quinta-feira, maio 24, 2007



Vale a pena ... Visitar os jardins de Lisboa.
Visite o Jardim do Museu Nacional de Arte Antiga.

Ansiosamente esperando pela nova taxa do Multibanco

Num raro momento de higiene financeira devolvi todos os cartões de crédito que possuía e que se foram acumulando no bolso sem saber como; por essa altura também encerrei umas quantas contas bancárias e de títulos mobiliários que tinha em diversas instituições. De tudo pagava inúmeras taxas e comissões que iam enriquecendo os banqueiros ao mesmo tempo que me iam sangrando lentamente. Concentrei toda a minha actividade financeira numa única instituição e conservei um único cartão: o Multibanco.
Agora ameaçam-me cobrar por cada utilização do mais moderno e eficaz meio de pagamento que alguma vez existiu; um meio de pagamento que não só me é útil como o é para o Estado e, sobretudo, para a instituição bancária que o emitiu.
No dia em que tal medida for posta em prática, nesse mesmo dia, devolvo o cartão; levanto todo dinheiro necessário para as necessidades do mês e guardo-o debaixo do colchão. Isso terá inclusivamente um efeito secundário benéfico: deixar de pagar anuidades pelo dito. A partir desse momento passarei a pagar todas as minhas despesas em espécie, independentemente do valor em causa ou do local de pagamento (levo um livro e vou para a bicha); também nesse dia começarei a cobrar os trabalhos que faço como independente em notas do BCE, da Federal Reserve, em ouro, prata ou troca de serviços - e isto antecipando o aumento do custo dos cheques e das transferências electrónicas pela Internet.
Aliás, vendo bem, até que a iniciativa da SIBS não é má para os indivíduos. A partir de agora ainda será mais fácil fugir ao Fisco.
Venha ela!

terça-feira, maio 22, 2007

Ainda os Pequenos Poderes

Gostaria de ser publicitário ou uma pessoa ligada ao Marketing, já que é gente que deve acima de tudo sublinhar os aspectos positivos das coisas e produtos que querem vender. Contudo, acho que pertenço ao grupo dos pessimistas realistas ou vice-versa que apenas quer viver no melhor mundo possível sem campanhas publicitárias e políticas demagógicas.
Claro que devemos reconhecer as coisas boas. Mas identificar as coisas más ou menos más não será uma forma de tentar solucionar esses mesmos problemas? Pelo menos chama-se a atenção para o que pode ser melhorado e talvez se consiga melhorar um pouco.
Os meus amigos acham sempre que eu tenho a mania que sou bom e que não reconheço o que está bem pois passo o tempo a criticar tudo e todos. Respondem: tu só fazes críticas que não são construtivas! Bom, até agora estou para perceber o que raio é uma crítica positiva. Será dizer bem do que se pensa estar mal só para agradar a quem nos ouve?


Há relativamente pouco tempo voltei a ser alvo dos pequenos poderes, pois recusei e recuso-me a vergar numa atitude medieval de subserviência, o que me pode custar a minha carreira. Neste mundo é necessário pertencer a um qualquer grupo para poder vencer na vida, quem pertence às franjas fica limitado a não ter emprego, não ter rendimentos, ser alvo de boatos que correm pelos corredores... É assim que funciona a sociedade baseada nos pequenos-grandes poderes.
O que se pode fazer para alterar isto? Fazer uma crítica construtiva dizendo, por exemplo, que uma certa máfia faz um óptimo trabalho na área do associativismo relacional? Mesmo que ela se limite à regulação da vida privada dos seus membros, a troco da projecção social, económica ou política desses afiliados, e se no processo fizer com que todos os que não lhe pertençam deixem de poder aceder a cargos, funções ou lugares para os quais possuem méritos e capacidades demonstradas, a crítica deve ser positiva, i. e. elogiosa!

segunda-feira, maio 21, 2007

Who cares?


