a esmagadora maioria das mulheres (que representam cerca de 50% da população portuguesa). E não nos devemos esquecer que essa foi uma das conquistas do século XX em Portugal e as mulheres não vão abdicar dela.

Como nascerão mais portugueses? Cada um sabe o que pode e deve fazer.