quinta-feira, outubro 20, 2011
terça-feira, maio 31, 2011
sábado, novembro 21, 2009
Corre entre o pessoal da PSP
Todos correm riscos menos os Patrulheiros!
E aqui vão os pensamentos de um simples Patrulheiro:
DIC:
Passar o dia sentado no gabinete em frente ao computador a ouvir testemunhas das 09:00 às 17:00
Aparecer nas ocorrências mediáticas, depois do Patrulheiro as resolver, e ficar com o serviço, para a comunicação social dizer que foi a Investigação Criminal que resolveu o caso.
Contacto com o cidadão: Bastante, mas apenas no interior da Esquadra.
Riscos: Cair do sofá á noite enquanto dorme.
Problemas nos pulsos, derivados da utilização excessiva do computador.
Risco de despiste, por falta de visão devido aos cabelos compridos.
Perder a farda ou correr o risco da mesma já não lhe servir por não a vestir há vários anos.
Ter que andar sempre a especificar que é da Inv. Criminal, para não ser confundido com um Patrulheiro da PSP, mas sim com a PJ.
Fazer uma rusga no bairro sem dizer nada a ninguém, fugir para a EIC e deixar que o Carro de Patrulha que passou a seguir no bairro, sem ter conhecimento de nada, fosse apedrejado por retaliação.
Veredicto do Estado: condições de trabalho muito penosas, subsídio = € 149,33
CI:
Policiamento nos Estádios.
Incursões esporádicas nos bairros só para mostrar a carrinha.
Contacto com o cidadão: médio, e apenas à distância do bastão.
Riscos: Lesões a jogar futebol ou a puxar ferro.
Fazer uma carga no meio do bairro, retirar para o quartel da Ajuda, e deixar que os Patrulheiros da esquadra do bairro sofressem as retaliações.
Veredicto do Estado: condições de trabalho muito penosas, subsidio = € 283,80
Cinotecnia:
Dar de comer ao cão.
Lavar o canil à mangueirada.
Passar a tarde a brincar (treinar) com o cão.
Fazer demonstrações nas escolas e nas paradas militares (policiais).
Contacto com o cidadão: reduzido e apenas à distância, durante as demonstrações.
Riscos: Apanhar pulgas.
Ser infectado com a raiva.
Chegar a casa a cheirar a cão.
Perder o brinquedo favorito do animal.
Deixar que o cão morda um Patrulheiro durante um policiamento desportivo.
Veredicto do Estado: condições de trabalho muito penosas, subsídio = €283,80
CIEXSS:
Fazer demonstrações nas escolas e nas paradas militares (policiais).
Contacto com o cidadão: reduzido e apenas à distância durante as demonstrações.
Riscos: Atropelar um menino com o robot telecomandado durante uma demonstração na escola
Estragar o robot telecomandado.
Ferir um Patrulheiro no curso das Técnicas de interv. Pol. e Tiro, porque andou a montar armadilhas e “bombinhas” para assustar e em vez de tomar atenção ao que fazia estava com pressa de se esconder para se rir da figura dos outros.
Veredicto do Estado: condições de trabalho muito penosas, subsídio = €303,02
CSP:
Conduzir o VIP e a família ao trabalho e aos passeios de domingo.
Passar a noite nos mesmos hotéis 5 estrelas onde o VIP se aloja.
Pedir que os patrulheiros da esquadra da área tomem conta do carro e do hotel onde vai dormir.
Contacto com o cidadão: só com os VIPs.
Riscos: Já não saber da farda e correr o risco da mesma já não lhe servir por não a vestir há vários anos.
Alguém reparar que o fato “Calvin Klein” afinal é da Kalvim Clen
Esquecer-se dos óculos escuros em casa.
Ir para a night com o Santana Lopes e ter que ser ele a trazer o carro.
Passar a noite a dormir no quarto de hotel e nem se aperceber que o Patrulheiro que ficou na rua de posto fixo, evitou sozinho, juntamente com os acarta malas do hotel, que os manifestantes invadissem o hotel, até chegar apoio.