600 anos de aliança (a mais velha do mundo, dizem); 300 anos de subserviência política e económica; 50 anos de destino de férias de milhões; 2 meses decorridos do começo da campanha ALLGARVE e Portugal continua a ser desconhecido pelos ingleses.
Se não veja-se esta tirada do respeitável Independent a propósito do caso da menina inglesa desaparecida e do papel dos media:

Some here [in Portugal] believe that the British [media] presence, in all its insatiable intensity, has shaken the Portuguese police service from a secrecy which is an overhang from the Communist regime, which remained until the revolution of 1974.

Mas também quem é que verdadeiramente se preocupa com a história dos seus criados?

Não é este o nosso futuro?


segunda-feira, maio 14, 2007

Avestunta

Estava para aqui sem inspiração e a matutar no que iria postar hoje, e já que a malta cá do sítio tem mais que fazer e deixa pró gajo daqui o cumprimento dos serviços mínimos, quando me lembrei que hoje é segunda-feira e é dia de postagem no pasquim do Mano Oliveira da minha avestunta favorita: João César das Neves.
Fui ver...
Liberal, como se pretende apresentar, insurge-se contra os excessos do Estado na regulação da vida pública e, liberal, como todos os liberais, acaba por defender a regulação pelo Estado da vida privada dos indivíduos - ainda estou para compreender porque é que os socialistas gostam de se imiscuir nas esferas privadas e os liberais nas públicas, quando apregoam exactamente o contrário.
Queixa-se, então, César das Neves de que «O futuro desprezará o tempo que deixou a vida e a liberdade nas mãos de miríades de burocratas, funcionários, inspectores, ministros, polícias e juízes. Técnicos que, pela sua acção, geram muitas vezes mais estragos e custos que qualquer benefício que julguem atingir. O défice mostra-o bem. Mas o défice é o menos.»
Queixa-se e queixa-se com razão, custa-me dizê-lo. Afinal bastaria haver um único instrumento legislativo para tudo – bem, dois – O Caminho, de José Maria Escrivá e, acessoriamente, a Bíblia, de Sabe-se Lá de Quem.
As «miríades de burocratas, funcionários, inspectores, ministros, polícias e juízes», poderiam assim ser substituídas com toda a vantagem pelos padres confessores, pelos irmãos do Santo Ofício e pelos juízes do mesmo órgão. Os primeiros registariam nos seus livros de desobriga quem cumpriu a obrigação de auto-denúncia; os segundos substituiriam a polícia na vigilância dos desvios, enquanto que os últimos aplicariam as penas costumeiras e que iriam desde a admoestação simples ao ser queimado vivo na fogueira.
Estaríamos desse modo num país onde não existiria a preocupação com o défice das contas públicas e teríamos eliminado toda a série de parasitas sabiamente enumerados pelo Sr. professor; lista a que posso acrescentar os infames deputados da Nação, ministros (ups! estes já estavam incluídos, leia-se então no seu lugar: entidades reguladoras) e Presidente da República. Qualquer um seria substituído com toda a vantagem económica – e também moral – por dignos e pios membros da Obra e, com menor proveito, por elementos oriundos da hierarquia eclesiástica, evitando assim a duplicação de funções que hoje já se verifica na sociedade.

sexta-feira, maio 11, 2007

Busca, busca...


Ao fim duma semana sem dormir, sujos e exaustos,
vão finalmente ver os filhos e as famílias.

terça-feira, maio 08, 2007

Bestialidade


Muito provavelmente este ataque pode ser visto como uma retaliação.
E a escalada há-de continuar.

(Última actualização: 19-08-2007)

sábado, maio 05, 2007

Portuga de A a Z

Um brilhante dicionário que mostra os nossos maiores defeitos, ou talvez virtudes...
Indispensável em qualquer biblioteca virtual...

sexta-feira, maio 04, 2007

E a Lei não é para os agentes da Lei?

