quinta-feira, agosto 16, 2007

Duas faces da mesma moeda de lata


A Sábado desta semana tem como destaque na primeira página a entrevista exclusiva a Paulo Teixeira Pinto, presidente do conselho de administração do banco mais mediático do momento.
A entrevista em si não é nada de mais, mas o título dado diz muito, embora sem que o entrevistado o confirme ou desminta, facto que, se não há abuso jornalístico, pode ser entendido como uma confirmação tácita. A grande notícia é, pois, a saída do banqueiro da Opus Dei.
Fica por esclarecer se haverá alguma relação entre a saída da Obra e o começo da crise directiva no banco ou se a referida crise levou à opção tomada. Por desinteresse completo não tenho seguido a telenovela bancária e agora por falta de paciência não estou para comparar cronologias – quem tiver pachorra que o faça – no entanto creio que poderá haver correlações interessantes.

No mesmo número da revista está uma entrevista a José António Barreiros, advogado e ex-aparachnik do PS, que perguntado porque deixou a maçonaria em 1992 responde:

«Tinha orgulho em pertencer à maçonaria. Não dizia que era, mas também não escondia. Para mim, a maçonaria era um culto filosófico, uma associação filantrópica e uma sociedade iniciática que visava o aperfeiçoamento da pessoa. Não era um clube, um grémio de interesses ou um cadilho de empregos.
Assisti à introdução desses factores: de luta pelo poder, de ambições interventivas na sociedade civil e política, de uma lógica de despique com o Opus Dei

Guindados a boas posições económicas, sociais e relacionais por instituições virtuosas, pese embora a sombra da dúvida que sobre elas sempre pairou, afastam-se do grupo protector, contando a partir daí com a inércia entretanto adquirida.



Adenda (21-8-2007 9:27):
Entretanto, parece que o que consta, não é.

3 comentários:

MARIA disse...

Metralhinha,
A sua capacidade de observação é de uma sagacidade cirúrgica...
Não estivessemos nós no mês de Agosto e certamente a questão daria lugar a muita reflexão.
É uma questão, essa da pertença a um grupo que nos "recria" como pessoa que sempre me fascinou e intrigou. Sou uma curiosa interessada.
Quanto ao JAB, não sendo mazinha, mas já o sendo, aquele nadinha que só às Marias é permitido, hum ... não parece que saísse de lá grandemente aperfeiçoado...
Um beijinho, meu amigo.
Aos marotos de férias eternais, também, vários!
Maria

MARIA disse...

Distinguidos pela MARIA com o prémio " The power of schomooze award"

João Rato disse...

Ora aí está mais assunto eu que o Alberto João Jardim está comigo:
maçonaria, opus dei, rotary, lions e outras más companhias, longe!
E claro também, falsos socialistas.