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quinta-feira, outubro 20, 2011

domingo, março 13, 2011

Este país não é para corruptos!!

Em Portugal, há que ser especialmente talentoso para corromper. Não é corrupto quem quer mas só quem pode!



... Que Portugal é um país livre de corrupção sabe toda a gente que tenha lido a notícia da absolvição de Domingos Névoa.
O tribunal deu como provado que o arguido tinha oferecido 200 mil euros para que um titular de cargo político lhe fizesse um favor, mas absolveu-o por considerar que o político não tinha os poderes necessários para responder ao pedido. Ou seja, foi oferecido um suborno, mas a um destinatário inadequado. E, para o tribunal, quem tenta corromper a pessoa errada não é corrupto- é só parvo. A sentença, infelizmente, não esclarece se o raciocínio é válido para outros crimes: se, por exemplo, quem tenta assassinar a pessoa errada não é assassino, mas apenas incompetente; ou se quem tenta assaltar o banco errado não é ladrão, mas sim distraído. Neste último caso a prática de irregularidades é extraordinariamente difícil, uma vez que mesmo quem assalta o banco certo só é ladrão se não for administrador.
O hipotético suborno de Domingos Névoa estava ferido de irregularidade, e por isso não podia aspirar a receber o nobre título de suborno. O que se passou foi, no fundo, uma ilegalidade ilegal. O que, surpreendentemente, é legal. Significa isto que, em Portugal, há que ser especialmente talentoso para corromper. Não é corrupto quem quer. É preciso saber fazer as coisas bem feitas e seguir a tramitação apropriada. Não é acto que se pratique à balda, caso contrário o tribunal rejeita as pretensões do candidato. "Tenha paciência", dizem os juízes. "Tente outra vez. Isto não é corrupção que se apresente."

sábado, dezembro 12, 2009

Algures antes 1821 A.D.

A ser verdade o que António José Saraiva escreve aqui, este país ainda não se livrou do Santo Ofício. (Mas posso estar enganado!)
Ele chama-lhe kafkiano, mas a mim parece-me mais inquisitorial. (Contudo melhores argumentos poderão convencer-me do contrário.)
E depois queixamo-nos do estado da Justiça... em quase 200 anos nada mudou! (Contudo posso não ter reparado que já não é assim!)

Mas agora já entendo o porquê do arquivamento à espera de melhor prova das três queixas-crime que fiz nos últimos dez anos: enquanto a justiça se atola nestes trâmites bizarros fica sem meios para fazer Justiça. (É evidente que outras razões podem ter havido e eu não ter percebido!)


quinta-feira, agosto 13, 2009

Bate que é polícia!

Pelo correio electrónico recebe-se muita coisa... e alguma até dá que pensar.

NÓS, ÓRGÃOS POLÍCIA CRIMINAL, QUEREMOS SABER COMO AGIR.


Queremos que nos digam o que esperam que façamos.
Queremos que nos digam como querem que seja executada a nossa acção.
Até agora corremos por nossa conta e risco. Sacrificamos a vida pessoal e familiar, sacrificamos o nosso orçamento familiar para adquirir meios que não nos facultam e agimos de acordo com a nossa avaliação dos factos com o único objectivo de manter a Ordem Pública, a Autoridade do Estado. Quando as coisas correm mal descobrimos que não era exactamente o que a sociedade pretendia e somos punidos. E se não agimos somos acusados de complacência.
Em princípio, o POLÍCIA está investido de Autoridade do Estado, mas em quê que se traduz essa autoridade? Como pode fazer valê-la? Como se pode mantê-la inviolável?
Fisicamente, qualquer POLÍCIA pode ser vencido por qualquer cidadão. Ainda não há “Super-Homens”, mas os POLÍCIAS também não podem usar a violência física, apenas podem defender-se da violência contra si.
Alguém acredita que basta uma ordem verbal para fazer sanar um crime, por menor que ele seja?
Sendo desrespeitada a ordem verbal, qual o patamar seguinte?
Ignorar o crime ou manter a Autoridade Pública? A que custo?