Quartéis e postos da GNR receberam notificações para que os efectivos apresentem pedidos de transferência no âmbito da reestruturação daquela força, o que afasta qualquer compensação por mudarem de local de trabalho, disseram hoje fontes da corporação.

Com isto quer-se poupar uns cobres à custa de quem menos pode, mas ao mesmo tempo gastam-se rios de dinheiro com espectáculos públicos como são as paradas de opereta.
A ausência de notícias frescas não deverá ser impeditiva de concluir que, tal como em anos anteriores e à conta do Erário Público, foram transportados de madrugada centenas guardas do Cu de Judas Mais Distante para a Praça do Império (Perdido) onde, em dias sucessivos, fazem umas quantas piscinas, ouvem as balelas costumeiras dos políticos e das estrelas douradas, enquanto uns desmaiam e outros amaldiçoam entre os dentes os perus e pavões que ali se exibem.

Estes homens são pagos pelos cidadãos para assegurarem segurança de todos e, quando não estão ao serviço do cidadão, têm direito ao descanso e a família à espera, ou seja, têm vida privada.
Paradas, desfiles e outras macacadas são a última coisa que tanto os guardas como a sociedade precisam.

quarta-feira, maio 02, 2007

Madeira, o Paraíso Perdido

Uma coisa é certa – e isto é uma declaração de interesses – não gosto de Alberto João Jardim, ponto. Para mim é, de há muito, a figura mais execrável do panorama político nacional.
Não estou a pensar nas ameaças separatistas (que configuram o crime de traição à pátria), nem nas advertências do ressurgir da FLAMA (que configura o crime de terrorismo), nem nos remoques estúpidos aos cubanos (que são tiros no pé, já que está a insultar os seus insignes antepassados). Tudo isto são apogeus do seu populismo rasca, do seu discurso desbragado, chantagista e trauliteiro. O que sobretudo abomino é o modo como transformou a democracia numa fantochada; num regime medieval moral e, provavelmente, materialmente corrupto.


O desgraçado arquipélago da Madeira tornou-se nestes longos 33 anos num feudo onde os que se opõem ao soba da ilha são marginalizados, escorraçados e afastados da possibilidade de terem uma vida digna. Naquelas belas ilhas impera o nepotismo e o clientelismo mais desavergonhado.
Os seus chefes políticos são como mafiosos que protegem os seus e incitam à humilhação dos adversários como se inimigos fossem. Acicatam contra os críticos, ou contra aqueles que se querem manter afastados da podridão imperante, os seus seguidores, os seus esbirros e as massas ignaras, as quais, sendo por estes politicóides obscenamente chuladas, os protegem quais cães maltratados pelos donos mas sempre prontos para se deitarem aos seus pés, lhes lamberem as mãos e roerem os ossos magnanimamente lançados do alto da mesa.
Estes proprietários do governo e do parlamento regional, encabeçados pelo seu reizete, repartem entre si as prebendas e honras sustentadas pelo erário público. Distribuem pelos seus fiéis cargos, ofícios e negócios rendosos, chegando-se a anular concursos públicos simplesmente porque no seu decurso alguém se esqueceu de previamente avisar o júri a que criado do regime o lugar se destinava, entrando assim no lugar – que horror de incompetência corrupta! – o legítimo candidato.
Tudo isto com a conivência do poder político e judicial da República, mas sobretudo, e isto é que é revelador da cultura dum povo, com a conivência dos eleitores que os elegem.


Poderão dizer que nestes 33 anos a Madeira se desenvolveu como nunca antes.
Eu pergunto: Como se desenvolveria se não fosse uma República das Bananas?



(Imagens despudoradamente roubadas a We Have Kaos in the Garden)

segunda-feira, abril 30, 2007

Geração de 60

Descobrimos um novo blog:

Geração de 60

Boa sorte que cá o iremos acompanhar.







sexta-feira, abril 27, 2007

Mstislav Rostropovitch


Rostropovich suite Bach1
Uploaded by Khanel

Mstislav Rostropovitch (1927-2007)

Ladrões de Bicicletas

Via Arrastão tomámos conhecimento dos

Ladrões de Bicicletas

Aparentemente temos aí malta que fundamentadamente acha haver vias económicas alternativas à pseudo-ciência neo-liberal.

