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quinta-feira, fevereiro 19, 2009

A arte de roubar explicada por profissionais

Numa época em que todos clamam Crise! e quando jorram milhares de milhões que antes não existiam nem era possível criar, como agora se inventam, convém lembrar aos felizes receptadores desses balúrdios como os podem estoirar rápida, fácil e ineficazmente:
Construam-se rotundas nas dunas (depois de devidamente arrasadas), plantem nelas palmeiras, esqueçam-se de as regar e esperem que o mar as leve. Depois, quem sabe, alguém descobrirá que continuamos tão pobres, endividados e desacreditados como hoje estamos.


Rotunda com palmeiras secas entre barracas de lona e de alvenaria.
Quadro banal da West Coast of Europe (Costa da Caparica, Portugal).

sexta-feira, abril 25, 2008

A festa num jardim de infância

Uma apresentação pouco politicamente correcta que deve ser vista até ao fim, se tiverem paciência. Mas que nos leva a pensar ou repensar sobre o que se passa no Médio Oriente.



Não pensem que isto é uma coisa longínqua pois há incitamentos à reconquista do Al-Andaluz e isso inclui-nos a nós e ao nosso belo jardim à beira mar plantado. Se calhar até era melhor: as mulheres ficam em casa e um gajo sempre pode ter 72 virgens no Paraíso, mas e as mulheres têm o quê? 72 imberbes que não sabem por onde começar?

P.S. Isto é uma forma airosa para me safar de não escrever nada. Eh pá mas a malta não é o super-homem!

quinta-feira, abril 17, 2008

Os meus dicionários...

... já serviram o meu pai...

... e vão continuar a servir-me muito bem.

quarta-feira, abril 16, 2008

terça-feira, abril 15, 2008

Os meus dicionários...


... não vão para o lixo com o novo acordo ortográfico.

domingo, abril 13, 2008

Sermão Dominical


As figuras que um gajo faz para dar uma queca!...

sábado, junho 30, 2007

quarta-feira, junho 20, 2007

Tenham medo, tenham muito medo!

Confirma-se:

Banner criado por gentileza do Adpdeites

Começo a ter saudades da Inquisição e da PIDE, pelo menos sabíamos com o que contar.

sábado, junho 16, 2007

Do Portugal Profundo

Tal como nos tempos do Santo Ofício, gente continua a ser arguida sem saber do quê.



(Imagem meramente ilustrativa)



PS: É evidente que tudo isto não passa duma brincadeira inocente.

sexta-feira, junho 08, 2007

Lembrando Nuremberga e Tóquio

Se há coisa desprezível é o terrorismo islâmico com os seus métodos e intentos absolutamente inumanos. Não há razão, argumento ou justificação para ele, pronto.
Agora, a metodologia adoptada para combater uma dessas vertentes - aquela que mostrou aos americanos não serem uma nação com imunidade especial concedida por Deus - é tão reprovável como o terrorismo que visa combater.
Os métodos americanos envergonham-nos; violam todos os princípios morais e éticos em que se funda a sua (e a nossa) sociedade e, em última análise, põem em causa tudo o que acreditamos e desejamos.


Daqui a 20, 30 ou 50 anos, quando a história for escrita, verificar-se-á ter sido totalmente contraproducente e ineficaz quanto aos seus propósitos todas as violações levadas a cabo dos princípios constitucionais e civilizacionais em que assentam os Estados Unidos (e nós).
Ao que tudo indica, estas violações tornaram-se mais fáceis porque os nossos dirigentes políticos são desprovidos de valores morais. Mas o mais chocante é ver os países que mais razões teriam para abominar estas práticas a darem-lhes total cobertura.