Reportemo-nos ao caso do militar da GNR condenado a 14 anos de prisão por ter disparado contra um jovem de 17 anos que lhe havia roubado um fio de ouro, causando-lhe a morte. Face à evolução da sociedade, face à queda de valores e da ordem social, este caso merece a nossa reflexão, merece por isso uma análise profunda. Aqui apenas serão lançados os dados.
O POLÍCIA em causa foi punido, assim o ditou a justiça. Então ficamos a saber que aquela actuação foi severamente condenada, foi considerada totalmente inaceitável.
No entanto alguém deveria dizer como ele deveria ter agido para amanhã os outros POLÍCIAS saberem como actuar, e o cenário que se põe é o seguinte:
O POLÍCIA identifica-se e [encontra] resistência. Se os assaltantes prosseguirem com o roubo, o POLÍCIA, fisicamente em desvantagem, permite que lhe levem o fio. Posteriormente, pede apoio policial para tentar identificá-los, com ou sem sucesso dada a enorme multidão e enorme área urbana. Não se livra da vergonha pessoal, social e profissional de sendo POLÍCIA, ter-se deixado roubar.
No dia seguinte esse mesmo POLÍCIA, já fardado, exerce a sua actividade na zona e passa a ser vítima de chacota social. Como pode proteger um cidadão se ele próprio tinha sido assaltado?
Mesmo que fosse possível identificar os indivíduos, o POLÍCIA não os levaria a justiça, por uma série de razões; A Justiça é excessivamente cara, perante o seu rendimento, e não teria apoio institucional; A Justiça é lenta e seria ineficaz pois a sua Autoridade como policia já estava ferida. Restar-lhe-ia conformar-se e eventualmente mudar de zona.
Como se sentiriam os assaltantes se o POLÍCIA tivesse sido assaltado sem consequências? Confiantes para tentar um patamar mais acima? Qual? Qualquer um!
Agora, digam-nos como reagiremos se, estando sozinhos, virmos um cidadão a ser roubado ou agredido por alguém fisicamente superior a nós? Deixamo-lo agir e chamamos reforços para tentar identificá-lo a posteriori? É que só dizer que se está investido da Autoridade do Estado não chega para fazer cessar a agressão. O que poderá o agressor temer quando vê um POLÍCIA? Nada!
Mas a estas questões há duas versões: Se quem responde for a vítima, todos os meios são aceitáveis, caso seja pai, familiar do criminoso, todos os meios são excessivos. No meio destas análises está o POLÍCIA que tem de tomar uma decisão sozinho!
Mas o que acontece ao POLÍCIA se “não viu” o cidadão a ser vítima de um crime? Nada. O que acontece se reagir e essa reacção foi desproporcionada? Severamente condenado!
Então em que ficamos? Que querem de nós que ainda não somos Super-Homens?
Quem rouba um fio a um POLÍCIA também pode roubar a arma. Não?! Então, se amanhã um grupo de delinquentes abordar um POLÍCIA e lhe exigir a arma, como deve reagir?
Fisicamente inferiorizado, usa a arma para manter na sua posse (na posse do Estado) ou entrega-a para não pôr em risco a vida dos delinquentes? Como agirá?
Se o POLÍCIA usar e atingir alguém, tem destino certo na cadeia, se a entregar ainda que resista sem pôr a sua vida em perigo, pode ser expulso pela Instituição. Mas a arma roubada pode ser usada contra cidadãos comuns, qualquer um! De quem será a responsabilidade?

Vejamos ainda o seguinte:
Há doentes que entram [pelo] próprio pé num hospital e saem no estado vegetativo e outros já nem saem de lá vivos: Erro médico mas ninguém vai para a cadeia;
Há juízes que condenam inocentes e outros que libertam criminosos que voltam a cometer crimes, muitos deles violentos, e nenhum vai para a cadeia porque não se pode beliscar a Autoridade do Estado. É que caso aconteça os Senhores Juízes passariam estar condicionados no momento de decidir. É exactamente o que acontece com os POLÍCIAS, estão extremamente condicionados no momento de decidir porque o risco da cadeia é real e não há desculpabilização para um erro policial, ainda que seja sobre delinquentes, ainda que seja para repelir um crime!
Precisamos que nos digam como deveremos agir!
Não podemos manter a Autoridade do Estado por nossa conta e risco! Alguém tem que assumir essa responsabilidade: Agimos até que ponto ou simplesmente não agimos? É preciso ter presente que a voz da POLÍCIA apenas é respeitada pelas pessoas de bem, mas com essas pessoas não resultam problemas, queremos saber como agir perante aqueles que não obedecem e até desafiam a Autoridade do Estado? Alguém dirá, levem-nos à justiça! Mas é exactamente isso que queremos que alguém diga, como levamos alguém à justiça contra a sua vontade, quando resiste e é fisicamente forte? Como fazemos cessar uma agressão contra nós ou contra um cidadão, se fisicamente estivermos em desvantagem? Deixamos agredir e identificamo-los depois? Deixamos de ser POLÍCIAS e passamos a ser identificadores de criminosos?
No passado, um delinquente era severamente punido pela moral social e isso, em muitos casos, era suficiente. Hoje tal não acontece.
Para uma melhor qualidade da actuação policial, exige-se que os cidadãos digam o que esperam de nós, como querem que o POLÍCIA mantenha a Autoridade do Estado, ainda que seja contra si, mas para o bem comum. O risco é cada vez maior e tal verifica-se no aumento da insegurança.
O ridículo já aconteceu:
Um cidadão fugiu para uma esquadra para se proteger e foi agredido lá dentro por quem o perseguia. Alguém perguntou como é possível tal acontecer? Acontece porque o POLÍCIA não pode fazer nada. Essa é a realidade que ninguém quer ver! Amanhã, quando casos ridículos se banalizarem, poderá ser tarde demais! Daqui a tomarem de assalto a esquadra… pouco falta! Até por brincadeira, mas é possível.