Um blog a acompanhar.
Boa Sorte!

quarta-feira, abril 25, 2007

Surpresas do Statcounter


(Clique para ampliar)

segunda-feira, abril 23, 2007

As diferenças

A diferença entre Hugo Chavez e Robert Mugabe...



... um já arrebentou (1) com um país e o outro está a fazê-lo!






(1) no sentido sexual vernáculo do termo.

Facadas nas costas


Independentemente de todos os considerandos políticos, a vitória de Paulo Portas nas eleições do CDS-PP é o elogio da intriga e da falta de ética...

...mas que importa isso?

sábado, abril 21, 2007

A Família e o Casamento



No Blasfémias existe um senhor chamado Pedro Arroja que difunde ideias peculiares acerca do relacionamento entre homens e mulheres e sobre o casamento que fazem parte dum sistema social que já não existe, se é que alguma vez existiu. Segundo o dito senhor existe um casamento católico e um casamento “protestante”. Ele, como não podia deixar, de ser defende a sua dama, mas não deixa de ter uma visão redutora da realidade.
Geralmente as pessoas tendem a considerar o “seu mundo” como o Mundo em si, no entanto cada vez mais existe comunicação entre vários sistemas sociais, várias realidades que coexistem no mesmo espaço e com mentalidades completamente diferentes.
No mundo ocidental é comum as pessoas pensarem a família conjugal substanciada na união dum homem e duma mulher coabitantes da mesma casa e cuja função seria a procriação. Os herdeiros e descendentes receberiam o nome familiar do homem que é quem detém a autoridade, masculina por definição.

De acordo com esta visão etnocêntrica, todos os modelos familiares diferentes do enunciado são catalogados como pertencentes a um mundo selvagem, arcaico, imoral e aberrações da norma. O que é “natural” é um pai, uma mãe e filhos que vivem numa casa. De acordo com Pedro Arroja cada um tem a sua função e autoridades diversas: o pai manda na mãe e nos filhos e a mãe tem autoridade pelo facto de o ser. Perceberam? Eu também não, mas se calhar falta-me um qualquer neurónio essencial.
Mas, voltando à família e ao casamento, e para ser o mais exacto possível, a família é algo de abstracto que pode tomar várias formas:
Na Índia as mulheres dos soldados, casadas, tinham os homens que desejavam pertencendo os seus filhos à linhagem materna, os bens eram geridos pelos homens da linhagem materna e os campos trabalhados por homens de casta inferior. Nos diversos casos de sociedades matrilineares a residência da família depende dos locais, em determinados casos são os homens que vão viver com as esposas e vice-versa. Na Costa do Marfim cada um dos cônjuges fica na casa de família e à noite o homem vai visitar uma das suas mulheres.
No Brasil certos índios podem casar com várias mulheres e os filhos são educados pelas diversas esposas mesmo inférteis.
Em África grupos de sudaneses e nigerianos possuem casamentos legais entre mulheres, uma comerciante rica pode casar com várias raparigas que se podem ligar a quem quiserem, os seus filhos pertencem à dita negociante. Os Navajo e Zuni possuem casamentos entre homens com repartição de tarefas.
Mas são os Nuer quem vai mais longe: a família é composta por um falecido, uma mulher e um marido substituto que geram os filhos mas que ficam com o nome do morto e continuam a sua descendência. Deste modo um homem pode casar em nome de vários parentes falecidos e os seus filhos biológicos fazem parte das genealogias dos falecidos.
No Tibete o filho mais velho casa com uma mulher e esta casa sucessivamente todos os anos com um dos irmãos do primeiro. Os filhos ficam com o nome do irmão mais velho e são-lhe atribuídos. A propriedade é gerida pela mulher e é herdada por todos os filhos
O que se pensa ser natural não existe nos modelos referenciados. A única coisa natural foi a relação física, a gestação, o parto e o aleitamento, porque hoje a primeira pode ser substituída pela inseminação artificial (ou divina – já se creu), o parto pode ser induzido e o aleitamento pode ser artificial. Falta a gestação artificial, à la Huxley. Tudo o resto é construído culturalmente, quer seja ou não com marcas religiosas.
Qual é o modelo mais “normal”?



