quinta-feira, setembro 27, 2007

Mentir é pecado


Mozambique's Roman Catholic archbishop has accused European condom manufacturers of deliberately infecting their products with HIV "in order to finish quickly the African people".



Excelência,

Se tem provas do que afirma é sua obrigação de cidadão e de pessoa apresentá-las às autoridades competentes.
Se não tem, cale-se.
Se não é verdade, então está a mentir e isso é pecado!

Dois Pai Nossos e duas Ave-Marias, já!
E não volte a pecar…


Adenda:
Parece que afinal já emendou a mão, mas que disse, disse!

6 comentários:

João Rato disse...

Credo Santo Nome de Jesus! Não acredito que a Eminência tenha proferido essas palavras, ainda mais em inglês!

MARIA disse...

:)

Quanta e que deliciosa irreverência, Metralhinha...
Mas eu concordo com o comentário que antecede. Certamente sua Eminência não aprofundou o seu inglês técnico o bastante, mesmo não o aprendendo na Independente, para com tanta propriedade e conhecimento falar do assunto ...
em inglês ...
Um beijinho.
Maria

Metralhinha disse...

Julgo que D. Francisco Chimoio é só arcebispo, portanto Excelência basta, embora o meu vocativo não me pareça protocolarmente correcto, mas para o caso é q.b.

pat disse...

Mentir é muito feio, mas daí a ser pecado... tenho algumas dúvidas!!

Quanto ao arcebispo e colegas de profissão dizerem barbaridades, não me supreende... o que de facto me deixa preocupada é que tanta gente acredite no que dizem.

Shyznogud disse...

Como me disse um amigo meu na sexta - qdo eu, toda irritada, chamava mentiroso ao sô bispo - "Ora, ele pode mentir à vontade, já sabe que se o confessar depois ao seu confessor Deus perdoa-lhe".

Metralhinha disse...

Pat,

Mentir, para os Cristãos, é sempre um pecado.
No entanto a doutrina distingue vários graus de gravidade, sendo o menor o da mentira piedosa. O que não me parece ser o caso, antes pelo contrário: há manifesta má-fé.
Quanto à crendice, cada um enfia o barrete que quer, por de muito mau gosto que este seja.

Shys,
Seria o amigo o seu parónimo Iz...? ;)
Bem-vinda.

Em respeitáveis discussões académicas também já usei o mesmo argumento. Mas parece-me que dele se podem extrair outras deduções e conclusões, acabando-se sempre em raciocínios circulares.
O pecador voluntário confessa e é perdoado. Reincide (de má-fé) na mesma esperança.
O Omnisciente sabendo-o deixa de perdoar (ou nunca perdoou).
Resultado: condenação eterna!
;)



(Bolas, juro que não sou teólogo! Safa!)