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terça-feira, fevereiro 09, 2010

Afinal bem podemos esbanjar

Candeeiro funcional em vias de ser substituído por outro candeeiro funcional, tudo pago pelos nossos impostos
A travessa entre a Alameda da Universidade e a Faculdade de Ciências está em intervenção desde antes das eleições autárquicas e onde cada sub-empreiteiro consegue destruir o trabalho do que o antecedeu.

O País está de tanga, assim nos é dito todos os dias - e bem o sentimos!
Mas quando muda um director-geral, ou o presidente dum instituto público, renova-se de imediato a frota automóvel, o parque informático, toda a decoração dos gabinetes e toda a imagem institucional da chafarica. E o que antes existia acaba por desaparecer sem se saber como. Com um pouco de sorte, umas poucas centenas de milhares de euros (dos contribuintes) bastam para fazer a festa.
Com os espaços públicos passa-se o mesmo. Ou temos anos e anos de abandono, sem qualquer manutenção ou reparação, até as coisas chegarem à lástima total e, então, vá de gastar fortunas para requalificar (eufemismo significando obras faraónicas ou, em alternativa, os inqualificáveis monos do estilo Ars Municipalis), ou então, no bom exemplo da direcção-geral e completamente inexplicável à luz da lógica economicista em que nos obrigam a viver, são todas aquelas situações em que o novo, ou ainda operacional, é deitado fora para ser substituído por outro que faz exactamente o mesmo.
Entretanto necessidades mais prementes ficam por satisfazer, talvez porque inglês não vê ou os compadres não se dedicam a esse ramo de negócio.

sábado, dezembro 12, 2009

Algures antes 1821 A.D.

A ser verdade o que António José Saraiva escreve aqui, este país ainda não se livrou do Santo Ofício. (Mas posso estar enganado!)
Ele chama-lhe kafkiano, mas a mim parece-me mais inquisitorial. (Contudo melhores argumentos poderão convencer-me do contrário.)
E depois queixamo-nos do estado da Justiça... em quase 200 anos nada mudou! (Contudo posso não ter reparado que já não é assim!)

Mas agora já entendo o porquê do arquivamento à espera de melhor prova das três queixas-crime que fiz nos últimos dez anos: enquanto a justiça se atola nestes trâmites bizarros fica sem meios para fazer Justiça. (É evidente que outras razões podem ter havido e eu não ter percebido!)


domingo, abril 05, 2009

Um país a saque


Os terrenos que foram libertados pela Expo 98 são o local de romagem dos pobres e dos remediados ao fim-de-semana, mas é também, e cada vez mais, o local de eleição dos novos-ricos para morarem.
Nesse local, as gentes da Rinchoa, Patameiras ou Apelação tinham a oportunidade de encontrar um espaço algo aprazível, aberto, arborizado, limpo e com vista para o rio. Aí, por umas horas, esquecem as sarjetas suburbanas em que o nosso poder central e local insistem em transformar os locais de residência da plebe.
Tinham, pois cada vez mais, não têm. O único sector económico verdadeiramente rentável deste país - o do betão e de tudo o que com ele se faz - encarregou-se de, paulatinamente, converter cada centímetro quadrado daqueles terrenos públicos em jóias de ostentação que disfarçam a miséria cada vez maior em que nos atolamos.
Este espaço de usufruto comum está a ser convertido para a posse exclusiva de uns poucos e onde, certamente, os suburbanos de Loures, Odivelas, Amadora e Sintra não serão bem-vindos.
Perante este espectáculo de usurpação, só me pergunto quem autorizou a construção dentro do rio para lhe perguntar se eu plebeu, pobre e sem padrinhos posso fazer o mesmo?

segunda-feira, setembro 08, 2008

Playmate do mês

Sarah Palin
Tal como as verdadeiras, também esta passou pelo Photoshop e, mais do que as outras, arrisca-se seriamente a ser presença assídua nos meus pesadelos húmidos.

segunda-feira, julho 14, 2008

1506?...

A fuga das famílias ciganas do bairro da Quinta da Fonte temendo pelas suas vidas é um facto que não pode ser deixado impune da mesma forma leviana como a que presidiu à criação e manutenção deste e doutros bairros semelhantes.

É inadmissível que num estado de direito democrático regido pela Lei alguém seja forçado a deixar a sua casa porque é vítima de ameaças.

Isto faz lembrar o pior que a História da Europa tem para mostrar ao Mundo: as perseguições étnico-religiosas!... e não vi nenhuma das luminárias que após a divulgação das imagens dos desacatos apareceram a lançar postas de pescada - ministro incluído - a dar a cara depois da fuga das famílias para lamentar, que fosse, o sucedido.