sexta-feira, abril 20, 2007

Quando nos fartamos de um assunto...

Depois de tanto se falar no canudo, tem não tem, mentiu, não mentiu, só nos resta dizer ...

Pensamento único

A UE acordou numa pena de prisão até três anos para o crime de negação do Holocausto e de genocídios internacionalmente reconhecidos, noticiam a BBC e o SOL.
Apesar da BBC referir que o texto aprovado foi cuidadosamente redigido de forma a salvaguardar a liberdade de expressão artística e científica, não fica afastada a sensação de se estar cada vez mais próximo do regresso aos tempos do Santo Ofício com o seu Índex e fogueiras de livros e de hereges.


O Shoah é geralmente reconhecido como um genocídio; o genocídio arménio é contestado pela Turquia; a mortandade ameríndia é um genocídio dependendo dos humores de quem sobre ela se pronuncia, etc., etc.
Contudo, e aparentemente, não é criminalizada negação dos morticínios comunistas na URSS, Camboja, Vietname, Coreia, China [2ª vez que refiro o Império do Meio, e logo em dias sucessivos], etc. Nem muito menos parece querer-se criminalizar o negacionismo dos crimes hediondos que continuam a ser praticados no continente africano de que o Zimbabué e o Darfur são os exemplos mais recentes. E fico por aqui para não se referir o arco que vai do Médio-Oriente até ao Afeganistão.
Sempre quero ver como é que os tribunais e os políticos correctos vão lidar com tudo isto - muito provavelmente ter-se-á de criar uma Alta Autoridade Reguladora Independente da Verdade Genocida para, casuisticamente, definir o que é ou não é crime.

quinta-feira, abril 19, 2007

Agora já têm uma boa razão para me bloquearem!

Via Womenage A Trois conheci um sítio que permite testar a censura cibernáutica chinesa. Concluindo, A Arte de Roubar, que até hoje a nunca conteve a palavra China, é inacessível aos chineses.


Este facto seria despiciendo não representasse a China um quinto da humanidade e de caminharmos a passos largos para a chinezificação global. Primeiro comprámos-lhes os produtos; começámos agora a ter as suas condições de trabalho e no fim passaremos a viver como eles.

Oxalá me engane!

terça-feira, abril 17, 2007

Virgínia (Bagdad) Tech

Um tresloucado matou a tiro 32 pessoas e a seguir suicidou-se - aconteceu numa universidade norte-americana, deixando todo um país em estado de choque.
O presidente George Bush, Jr. decretou luto nacional até ao fim-de-semana e dirigentes internacionais têm apresentado os seus pêsames às famílias enlutadas.

No Iraque um dia como este até seria considerado um dia calmo.

quarta-feira, abril 11, 2007

Eles também não quereriam o referendo!


D. Filipe I
(1527-1598)



Cristóvão de Moura
(1538-1613)


Miguel de Moura
(1538-1600)

quarta-feira, abril 04, 2007

Portugal - Um retrato social

Excelente série, da autoria de António Barreto e realizada por Joana Pontes. Procura ser um retrato da sociedade portuguesa contemporânea, respondendo a questões simples como: Quem somos? Onde vivemos? Como trabalhamos? Que saúde, que educação e que justiça temos?
Finalmente a RTP a cumprir com o serviço público. Tem dado todas as terças a horas decentes. Esperemos que seja para manter. A não perder!

segunda-feira, abril 02, 2007

domingo, abril 01, 2007

Será que merecemos a democracia?