terça-feira, junho 05, 2007

Um bocadinho de História


Quase que a propósito das reacções ao post de João Miranda.
Na Antiguidade, durante e domínio romano e nos reinos visigodos floresciam na Península Ibérica diversas comunidades judaicas. Os muçulmanos entraram por volta de 711 e dominaram grande parte do território ibérico a que chamavam Al-Andaluz. No que se refere ao território que é hoje Portugal, desde meados do século XIII que os reinos árabes e muçulmanos foram substituídos pelo que se chamava então Reino de Portugal.
Ou seja, a Península Ibérica e os seus povos, quer queiram quer não, possuem uma forte componente semita. Os espanhóis e os portugueses carregam em si uma carga genética fortemente ligada aos árabes e judeus.
Hoje em dia toda a gente sabe quais as palavras que derivam directamente do árabe como: algibeira, azul, oxalá... Todos sabemos quais as influências árabes na construção das casas algarvias, das hortas, na Medicina...
E pergunto eu: quem sabe dos contributos dos judeus?
Porque é que mais de mil anos de presença judaica no território que é hoje Portugal são esquecidos e tão pouca atenção se dá às provas da sua influência?
Porque se desvaneceu tudo?
Numa altura em que se fala da possibilidade do Irão vir a ter armas nucleares e do Estado de Israel se tornar numa Hiroshima. Gostaria de perguntar se aquilo que levou ao branqueamento do nosso passado pode servir para dar cobertura a tal acto?

sexta-feira, maio 25, 2007

sábado, novembro 25, 2006

Iluminações Natalícias

Chegada esta altura do ano não faltam por todo o lado as iluminações decorativas alusivas ao Natal, essa festa religiosa que celebra o nascimento do Messias no sítio mais pobre e desprovido que podia ter havido, festa que hoje está transformada num mercado de futilidades.
As iluminações natalícias estão dentro deste último espírito.
Até aqui nada a opor. Cada um festeja o seu deus como acha que ele gostaria de ser festejado. Só me custa que me peçam para poupar energia quando os órgãos municipais e de estado a esbanjam.
Querem que eu desligue completamente da corrente eléctrica as televisões, rádios, leitores de discos, computadores, etc.; pedem-me para ser contido nos gastos com aquecimento e refrigeração; querem que ande de transportes públicos em vez de no meu carro, mesmo quando esses são completamente ineficientes. Tudo para poupar energia e reduzir as emissões nacionais de CO2, ambas com custos financeiros muito elevados.
O Estado e municípios que se preocupam, e bem, com esses custos permitem estes desperdícios que agravam muito mais os problemas do que o consumo energético de vários milhões de portugueses ao longo de vários meses.
Sejamos consistentes que com o apregoamos e deixemo-nos de tretas.

sábado, fevereiro 11, 2006

quinta-feira, outubro 06, 2005

Cagadores de ruas (CDU - Campanha Eleitoral 4)

Depois da auto-intitulada igreja Maná ter andado a poluir as ruas com cartazes colados no mobiliário urbano, o inevitável aconteceu: a CDU, aquela pseudo-coligação com o Partido Melancia (também conhecido como o Partido Roberto) colou por cima dos retratos dos angélicos apóstolos impostores as fronhas feias dos seus candidatos aos órgãos locais.
Confesso que no meu concelho a ausência de candidatos sérios dos partidos que alternadamente repartem entre si o bolo da República me levou a ponderar votar nessa pseudo-coligação, mas ao ver que nada mudou na sua atitude perante o que é de todos levou-me a repudiar de vez atribuir-lhes o meu voto – se desrespeitam desse modo as paredes das ruas onde todos podem ver a sua falta de civilidade, imagine-se o que farão nas nossas costas.
Assim, o meu voto vai para...
Não. Acho que o vou guardar, para que não mo roubem.

sábado, setembro 24, 2005

Campanha Eleitoral 3

Nas próximas eleições autárquicas vários são os candidatos com processos judiciais de foro criminal acusados de crimes diversos. A lei concede-lhes a faculdade de se candidatarem, pois assim ninguém fica privado de poder dar o seu contributo à sociedade.
Sondagens de opinião (que não são o voto eleitoral) dão a esses candidatos grande probabilidade de serem eleitos.
Deduz-se (talvez mal) que:
1. os seus concidadãos os continuam a julgar aptos para o exercício de funções que visam o bem comum apesar desses candidatos serem legalmente suspeitos de acções lesivas do interesse comum de gravidade tal que são passíveis de pena de reclusão em estabelecimento especializado (vulgo: prisão);
2. os seus concidadãos sabem de forma inequívoca que esses candidatos são inocentes e, portanto, dignos de servirem - só que neste caso também era sua obrigação legal e moral terem-se apresentado aos seus concidadãos encarregues de processar a justiça para darem as provas necessárias e desse modo acabarem com os processos;
3. os seus concidadãos gostam de ser roubados pelos eleitos;
4. os seus concidadãos são, em todos os aspectos, pares dos candidatos e como tal dignos uns dos outros.

