terça-feira, maio 29, 2007

As cortesãs do poder

Um militar da GNR vai cumprir, durante esta semana, uma suspensão de seis dias, aplicada pelo comando da GNR por um alegado crime de insubordinação. No princípio de 2005, o soldado, então ao serviço do Regimento de Cavalaria (RC), recusou caiar uma parede. Do processo disciplinar que lhe foi instaurado, foi extraído um inquérito criminal, no qual foi considerado inocente.

Armando Ferreira, presidente do Sindicato Nacional de Polícia (SINAPOL), contou à agência Lusa que é arguido num processo disciplinar por se apresentar numa junta médica sem a farda de cerimónia, que tentara em vão adquirir.

Somos uma república de pavões, tal como fomos um reino de araras e catatuas.
Gostamos de formalidades cortesãs e representações vazias de conteúdo.
Temos bacocos incompetentes que tudo fazem para agradar ao poder como forma fácil de se chegarem ao próprio poder.
Quer-se o poder não para o exercer produtivamente mas para servir de penacho.
E quando o poder se invoca a si próprio, cioso das suas prerrogativas, mais não faz que um exercício medieval de prepotência como o é nos casos em epígrafe.

4 comentários:

João Rato disse...

Vanos todos colocar a imagem do Kaos:

http://img409.imageshack.us/img409/9072/grevegeralvz7.jpg

Rui Salvador disse...

Os caríssimos acabaram de descrever a filosofia adjacente à prática exercida pela maioria das chefias das Forças Armadas e de Segurança neste "belo país".

Anónimo disse...

Se as chefias exercessem o poder, há muito o Sr. Armando Ferreira tinha um processo disciplinar. Se calhar desde que entrou prá polícia, por nunca ter feito ponta de corno. Ainda consegue ir enganando alguns, que não o conhecem.

Anónimo disse...

Pensava que numa junta médica era mesmo para despir. Será que ir a uma junta médica é uma cerimónia?!