Nos últimos tempos ocorreram alguns acontecimentos que devem levar à reflexão. Falamos do triste e lamentável cartaz do PNR, das tentativas de grupos de Extrema Direita chegarem às direcções de Associações de Estudantes no Ensino Secundário e Superior (o caso da faculdade de Letras de Lisboa foi amplamente noticiado) e a eleição de António Oliveira Salazar como o maior português.
Sobre o resultado do triste concurso da RTP (a tal que diz prestar um serviço público) já muito foi dito e por muitos desvalorizado. Todavia, não obstante as múltiplas interpretações, o resultado não deixa de ser um sinal, tal como a coincidência temporal dos vários acontecimentos enumerados. Penso que não devemos desvalorizar estes sinais pois, por mais ténues que sejam, não deixam de ser preocupantes reveladores de alguma descrença face ao sistema político vigente.

Será que ao fim de trinta anos de democracia já estamos cansados dela? Será que merecemos? Muitos dirão que sim, argumentado que os políticos são medíocres, corruptos, que a justiça não funciona, que a corrupção impera e que no tempo do “saudoso” nada disso acontecia… Enfim, como se esses problemas não fossem tão antigos como a nossa nacionalidade.
Winston Churchill afirmou que a democracia é o pior dos regimes políticos... exceptuando todos os outros e tinha toda a razão ao fazer esta afirmação. A diferença entre este regime e todos os outros é que só este garante o exercício dos direitos humanos, o respeito pela dignidade humana e a prática da justiça e da liberdade. Mas não é um sistema perfeito porque simplesmente regimes perfeitos não existem (só em democracia é possível ocorrerem as situações citadas).
Acontece que em Portugal o sistema democrático ainda não foi interiorizado pelos cidadãos, que se lamentam amiúde, mas demonstram na prática diária uma passividade atroz.
Se o sistema democrático não funciona, mais do que culpar os políticos (também não são grande exemplo), temos que nos incriminar a nós próprios. É claro que não quero generalizar, mas impera uma falta de iniciativa e participação cívica activa. Parece que os portugueses têm mais tendência para destacar os defeitos do que as virtudes do sistema político em que participam, ou não, visto que a abstenção impera.
Geneticamente gostamos de ser mandados e dominados e a nossa História explica isso mesmo de múltiplas formas. Perante isto será que merecemos a democracia? Acho que sim, só que ainda temos muito que aprender…e fazer os trabalhos de casa.

sábado, março 31, 2007

Porque hoje é sábado...

... faça-se uma pausa e aprecie-se porque há coisas que valem a pena.


Verdi - Traviata - Choeur Bohémiens
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sexta-feira, março 23, 2007

Os patrões também querem mandar na hora

As confederações patronais querem mudar a hora legal em Portugal, tornando-a igual à de Espanha.
Os patrões portugueses, incapazes de tornarem as suas empresas lucrativas e competitivas no mercado nacional e internacional, encontraram mais uma desculpa para a sua incompetência. Depois de se queixarem do Estado, dos impostos, da burocracia, da lei do trabalho, dos trabalhadores, queixam-se agora que a hora legal os prejudica. Querem por isso que a hora mude.

Não interessa que isso lese o resto da sociedade e o País; não interessa que na União Europeia existam outras horas legais para além da que vigora em Espanha, França ou Alemanha e que esses países convivam bem com isso. O que é preciso é mudar, mesmo que isso se venha a reflectir na qualidade de vida dos seus empregados e dos seus concidadãos.
Ainda por cima invocam razões totalmente absurdas como se não houvesse no mundo países que, como Portugal, até têm diferentes horas dentro no seu território. Para estes empresários, devemos de ter a mesma hora da Espanha, mas não faz mal termos os Açores com uma hora de diferença do Continente e da Madeira. Uma hora de diferença da Espanha é complicado para eles, mas aos americanos, aos brasileiros ou aos russos não lhes passa pela cabeça tornar uniforme a hora dentro dos seus países e muito menos torná-la igual à dos seus parceiros económicos.
Se os nossos empresários se dedicassem a gerir os seus negócios e deixassem de procurar desculpas esfarrapadas para a sua ineptidão o país estaria sem dúvida muito melhor.