Veredicto do Estado: condições de trabalho muito penosas, subsídio = €331,53
Patrulheiros:
Policiamento apeado e postos fixos ao frio e à chuva.
Circular nos carros de Patrulha e deslocar-se sempre a toda e qualquer chamada seja ela qual for.
Contacto com o cidadão: sempre.
Riscos: Efectuar serviço, regularmente sozinho, ou em patrulha dobrada.
Meter-se no meio das desordens.
Sofrer emboscadas.
Fardamento de alta visibilidade para ser mais fácil escolher o alvo a abater.
Sofrer todo o tipo de retaliações.
Veredicto do estado: condições de trabalho sem qualquer tipo de penosidade, insalubridade ou desgaste físico agravado?! Subsídio= €0
segunda-feira, junho 29, 2009
... e vai acabar em águas de bacalhau
Fui accionista do BCP durante alguns anos e acabei por vender essas acções com perda de cerca mil euros. Não era um investimento especulativo, era sim um aforro para os dias difíceis que chegarão quando fizerem falir a Segurança Social.
Também durante muitos anos fui cliente do BCP; encerrei as contas farto de ser constantemente espoliado com taxas, comissões e encargos.
No meu círculo de relações também se contam empregados do BCP: gente que estoicamente trabalha quase como escravo oito, dez, até dezasseis horas diárias e que ainda por cima, não raras vezes, é questionada pela instituição sobre actos e comportamentos da sua vida privada.
Tudo isto para sustentar meia dúzia de parasitas hipócritas, quiçá criminosos, que, com o maior dos despudores e impunidade quase certa, continua a rir-se na cara de toda a sociedade. As vítimas são, pois, o Estado ao qual foram sonegados impostos, os accionistas burlados, os clientes mungidos e os empregados explorados.
sexta-feira, julho 25, 2008
Conversa de Político
Há uns meses ouvi José Sócrates a dizer mais umas barbaridades numa televisão, mas, por há já muito tempo ter a boa faculdade de me distrair assim que um político começa a falar - é uma espécie de reflexo condicionado -, acabei por ignorar o que disse. Só que desta vez o que esqueci de imediato veio depois a assombrar-me durante dias e o pior é que já não me conseguia lembrar entre que historietas futebolísticas essas declarações calharam, logo era-me impossível determinar em que estação televisiva as ouvira e assim confirmar se o que ouvira fôra de facto bem ouvido.sexta-feira, julho 11, 2008
GNR - Formação para a cidadania
terça-feira, novembro 27, 2007
É Só Fachada
Contudo, José Sócrates perdeu a oportunidade de transformar Sérgio Pedrosa – assim se chamava o soldado – num herói morto por uma causa superior. Mas não. O jovem soldado teve a morte mais prosaica que existe em Portugal: o acidente de viação. A sua morte, ocorrida a milhares de quilómetros de distância, poderia ter-se dado numa qualquer estrada nacional, no que seria mais uma das centenas que anualmente marcam a guerra civil portuguesa.
Assim, a sua morte, ocorrida numa missão totalmente destituída de sentido, foi completamente inútil, ainda mais do que se tivesse ocorrido por acção inimiga.
Este é o governo que temos e estas são as forças armadas com que nos pavoneamos.
segunda-feira, setembro 03, 2007
Não aprendemos nada...
Nos últimos tempos tenho-me preocupado essencialmente com a temperatura da água do mar e se há vento ou não. Mas não pude deixar de reparar entre o turbilhão de “faits divers” (que hoje é imagem de marca do nosso jornalismo) nas notícias sobre as reuniões de accionistas do BCP.
Segundo percebi existe um senhor chamado Teixeira Pinto e outro Jardim Gonçalves que se digladiaram até ao fim para fazer valer as suas ideias sobre o futuro do banco. Ambos pertencem à Opus Dei, mas aparentemente o primeiro criou “algumas ondas” (desculpem mas ainda estamos em época balnear). Como resultado o poderoso Jardim Gonçalves manteve a sua posição garantida pela fidelidade dos seus acólitos e o mais jovem e com ideias menos ortodoxas foi borda fora.