quarta-feira, setembro 14, 2005

Poder local (e não só)

Paulo de Morais, vice-presidente da Câmara Municipal do Porto, não candidato às próximas autárquicas por pressões de Sabe-se Lá Quem (mas imagina-se), veio a público confirmar o que anteriormente afirmara acerca dos poderes reais mas ocultos que de facto governam o País.
Disse-o no Prós e Contras desta semana conduzido pela mesma gesticulante apresentadora de sempre que, como já se sabe, tem o hábito detestável de não deixar falar quem tem algo de relevante a dizer e, ao mesmo tempo, concluir com sentenças da sua lavra as declarações que outros começam mas que não lhes é permitido acabar.
Paulo de Morais, clarividente e consciente dos valores éticos que muitos proclamam (e só isso) como sendo republicanos, esteve desassombrado e sem subterfúgios, proclamando a quem o quis ouvir os vícios do actual sistema político que defrauda o Estado de Direito Democrático e a res publica.
Esteve muito bem acompanhado por Maria José Morgado que tipificou, como vem fazendo há muito, as condições que permitem ocorrer os desmandos que há e apresentou Paulo de Morais como alguém «que persegue o interesse público».
Da mesma opinião não foi Fernando Ruas que, além de confundir tipificação com acusação, é um dos poucos portugueses que não consegue ver algo de errado no que se passa pelo país fora a nível do poder local.
De facto, a arte de roubar pressupõe subtileza — daí não compreender.
A sua atitude chegou a roçar o cinismo.
Nogueira Leite, esteve na mesma sintonia de Paulo de Morais e Maria José Morgado, algo está podre no Reino, digo, na República Portuguesa.
Joaquim Ferreira do Amaral dá uma no cravo e outra na ferradura, é desta têmpera que se fazem os políticos ou os poderosos — e ele é as duas coisas.
Para a história ficam duas tiradas:
«Seria estranho que todos os portugueses soubessem [que há pressões sobre os políticos] e eu que ocupo um cargo público não» — Paulo de Morais.
«Ou andámos a eleger idiotas ou qualquer outra coisa se passa» — Nogueira Leite.

terça-feira, setembro 13, 2005

Espelho, espelho meu ......

Existem actualmente no nosso país, quatro tipos de pessoas a quem eu decidi chamar:
Os 4 magnificos.
São eles:
Toda-a-Gente, Alguém, Qualquer-Um e Ninguém.

Havia um trabalho importante para fazer e Toda-a-Gente tinha a certeza que Alguém o faria.
Toda-a-Gentem podia fazê-lo, mas Ninguém o fez.
Alguém zangou-se porque era um trabalho para Qualquer-Um.
Toda-a-Gente pensou que Qualquer-Um podia tê-lo feito, mas Ninguém constatou que Toda-a-Gente não o faria.
No fim Toda-a-Gente culpou Alguém quando Ninguém fez o que Qualquer-Um poderia ter feito.

sexta-feira, agosto 26, 2005

Campanha Eleitoral 2

O vereador das obras da Câmara Municipal do Porto (e que não é candidato às próximas eleições) veio a público denunciar pressões exercidas pelos construtores [civis e de obras públicas] sobre os executivos municipais. A dado ponto refere o que é óbvio para todos, mas que nunca um responsável político dissera antes, parafraseando: basta olhar para o estado do país para ver que as obras efectuadas por todo lado ou foram autorizadas por atrasados mentais ou por corruptos.
Um candidato da oposição já veio a público dizer que espera que o vereador já tenha comunicado à PJ as pressões que foi vítima, ou que esta o procure para recolher declarações; um responsável da Associação Nacional de Municípios exige provas.
Afinal onde é que esta gente vive? Das duas uma: ou estamos perante virgens ingénuas ou então querem meter-nos os dedos pelos olhos adentro!