quinta-feira, março 22, 2007

De Rerum Natura

Um excelente nome para quem procura a explicação da natureza das coisas.
Um espaço criado por cientistas sem medo de descerem do seu pedestal para se dirigirem ao povo.
Oxalá outros façam o mesmo!

segunda-feira, março 19, 2007

A Nossa Opinião

Ainda bem que há no Poder quem já não majestaticamente se resguarde.
Assim outros fizessem.

sábado, março 17, 2007

Porrtugal e Allgarve


Portugal vive o sonho do novo-rico mas está a tornar-se num país de pacóvios embasbacados com piroseiras de ignorantes. Afinal não passamos de estúpidos suburbanos e só aspiramos a ser os criados, caddies e jardineiros dos estrangeiros que para cá vêm sem saberem onde estão e a quem nos vendemos quais reles prostitutos de rua.

Muitos hotéis de cinco estrelas – ... para arrebentar de vez com o que resta de paisagem natural neste país!
muitos campos de golfe – claro, aos portugueses pede-se contenção no consumo de água, mas aos campos de golfe...
muitas marinas - ... e os pescadores morrem a 50 metros da praia e à entrada das barras assoreados.
qualidade – tudo o acima (e abaixo) é de elevada qualidade para os PORTUGUESES.
voos de baixo custo - ... mas quer o Sr. Ministro os ricos para os complexos de cinco estrelas ou os pés-rapados do costume?
e mais estruturas aeroportuárias - ... dantes era uma universidade em cada cidade, agora é uma estrutura aeroportuária em cada estância...
melhores serviços de saúde – ... para os estrangeiros, obviamente. É bom que se comece a contratar de imediato médicos em Marrocos, pois já nem os espanhóis querem cá trabalhar!
novas regiões turísticas - ... para quê? Se é para serem como as que o Sr. Ministro quer não vale a pena, afinal não é tudo a mesma coisa: hotéis de cinco estrelas e campos de golfe? Aqui ou na Cochinchina?
condições fiscais vantajosas para os estrangeiros que escolham Portugal para segunda residência – E os portugueses não têm direito a condições fiscais vantajosas, ou é só para inglês... gozar? Se calhar os portugueses deverão começar a mudar a sua residência para uma caixa postal em Badajoz.
melhorar o ensino na área da hotelaria – cá está: criados dos estrangeiros. É evidente que para isso a Ciência, a Tecnologia, a Economia e a Gestão, as Humanidades não precisam de ser melhoradas.
reforçar a notoriedade da nossa marca turística Allgarve e outras que vão ser criadas – ... commo Allentejo, Lissboa, Opporto, Trrás-oss-Monntes e, ssem ddúvida Allqquevva.



Senhor Ministro, não nos envergonhe mais. Demita-se!

sexta-feira, março 16, 2007

O que valem os portugueses? (2)