Pelo que me foi dado a constatar estavam em discussão duas formas de entender os negócios em geral e a banca em particular. De acordo com a visão meramente económica o BCP como banco privado pertence aos seus accionistas e estes quando investem o seu dinheiro querem que o seu investimento renda, mas isso é o que nós pensamos reles depositantes e provavelmente accionistas.
Contudo o mundo dos negócios, tal como a sociedade portuguesa, está dominado por senhores feudais que disputam os seus poderes e contam os seus homens e armas. Aqui o que interessa é a fidelidade e vassalagem que se deve ao senhor e isto numa estrutura fortemente hierarquizada que é a Opus Dei. O que interessa é o poder e o domínio. O superior hierárquico manda e os outros obedecem jesuiticamente (salvaguardando as devidas distâncias); criam-se grupos ou estratos de categoria diferenciada, quais cortes senhoriais sujeitas a outras cortes de cada vez maior importância. Criam-se e dão-se empregos a pessoas que estejam fortemente “endoutrinadas” neste sistema e assim se vem perpetuando esta sociedade podre em que vivemos.
Digo isto porque já no século XVII Duarte Gomes Solis chamara a atenção para os problemas que se viviam no comércio. Solis escreveu livros e deu pareceres, tentando por todos os meios fazer ver ao rei que as sociedades comerciais só fazem sentido se os lucros forem distribuídos de acordo com o dinheiro investido e não em função da categoria social ou dos privilégios detidos por cada um. Foi tudo em vão e assim as companhias comerciais inglesas, holandesas e até mesmo as francesas floresciam enquanto as portuguesas nunca passavam da cepa torta. As companhias portuguesas quando tinham lucro em vez de reinvestirem o dinheiro no desenvolvimento das próprias companhias e na sociedade entregavam a quase totalidade dos lucros aos accionistas sem que se respeitasse o princípio da retribuição na proporção do investimento, dinheiro esse que servia unicamente para demonstração do poder, da nobreza e da fidalguia pelo investimento em roupas luxuosas, jóias, festas e outras trivialidades.
Hoje, tal como ontem, instituições como o BCP, mas não só, o mando não é necessariamente proporcional ao capital investido, o mesmo se passando com as retribuições financeiras do investimento, havendo accionistas de primeira, segunda e por aí fora, sem que isso tenha qualquer relação com o investimento.Em pleno século XXI continua quase tudo como no século XVII. Os lucros, as decisões, os empregos são apanágio de determinados grupos e indivíduos cuja única preocupação é o poder. Quem não se sujeitar é descartado, pois o que interessa é gente que pense pouco e obedeça bem, mesmo que isso leve ao suicídio duma empresa e à castração duma sociedade.
quinta-feira, agosto 30, 2007
Generais (2)
O Presidente da República vetou a nova lei orgânica da GNR por falta de entendimento alargado entre os partidos, porque cria o posto de general de segunda (ou de politécnico) e porque não define as relações entre a Guarda e a Marinha, podendo haver sobreposições de tarefas e missões.Nos argumentos invocados nada se refere ao excessivo número de generais que a Guarda passaria a ter com a nova lei.
Não se sabe quantos generais tem hoje a guarda, mas são de certeza demasiados para os efectivos que a compõem. Uma força com pouco mais de vinte mil homens, o equivalente a uma grande divisão ou a duas pequenas, tem generais para comandar um corpo de exército. Estes generais que vão cumprir umas comissõezitas na guarda são os excedentes daquilo a que pomposamente se chama de Exército Português; um exército cujo efectivo total não chega para formar três pequenas divisões, mas que tem generais suficientes para um grupo de exércitos.
Adenda (1-9-2007).
O Blogador colocou como comentário neste texto os números que em baixo se transcrevem. Por ser informação muito relevante coloco-os aqui.