Estão à espera do quê? Que o indianos comecem a perseguir os chineses? Que os brancos se atirem aos pretos?

sexta-feira, julho 11, 2008

GNR - Formação para a cidadania



Se mais razões não houvesse, esta bastaria para demonstrar a necessidade de pôr fim no militarismo da Guarda Nacional Republicana.

sexta-feira, abril 18, 2008

Dia Internacional do Património

Monumento localizado algures no Portugal Profundo,
depois do abandono e do saque a que foi sujeito

Património sem qualquer valor histórico ou artístico,
óptimo para a satisfação das necessidades fisiológicas dos caçadores.

(Por razões de protecção do que ainda possa existir, não se indica a sua localização)

domingo, março 30, 2008

quarta-feira, setembro 12, 2007

Há dias em que sinto vergonha de ser português


O que é que os distingue
aos olhos dos órgãos de soberania portugueses?




O Dalai Lama não terá direito a ser recebido oficialmente por nenhuma autoridade do Estado Português – pela segunda vez.
Um pacifista, um defensor dos direitos humanos, um modelo de comportamento para todo mundo, um chefe religioso, uma das figuras verdadeiramente carismáticas do nosso tempo, não é digno para ser recebido por aqueles que nos governam.
Mas se calhar ainda bem. Quem é que se sente honrado por ser acolhido pelo estado que condecorou Nicolae Ceausescu, o tirano sanguinário da Roménia, com a Ordem de Santiago da Espada? Pelo país que faz finca-pé para acolher um ditador psicopata como Robert Mugabe? Pela estância de férias que alojou Mobutu e que deixa Fidel Castro palrar durante horas?
Portugal, um país sempre pronto a macaquear o que por lá fora se faz, sempre muito lesto a proclamar nos fora internacionais os seus princípios defensores dos direitos humanos, torna-se assim num dos raros sítios a não honrar um verdadeiro homem de valor.
Mas também – a bem da verdade histórica – só quem anda distraído é que poderá estranhar tal atitude do Estado Português. Afinal é nossa tradição das últimas décadas o vergarmo-nos frente a qualquer pressãozinha dos outros, seja de Mr. Brown, do Sr. Dos Santos, do coronel Chávez ou mesmo do grande farol dos direitos humanos, das liberdades e do liberalismo que é a China.
Se há dias em que sinto vergonha de ser português...

quarta-feira, julho 25, 2007

“A função das mulheres é a procriação”


Esta frase imbecil de Rafaela Fernandes, deputada regional do PSD da Madeira, revela o mais profundo desrespeito para com as mulheres, e por ela própria se é que não se trata dum travesti.
A Senhora Deputada, para ser consequente com aquilo que diz, devia fazer o que declara que é ficar em casa a ter filhos e, já agora, a fazer o que as mulheres, tal como as entende, fazem: limpar o ranho e cocó da prole e coser as meias do marido amantíssimo (das outras). Dedique-se, pois, a ter filhos todos os anos. A Nação agradece.
Só não se entende porque estudou Direito? Isso é necessário para procriar? É que para redigir as leis bastam os acessores jurídicos do parlamento.
Aliás, o que faz esta senhora no Parlamento? Quererá legislar para criar a profissão de parideira, reformar-se do Parlamento Regional para depois se dedicar à tão nobre «função das mulheres»? Assim sendo louvar-se-á a sua abnegação em favor da causa feminina ao sacrificar, atrasando, a sua própria carreira de procriadora.
Poucas coisas há mais repugnantes que o fingimento dos que apregoam uma coisa e depois fazem exactamente o contrário dela. O pior é que geralmente estes espertalhaços desejam para os outros aquilo que não querem para si.
A ideia que se quer fazer crer de que os abortos só se fazem “lá fora” é outra forma de perfídia, pois toda a gente sabe que há sítios onde as mulheres o podem fazer “lá dentro”, dependendo a qualidade do serviço do dinheiro que tiverem para o pagar.
Mas a Senhora Deputada, e todos os que querem sofismar na busca de desculpas para a não aplicação da Lei, é hipócrita ao querer impor uma moral que ninguém leva a sério em nome de bons costumes que nunca existiram, nem existirão.

segunda-feira, julho 23, 2007

Para que servem as conchas?