Ainda sobre os serviços de saúde.
Vim a saber que mais uma criança nasceu a caminho do hospital, na ambulâcia. Se por acaso houvesse complicações no parto, quem é que garantia as tais condições de segurança que levaram ao encerramento de maternidades?
Ultimamente a política tem sido fechar centros de saúde, maternidades e acabar com determinadas especialidades por não serem viáveis, mas logo a seguir surgem projectos de criação de serviços de saúde explorados por grupos particulares e em associação com as misericórdias locais, nomeadamente em Mirandela, Espinho, Cerveira, Mealhada e Vila do Conde.
Os grupos privados investem neste sector porque têm perspectivas de lucros ou são apenas bons samaritanos que querem auxiliar as populações carenciadas? Será que toda a população pode pagar cerca de 70 euros para ser atendido naquelas regiões? Então e o dinheiro dos nossos impostos destinado a estes serviços vai para onde?
Enfim, abriu-se a porta à possibilidade dos serviços médicos passarem a ser feitos por particulares, o que não tenho nada contra. Contudo, considero que há determinadas garantias que devem ser dadas pelo Estado, que sublinho somos todos nós e não devia ser uma(s) entidade(s) qualquer/quaisquer que nos anda(m) a sugar o tutano.
Num país civilizado as pessoas pagam os seus impostos e vêem o seu dinheiro aplicado no que se considera ser o bem comum. O bem comum passa pela saúde e formação das pessoas. Para que queremos um Estado se não nos pode garantir essas condições mínimas? É preferível pagar a dezenas de milhar de assessores, secretárias, motoristas, carros, viagens, tudo gente que apenas pensa no seu bem-estar? Ou o Estado deve ser altruísta e garantir que TODOS os cidadãos nasçam, cresçam e se formem como cidadãos responsáveis em condições de segurança e com saúde?
Será que vamos optar pelo sistema americano em que cada um tem de ter seguro de saúde e, se por qualquer eventualidade (desemprego, precariedade do posto de trabalho, doença prolongada ou doença que não seja coberta pelo seu seguro...), não se tem seguro sujeita-se a ficar na estrada porque ninguém o irá tratar. É o tal sistema do utilizador pagador que só funciona se todos tivermos rendimentos estáveis, o que na sociedade de hoje é quase impossível.

Se enveredarmos por este caminho ele desemboca no individualismo puro e egoísta em que cada um cuida de si e desenrasca-se sozinho. A mentalidade é a do imediato e do vencer a qualquer custo. Será isso que queremos para nós próprios e para os nossos filhos? Pensar somente em nós, menosprezando todos aqueles que nos rodeiam e os que vierem depois de nós. Primeiro eu, depois eu e depois ainda eu, os outros não contam para nada, são mera paisagem.
Que era feito de nós se os nossos antepassados pensassem desta forma? E que diriam aqueles que lutaram durante séculos para que todos pudessem usufruir de cuidados médicos? Porque será que os cuidados de higiene e de saúde vêm descritos no Pentateuco, mais precisamente em Números e Deuteronómio? Não será porque desde muito cedo o Homem teve a noção de que deve zelar da melhor forma possível tanto pelo seu bem-estar físico como o dos restantes membros da comunidade?


quinta-feira, março 15, 2007

Há gente que quando pensa faz obra

Os chefes de governo da UE, não tendo mais nada que os ocupassem, decidiram impor a poupança de energia. Como medida mais inteligente – e em vez porem de lado os seus jactos e passarem a usar as linhas aéreas regulares – decretaram a obrigatoriedade de se passar a usar lâmpadas de longa duração à base de mercúrio, proibindo as seculares lâmpadas incandescentes de filamento de volfrâmio.
Outra medida néscia, sem dúvida pensada, discutida e aprovada pelo mesmo monte de talentos, foi o decretar a introdução de um duplo mecanismo de segurança nos isqueiros vulgares, ficando isentos desse disparate os acendedores de luxo – de certeza por não haver notícias registadas das mortes e severos aleijões provocados por tão perigosa arma.
As minhas fontes ainda não conseguiram determinar para quando está prevista a adopção da mesma medida para os fósforos e acendalhas.

Vladimir da Lapa

Entrou há pouco na Blogsfera e vai no bom caminho.
Assim continue.

terça-feira, março 13, 2007

Reciprocidade

Angola – usando do principio da reciprocidade – proibiu a condução de viaturas automóveis por detentores de cartas portuguesas.
A medida até podia ser gravosa para incautos portugueses caso Angola não fosse um dos países do mundo onde é mais fácil e barato comprar uma carta de condução... de qualquer nacionalidade.