Efectivos em 2006:
Exército – 22.000
Marinha – 10.500
Força Aérea – 7.500
GNR – 26.000
PSP – 22.000
Curiosamente, o exército tem 63 generais e a GNR 11. Mas a questão central é que o n.º de oficiais superiores e generais não pára de aumentar, enquanto se reduz o n.º de sargentos e praças. Caminha-se para uma organização do tipo pirâmide invertida.
segunda-feira, julho 02, 2007
Massagens no ego, ou talvez não
A Sinistra Ministra, Apanha-Moscas, Blog com Tomates, Blogador, Câmara Corporativa, Carreira da Índia, Ladrões de Bicicletas, Maria, Minhas Artes, Miss Pearls, Notas ao Café…, Notas do Kaos, O Bico de Gás, O Jumento, O Piolho da Solum, oBiToque, Pimenta Negra, Poço dos Negros, Rei dos Leitões, Sinfonia Opus Zero, Um estranho magricela..., Vladimir da Lapa, Wehavekaosinthegarden, Zero em Conduta.
Sem dúvida que muitos vieram ao engano, como o demonstra o Statcounter:
... rouba tudo quanto poderes, como roubar cartao de credito completo?, como roubar banda, mensagens para familiares falecidos, roubar contas, brincadeira de roubar rabinho, roubar na europa...
A todos estes visitantes (brasileiros), pedimos desculpa se os defraudámos e prometemos tentar no futuro dar-lhes a resposta que procuravam.
Voltem sempre.
quinta-feira, junho 14, 2007
Eugenia política

Ora, o referendo é a forma mais clara de demonstração da vontade do povo, desde que a pergunta seja bem feita (sem demagogias). Se os monárquicos querem um referendo, faça-se. Mas não venham dizer que à República falta legitimidade por ter sido imposta pela revolução. A presente legitimidade da República Portuguesa é igual à do Reino de Portugal em 3 de Outubro de 1910. A maior parte das alterações históricas que envolveram mudança dos detentores do poder careceram de legitimidade eleitoral ou democrática e foram impostas por grupos em defesa dos seus interesses contra outros interesses.
A monarquia é, hoje, uma forma arcaica de organizar o estado. Além disso, a monarquia ao pressupor o direito de uma pessoa a um privilégio e recusando-o a todas as outras é imoral. Mil e quinhentos anos de eugenia monárquica europeia, em vez de produzir estirpes de super-homens, produziu homens vulgares que a maior parte das vezes não passavam de gente medíocre. Na monarquia a deposição do chefe incompetente deixa sempre a sensação de golpe palaciano ou revolução; na república basta esperar pelo fim do seu mandato e depois eleger outro. Na monarquia a esmagadora maioria da população sabe que jamais ascenderá à chefia do estado; na república sempre poderá sonhar com isso.
Blografia:
O Blog das Causas
Somos Portugueses
Democracia Real
segunda-feira, junho 11, 2007
quinta-feira, junho 07, 2007
Vaidade das vaidades...