Vale a pena pensar nisto!

domingo, junho 14, 2009

Casamento entre pessoas do mesmo sexo

Por uns tempos pensei em não a subscrever, temendo que esta vaga de fundo fosse uma manipulação política daqueles mesmos que há uns meses se recusaram a aprová-la quando uma outra proposta foi feita no Parlamento para o mesmo efeito.
Ainda não sei se essas motivações politiqueiras existem, mas o certo é que em consciência não podia deixar de assinar tal documento, pois é o mínimo que se pode fazer para acabar com uma iniquidade que só persiste, repito, por causa da inexplicável politiquice que infecta a presente maioria parlamentar e o governo que ela apoia.



(espero em breve poder assinar uma nova petição para acabar com outra iniquidade: a lei da paridade!)

sexta-feira, novembro 28, 2008

A democracia é uma chatice...

Governo justifica norma sobre avaliação de professores no OE [Orçamento de Estado] para ultrapassar “formalismo inútil”


Alguém é capaz de explicar ao Ministério da Educação e, já agora, a todo o Governo para que serve o formalismo legal em democracia.

sexta-feira, novembro 07, 2008

Querem melhor argumento a favor da regionalização? (2)

Eis a minha primeira escolha para a chefia da Região Autónoma do Norte!...*






* A designação oficial ainda não está escolhida, Região Autónoma; Região Administrativa, Especial ou não; Couto ou Senhorio, enfim as possibilidades são imensas.

quarta-feira, setembro 24, 2008

Casamento entre pessoas do mesmo sexo

Defende um alto dirigente do PSD a realização dum referendo à possibilidade do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Defendo os referendos por princípio, aliás defendi o referendo para o aborto e para o último tratado da União Europeia e quero a realização dum novo referendo para a regionalização quando os políticos decidirem que é altura de a tentar de novo.
Não posso, nem aceito, a realização dum referendo para o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
A razão é simples: não sendo a homossexualidade uma opção individual - é-se, e pronto! - e vigorando o princípio moral e legal da igualdade dos indivíduos perante a lei, não se admitindo à mesma luz a discriminação dos indivíduos com base na raça, religião, opinião, deficiência física ou mental, não é tolerável a descriminação dos homossexuais no acesso ao casamento pleno com todos os direitos e deveres que disso advêm.

domingo, julho 27, 2008

segunda-feira, julho 14, 2008

1506?...

A fuga das famílias ciganas do bairro da Quinta da Fonte temendo pelas suas vidas é um facto que não pode ser deixado impune da mesma forma leviana como a que presidiu à criação e manutenção deste e doutros bairros semelhantes.

É inadmissível que num estado de direito democrático regido pela Lei alguém seja forçado a deixar a sua casa porque é vítima de ameaças.

Isto faz lembrar o pior que a História da Europa tem para mostrar ao Mundo: as perseguições étnico-religiosas!... e não vi nenhuma das luminárias que após a divulgação das imagens dos desacatos apareceram a lançar postas de pescada - ministro incluído - a dar a cara depois da fuga das famílias para lamentar, que fosse, o sucedido.

Estão à espera do quê? Que o indianos comecem a perseguir os chineses? Que os brancos se atirem aos pretos?

sexta-feira, julho 11, 2008

GNR - Formação para a cidadania



Se mais razões não houvesse, esta bastaria para demonstrar a necessidade de pôr fim no militarismo da Guarda Nacional Republicana.

sábado, dezembro 08, 2007

Couto de homiziados

Resolvia-se a maior parte dos problemas do Planeta se houvesse um poder justo no mundo que declarasse Portugal um couto de homiziados, aproveitando assim o facto de, por estes dias, a maior parte dos facínoras vivos ter agasalho em Lisboa e arredores.


