quarta-feira, agosto 22, 2007

Alguém entretanto ficou a dormir


A notícia do Correio da Manhã de hoje de que um indivíduo ficou em liberdade depois de cometer várias ofensas com arma branca, algumas delas passíveis da acusação de homicídio na forma tentada, e que depois disso acabou mesmo por assassinar uma pessoa, é reveladora da ineficiência da justiça portuguesa. Neste sistema usa-se e abusa-se da prisão preventiva em casos menores ou mesmo insignificantes, por outro lado deixa-se em liberdade um indivíduo amplamente referenciado do cometimento de crimes sucessivos.
De situações como esta fica a ideia de que a justiça é aleatória e sem princípios lógicos e coerentes de equidade.


Todos estes acontecimentos terão sido publicamente divulgados pela comunicação social sem que se estabelecesse relação entre eles. A polícia fê-lo, como é sua missão. Tudo indica que o ministério público, órgão a que cabe a condução da investigação criminal, ignorou estes factos e subestimou o perigo que o indivíduo constituía para a sociedade. Agora, tudo isto se torna conhecido pela denúncia pública feita por um agente policial que assim dá a todos uma lição de cidadania, honrando a república e a instituição que serve.

Contudo, creio que as próximas notícias sobre este caso falarão da punição a que o agente irá ser sujeito, ou não estivéssemos nós em Portugal.

5 comentários:

João Rato disse...

Anda o desgraçado do agente a correr atrás do criminoso sujeito a levar um balázio, prende-o, entrega-o à justiça que o liberta de imediato. É o prato do dia, depois admiramo-nos com a passividade de alguns agentes!

Metralhinha disse...

... mas isso não desculpa a obrigação de 2 guardas terem de prender e seviciar os perigosos ecoterroristas que querem manter o mundo na fome...

MARIA disse...

Olá Metralhinha ,
Mas que dois, estão os amigos que antecedem : se um diz mata outro diz esfola...
Gostei de ver .
Também gostaria de ver o certificado de registo criminal do Ricardo Costa quando foi presente ao Ministério Público que o libertou suponho sem o apresentar a um Juiz ...
Já agora ouvir esse Ministério Público para que ele me contasse como foi que o Polícia lhe contou a história e lhe apresentou a história de vida do Ricardo Costa e que elementos de prova da mesma lhe deu.
Será que o Polícia quando esfaqueado foi ao Hospital e o MP teve acesso a essa informação ?
Ou exibiu o golpe ao MP que mesmo assim mandou embora o Ricardo Costa sem sequer o apresentar ao Juiz?
Metralhinha se a história é mesmo como vem contada, logo se verá...
Acaba de descobrir uma característica da minha personalidade : eu tenho sempre que tirar a prova, nenhuma história por si só me convence, pois sei que há muitas maneiras possíveis de a contar...
Mais, meu querido amigo,
Se os miúdos lá da palha de milho em vez de destruirem o milho, sovassem o dono da propriedade ? Já tinha menos mérito ?...
Beijinhos, meu querido amigo
Maria

Metralhinha disse...

Cara Maria,
Também eu gosto de provas, mas até que me sejam apresentadas em prazo razoável acredito na palavra das pessoas. Já me enganei muitas vezes; frequentemente vejo notícias sobre acontecimentos que conheço e não reconheço os factos nelas. A não ser verdade não será esta a primeira vez que sou enganado.
Este caso é demasiado inverosímil para, dum modo geral, não ser verdadeiro. Mas já me enganei doutras vezes.

Para que fique claro, não aprovo o acto praticado naquela exploração agrícola - é um crime - mas o acto em si tem sido demasiado explorado para a relativa importância que tem. Quantas residências é que estas férias já foram assaltadas, e quais os valores em causa? incêndios florestais, derrames poluentes nas linhas de água... tudo também crimes contra a propriedade.
Agora o exagero da crítica ao acto leva, voluntária ou involuntariamente, a não discutir o que é de facto muito importante: os OGM estão aí e, estou convencido por tudo o que li e vi, são um perigo para a saúde pública e para os ecossistemas e isto para não falar já dos gravíssimos problemas políticos e económicos que estas empresas vão criar à humanidade.

MARIA disse...

Metralhinha, meu querido amigo, concordamos no geral. Sobretudo não nos zangamos. Eu para o ver mais bem disposto mando entregar-lhe aí à porta , tal como gosta " uma loira, geladinha,com um travozinho amargo". Era isto, mais ou menos... não ?
Não vou eu fazer a entrega pessoalmente porque sou morena e há quem diga enjoativamente melosa ...
Vá lá , não se aborreça tanto . Para dar uma pancada nos males sociais e políticos não vale ficar doente ...
Beijinhos
Maria