Condecorações a serem atribuídas pelo
Presidente da República na Sessão Solene do Dia de Portugal
O Presidente da República vai condecorar, na Sessão Solene do dia de Portugal, em Setúbal, as seguintes entidades:
Antigas Ordens Militares:
Ordem de Cristo
- Conselheiro Artur Joaquim de Faria Maurício (Grã-Cruz)
- D. Manuel Martins(Grã-Cruz)
Ordem de Avis
- Tenente-General Luís Miguel da Costa Alcide de Oliveira (Grã-Cruz)
- Major-General António Maria Antunes Moreira (Grande Oficial)
- Contra-Almirante Vasco António Leitão Rodrigues (Grande Oficial)
Ordem de Sant’Iago da Espada
- Prof. Doutor Aníbal Pinto de Castro (Grande Oficial)
Ordens Nacionais [As anteriores são estrangeiras (N.A.)]:
Ordem do Infante D. Henrique
- Eng.º Luís Fernando Mira Amaral (Grã-Cruz)
- Dr. Abílio Miguel
Joaquim Dias Fernandes (Grande Oficial)
- Prof. Doutor Arsélio Pato de Carvalho (Grande Oficial)
- Fernando Echevarría (Grande Oficial)
- Prof. Doutor José Guilherme da Cunha Vaz (Grande Oficial)
- Dr. José Pedro Machado, a título póstumo (Grande Oficial)
- Prof.ª Doutora Maria Alzira Seixo (Grande Oficial)
- Prof. Doutor Martim de Albuquerque (Grande Oficial)
- Prof. Doutor Rafael Adolfo Coelho (Grande Oficial)
- Prof. Doutor António Dias Farinha (Comendador)
- João Ramos Jorge (Rão Kyao) (Oficial)
- Associação de Comandos (Membro Honorário)
Ordens de Mérito Civil:
Ordem do Mérito
- Prof. Doutor Apolinário José Barbosa da Cruz Vaz de Portugal (Grã-Cruz)
- Eng.º Eduardo Ribeiro Pereira (Grã-Cruz)
- Eng.º Fernando António de Miranda Guedes Bianchi-de-Aguiar (Grã-Cruz)
- Eng.º José Bernardo Falcão e Cunha (Grã-Cruz)
- Dr. Eugénio José da Cruz Fonseca (Grande Oficial)
- Prof. Doutor Fernando Martins Peres (Grande Oficial)
- Dr. Jorge Maria Soares Lopes de Carvalho (Grande Oficial)
- Dr.ª Maria Catalina Batalha Pestana (Grande Oficial)
- Maria Cristina Andrada Léon (Grande Oficial)
- Pintor Nuno Siqueira (Grande Oficial)
- Professora Alice Gaivão (Comendador)
- Dr. Francisco Augusto Caimoto Amaral (Comendador)
- Serafim Marques (Comendador)
- ARCIL – Associação para a Recuperação de Cidadãos Inadaptados (Membro Honorário)
- Liga Portuguesa dos Deficientes Motores (Membro Honorário)
- Sociedade Recreativa e Dramática Eborense (Membro Honorário)
Ordem da Instrução Pública
- Professor Fernando Alves Cristóvão (Grande Oficial)
- Dr.ª Albertina Olímpia Pereira Mateus (Comendador)
Ordem do Mérito Agrícola, Comercial e Industrial
Classe do Mérito Industrial
- Eng.º Sérgio Mendes de Melo (Comendador)
06.06.2007

Aqui há de tudo, e quem é que, porventura, sabe em que se distinguiram estas aves de arribação?
terça-feira, maio 29, 2007
As cortesãs do poder


Um militar da GNR vai cumprir, durante esta semana, uma suspensão de seis dias, aplicada pelo comando da GNR por um alegado crime de insubordinação. No princípio de 2005, o soldado, então ao serviço do Regimento de Cavalaria (RC), recusou caiar uma parede. Do processo disciplinar que lhe foi instaurado, foi extraído um inquérito criminal, no qual foi considerado inocente.
Armando Ferreira, presidente do Sindicato Nacional de Polícia (SINAPOL), contou à agência Lusa que é arguido num processo disciplinar por se apresentar numa junta médica sem a farda de cerimónia, que tentara em vão adquirir.
Somos uma república de pavões, tal como fomos um reino de araras e catatuas.
Gostamos de formalidades cortesãs e representações vazias de conteúdo.
Temos bacocos incompetentes que tudo fazem para agradar ao poder como forma fácil de se chegarem ao próprio poder.
Quer-se o poder não para o exercer produtivamente mas para servir de penacho.
E quando o poder se invoca a si próprio, cioso das suas prerrogativas, mais não faz que um exercício medieval de prepotência como o é nos casos em epígrafe.
sábado, abril 14, 2007
sábado, dezembro 23, 2006
Da cevada para as bestas aos carros com motorista
E por isto o governo prepara-se para entregar à central de compras do Estado a gestão da frota.
Uma solução verdadeiramente eficaz seria reduzir a frota automóvel do Estado ao mínimo dos mínimos, acabando com estas formas de representação do poder absolutamente medievais.
Se o contínuo dum serviço público tem de ir pelos seus próprios meios para o trabalho...