Desenho de José Pádua retirado daqui.

segunda-feira, novembro 19, 2007

GNR «esmurra» grevistas

Vamos a ver se os nossos sindicalistas entendem de uma vez por todas o que é a liberdade.

Em países livres como o são as democracias, existe o direito à greve.
Em países livres como o são as democracias, também existe o direito a não fazer greve.

Neste tipo de estados, ninguém pode ser proibido de fazer greve, como também ninguém pode ser obrigado a fazê-la.

Se há violação da liberdade individual quando se proíbe a greve, o mesmo acontece quando se é obrigado a fazê-la.

Em resumo: a liberdade de uns não pode ser a sujeição de outros.


Aguarda-se agora a outra versão dos factos.

sábado, novembro 17, 2007

Informação para a ERC

Este blogue não tem "Conteúdos sujeitos a tratamento editorial e organizados como um todo coerente", pelo que não se encontra sob a vossa alçada.
Contudo, sem abdicar da liberdade de expressão, submete-se de bom grado às leis e órgãos superiores da República quando estes últimos legitimamente agirem no quadro constitucional vigente.

Feito este interlúdio, podemos voltar ao avacalhanço.

(Informação via serviço público do Arrastão)

sexta-feira, outubro 05, 2007

Viva a República!

- Porque sou republicano?


- Sou republicano porque o meu filho poderá um dia ser Presidente da República, mas nunca poderá ser rei!


quinta-feira, setembro 06, 2007

Soma(gue) e segue


Depois de várias horas pendurado à espera que a Netcabo voltasse a funcionar, eis que deixo de ser um ciber-excluído e volto a saber o que se passa no mundo.


A PGR arquivou o inquérito ao financiamento ilegal da Somague ao PSD por, à data dos factos, não ser crime e não se conseguir provar haver corrupção.
Assim repito aqui o que escrevi há dias:
«Que os partidos políticos têm financiamentos de legalidade duvidosa, não é novidade para ninguém; que há gente que esteve a monte – ou melhor dizendo, a banhos – e a ser julgada por causa deste crime, também já não é notícia; que tudo isto vai ficar em águas de bacalhau, todos sabemos. Então para quê tanto chinfrim?»
Já agora, e porque não o escrevi na altura, acrescento que neste momento os advogados e os contabilistas das grandes empresas e dos interesses privados já encontraram maneira legal de manter aberta a torneira do dinheiro com que se compram os nossos dirigentes políticos.

Imagem roubada daqui.

domingo, setembro 02, 2007

Uma república das bananas

O Blogador publica o documento da Força Aérea que identifica alguns dos militares que participaram numa manifestação.
Suponho que o documento no aspecto diplomatístico é verdadeiro, já que tendo sido referido no Parlamento a sua autenticidade formal não foi desmentida, pese embora o facto do Ministro da Defesa ter negado a autenticidade de parte do conteúdo.
No documento consta em Assunto: «Visionamento de fotos enviadas à Força Aérea pelo Ministério da Defesa Nacional», seguindo-se depois a identificação de alguns militares que figurariam nessa fotografia, os quais vieram posteriormente a ser punidos pelo facto.
Neste caso alguém necessariamente está a mentir: ou o ministro ou o oficial da FA.
Se um ministro da República mente no Parlamento tem de ser demitido; se um funcionário público, e ainda mais se for militar, mentir aos seus superiores em matéria de serviço deve seguir, no mínimo, o mesmo caminho.

Quem tirou as fotografias em causa? E por ordem de quem, se não foi do Ministro? Qual o enquadramento legal para a tomada dessas imagens e qual a fundamentação legal para o seu uso em processo disciplinar? Provavelmente trata-se de matérias sobejamente conhecidas, no entanto desconheço-as.
Neste país que vive de subterfúgios legais, mais do que saber da legitimidade para militares se manifestarem ou não, o que importaria saber neste caso é como se asseguram os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos contra o abuso dos dirigentes do Estado e como se salvaguarda o exercício da liberdade individual. Em suma, com que direito é que cidadãos exercendo a liberdade de expressão são filmados e fotografados para depois serem punidos por isso como se vivessem sob um regime totalitário.