Pedro Arroja é necessário. Faz-nos reflectir sobre algumas coisas que de outro modo não nos passaria pela cabeça. A ideia dum museu em Lisboa sobre as perseguições aos judeus em Portugal é excelente. Se até Salazar tem direito a um museu, porque não também criar um local específico que lembre um dos mais importantes grupos sociais de Portugal?
Segundo as teorias liberais, numa forma simplista, as pessoas têm de assumir as suas responsabilidades e acima de tudo são elas que pelo seu livre arbítrio decidem o que querem ou não, arcando de permeio com as consequências dos seus actos. Assim, o museu judaico de Berlim e o hipotético museu das perseguições aos judeus em Lisboa deviam ser para Pedro Arroja um motivo de gáudio e não de “profunda irritação”.
A origem de tal irritação parece ser o facto de tal museu ter sido construído para lembrar os alemães que são culpados. Ao afirmar isto depreende-se que os judeus não são alemães tal como um senhor de bigode afirmava e que até aplicou umas teorias de que existem raças e, acima de tudo, sub-raças.
Ao fazer um paralelismo com a possibilidade dum museu na capital portuguesa sobre os judeus também opta por mandar fazê-lo em Telavive, partindo também do pressuposto que os judeus em Portugal são estrangeiros e não são cidadãos nacionais. Aconselha-se portanto Pedro Arroja a conhecer judeus portugueses, não dá muito trabalho, é só ir visitar uma sinagoga ou então, se calhar, perguntar ao seu vizinho do lado, o tal que nunca aparece na igreja, qual a sua religião e talvez tenha uma surpresa.
Mas, Pedro Arroja prefere discutir a teoria. De acordo com a sua tese, não é possível que um povo prospere comemorando os seus crimes e os seus algozes, mas sim evocando os seus feitos e os seus heróis. Primeiro, acho que ninguém no seu perfeito juízo comemora genocídios muito menos qualquer povo. Evocar, recordar ou memorar sim. Segundo, o que é um grande feito e um herói? Estará porventura a referir-se aos descobrimentos e a pessoas como Vasco da Gama ou D. Afonso Henriques?
Se assim é recomendo a leitura dos livros de História onde se verificará que Vasco da Gama impôs a vontade do Rei através de bombardeamentos e de mortes na Índia e que D. Afonso Henriques se fartou de matar árabes e berberes muçulmanos ou não, judeus e também moçárabes que partilhavam a mesma religião do rei de Portugal, a qual ele dizia defender. Mas talvez estes actos sejam heróicos por serem civilizadores.
Sim os povos, tal como as pessoas, podem prosperar assumindo os seus erros: a Alemanha é exemplo disso! Conseguiu prosperar e afastou-se da decadência e do desaparecimento ao contrário do que vaticina Pedro Arroja. Os alemães, como povo, também não sofrem hoje de falta de auto-estima e de respeito por si próprios... Assim sendo, o exemplo foi muito mal escolhido.
O nosso querido Portugal, pelo contrário, tem vindo a exaltar os seus heróis e a evocar os seus grandes feitos dando continuidade à tradição salazarista. Nunca nos debruçámos seriamente sobre os nossos erros nem sobre as nossas derrotas. E o que aconteceu? Somos prósperos não somos? Vivemos bem, vivemos muito bem mesmo, só somos comparáveis a países subdesenvolvidos.
Ups, isso não é para dizer! Já me esquecia temos é de exaltar as coisas boas, não é?
Ah, que lindo o Sol que brilha lá fora!

sexta-feira, julho 13, 2007

Eu sou mais liberal do que todos os outros!

Há na blogosfera nacional uns quantos autores que constantemente sentem a necessidade de proferir declarações de fé sobre o seu liberalismo militante e confessional.
Tal atitude faz-me lembrar a obrigação que algumas confissões religiosas têm de todos os dias recitarem ladainhas como o Shema, o Credo, ou o Shahadah. Estas, mais do agradarem a deuses egoístas e inseguros que precisam de ser regularmente bajulados, servem para os crentes se autopersuadirem da sua sujeição a factícios poderes transcendentes que nada mais são do que projecções de outros poderes opressivos, bem reais e actuantes.
Tanta genuflexão, o excessivo bater no peito e o muito arrepiar de cabelo destes liberais faz-me duvidar da sua sinceridade. Isto ainda é mais suspeito quando frequentemente se constata ser um liberalismo enviesado, incidindo excessivamente no papel limitador do colectivo na acção do indivíduo e omitindo sistematicamente o procedimento do indivíduo na persecução do bem colectivo.

sexta-feira, julho 06, 2007

De uma benfiquista, à espera que o seu Alverca volte à 1ª Liga

Após a divulgação das novas camisolas do Benfica duas perguntas se podem colocar:
1º- Nos anos sessenta qual era o grande símbolo benfiquista?
Resposta imedita: Pantera Negra
2º- Nos inícios do século XXI qual é grande símbolo benfiquista?
Resposta imediata: Pantera Cor-de-Rosa.