E já agora, que dizer dos oficiais das forças armadas, GNR, PSP, etc. com carro e motorista?
Em relação a isto está-se numa situação caricata que vem dos tempos medievais em que os cavaleiros da Casa Real tinham direito a uma diária de ração para as bestas sobre as quais se deviam pavonear. O que se passa hoje com os carros e motoristas é um remanescente deste espírito peneirento e socialmente elitista. É a forma de muitos alguéns se mostrarem importantes e, como tal, merecedores do respeito e da reverência daqueles que os sustentam. Só que, se assim obtêm conforto e ganho finaceiro, em tudo o resto só atraem o desprezo e a chacota dos seus concidadãos.
quarta-feira, setembro 20, 2006
Generais
Conclusão
Tendo em conta a patente que na NATO se dá ao comandante dum escalão com esses efectivos, o posto de general na GNR é inferior posto de brigadeiro ou general de brigada, se não mesmo inferior ao posto de coronel, enquanto que o posto ocupado pelo mesmo general no Exército fica entre o de capitão e o de major.
Sugestão
Juntar todos os oficiais generais numa única força e mandá-la para o Afeganistão, Líbano, Kosovo ou Ruanda (juntos devem formar o efectivo mínimo para uma companhia de atiradores). Na eventualidade do reumático, artrite, hemorróidas ou qualquer outro padecimento do foro geriátrico, colocar na situação de baixa alguns desses homens, esse efectivo pode ser completado com os seus motoristas e impedidos (todos juntos já formam um batalhão de infantaria embora sem CAC nem CCS, mas o que é bem melhor do que mandar uma companhia de engenharia para o Líbano sem qualquer outro apoio que não as esmolas dadas por aliados piedosos).
Conselho a seguir religiosamente
sábado, julho 22, 2006
Juiz em causa própria ou a Lei da Rolha
Ora, os dois sindicalistas criticaram publicamente o director nacional da PSP e o Governo – para isso fizeram uso do seu direito constitucional de livre expressão de opinião.
Essas declarações não ficaram a dever o que fosse à verborreia desbragada por vezes usada na Casa da Democracia, também conhecida por Parlamento, e ficaram muito aquém das cavaladas com que o paxá da Madeira e seus esbirros nos brindam frequentemente.
O Governo e o director geral da PSP, se se sentiram ofendidos – e têm toda a legitimidade para tal – deviam dar o exemplo e fazer o mesmo que qualquer pessoa de bem faz nestas situações: ignora ou pede satisfação em tribunal.
Pessoas de bem não usam o seu poder (ainda por cima o poder que lhes é delegado pela sociedade) em benefício próprio.
Ou será que voltámos 500 anos atrás bastando ao poder invocar a sua «certa ciência e poder absoluto»?
Pois bem, PENSO QUE [um direito constitucional que me assiste] este director geral da PSP não serve nem para dirigir os escuteiros – seria um fraco exemplo a seguir – e que este Governo não respeita a PSP, aliás não respeita as pessoas dum modo geral.
quinta-feira, outubro 13, 2005
Vergonha de ser Português II
Nem um médico ou sequer uma tenda ou um simples cobertor pra lá foi enviado por entidades oficiais.
Pois fiquem a saber que hoje 13.10.05, partiu do Aeroporto de Lisboa, por volta das 12h30m, um avião carregado de gente da Protecção Civil entre os quais médicos, enfermeiros, policias, bombeiros e por último uma resma de generais aposentados e ainda outros quantos paralíticos daqueles que se arrastam diariamente pelos corredores do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil... com destino á Sicília (Itália), imaginem a fazer o quê?
Hehehehe, nada mais nada menos do que... meus senhores... pois bem, PARTICIPAR NO MAIOR SIMULACRO DE UM TERRAMOTO ALGUMA VEZ REALIZADO EM ITÁLIA.
Nem se quer vou especular sobre os gastos que este passeio vai representar ao orçamento de estado, acredito apenas que daria pra comprar uns bons milhares de cobertores.