segunda-feira, julho 02, 2007

Apoiado













Como era de esperar o patronato desta casa apoia incondicionalmente esta campanha.

domingo, junho 17, 2007

Os (últimos) 40 anos do Estado de Israel

Causa-me espécie que passados 40 anos as pessoas ainda se questionem sobre a legitimidade dum estado em existir. Quantas pessoas se questionam sobre o Montenegro ou a Croácia por exemplo?
Porque é que o Estado de Israel é diferente? Porque inicialmente sustentou a sua legitimidade em acordos diplomáticos com uma potência “ocupante”, e depois enveredou pela guerra? Mas os estados existentes também enveredaram pela diplomacia e pela guerra!
No que se refere a Portugal, D. Afonso Henriques lutou contra as forças da mãe e do primo para dar início ao reino de Portugal e logo a seguir pagou ao Papa para apoiar a causa portuguesa. Algo semelhante deu-se com D. João IV, este lutou contra as forças castelhanas e os seus embaixadores percorreram os estados europeus com o intuito de conseguir um Portugal totalmente independente. Se calhar quem agora acha que Israel não tem legitimidade também seria no século XVII apoiante da hegemonia castelhana e da união ibérica. O que talvez até não fosse mau de todo.

Voltando a Israel e à Palestina. Os judeus possuem esse nome porque são da Judeia, desde há milénios que toda a gente sabe disso. Nos países em que se fixaram ao longo dos tempos têm sido sistematicamente alvo de perseguições e tentativas de assassínio em massa ou selectivas. Após o Holocausto muitos dos judeus sobreviventes dos campos de extermínio não tinham para onde ir, pois todos os seus bens tinham sido ocupados e usurpados por outros, beneficiando do facto de grande parte das pessoas terem desaparecido nas câmaras de gás.
Muitos sobreviventes usaram navios para voltarem ao Médio Oriente, independentemente de terem ou não ideias sionistas. Mas desde há muito que outros integrados em movimentos sionistas foram comprando aos árabes terrenos: desertos e pantanosos que ninguém queria dado, quanto mais comprado. Todos se foram fixando e organizando para refundar o seu país e o seu “canto do mundo”. Utilizaram todos os meios que geralmente se utilizam nesses casos. Contudo, aquilo que é permitido a uns não o é para outros!
O Estado de Israel nasceu de conflitos, de negociações, de mortes e de muita força de vontade em reconstruir o que em milénios os judeus não tiveram. E só porque são judeus não o podem ter? Não será isto uma forma de anti-semitismo, ou melhor de judeofobia?

segunda-feira, maio 28, 2007

Tomates



O Rei dos Leittões nomeou-nos para o prémio Blog com Tomates, instituído pelo Blog do mesmo nome.
Esta consideração muito nos honra ainda mais porque não fizemos nem faremos nenhum frete a quem quer que seja. Contudo e a bem da verdade, teríamos preferido uma comendazita com uma tença associada, mas não se pode ter tudo...

Cabe-nos agora nomear cinco outros blogs. É uma tarefa difícil e injusta para os 659 outros blogs que o mereciam. Assim tirámos sortes dentre eles e os felizardos, por ordem de escrutínio, são:

Womenage a Trois

Sinfonia Opus Zero

Grande Loja do Queijo Limiano

Blogador

Os Putos

segunda-feira, abril 23, 2007

Facadas nas costas


Independentemente de todos os considerandos políticos, a vitória de Paulo Portas nas eleições do CDS-PP é o elogio da intriga e da falta de ética...

...mas que importa isso?

sexta-feira, abril 20, 2007

Quando nos fartamos de um assunto...

Depois de tanto se falar no canudo, tem não tem, mentiu, não mentiu, só nos resta dizer ...

terça-feira, novembro 28, 2006

Sá Carneiro - será desta?

Numa entrevista à revista Focus, a publicar quarta-feira, José Esteves assume ser o autor de um engenho que fez explodir a aeronave Cessna onde seguiam o então primeiro-ministro português Francisco Sá Carneiro, a sua mulher Snu Abecassis, o chefe de gabinete António Patrício Gouveia, e o ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa, assim como os dois pilotos do aparelho, a 4 de Dezembro de 1980.

Será que é desta que temos o epílogo desta telenovela?
Será que saberemos quem foi o mandante?
(a mesma pergunta mas no plural)
Será que tudo isto não está já prescrito ou temos pela frente mais uma batalha judicial?

Aguarda-se as cenas dos próximos capítulos.