segunda-feira, fevereiro 01, 2010
sábado, dezembro 12, 2009
Algures antes 1821 A.D.
Ele chama-lhe kafkiano, mas a mim parece-me mais inquisitorial. (Contudo melhores argumentos poderão convencer-me do contrário.)
E depois queixamo-nos do estado da Justiça... em quase 200 anos nada mudou! (Contudo posso não ter reparado que já não é assim!)
Mas agora já entendo o porquê do arquivamento à espera de melhor prova das três queixas-crime que fiz nos últimos dez anos: enquanto a justiça se atola nestes trâmites bizarros fica sem meios para fazer Justiça. (É evidente que outras razões podem ter havido e eu não ter percebido!)
sábado, novembro 21, 2009
Corre entre o pessoal da PSP
Todos correm riscos menos os Patrulheiros!
E aqui vão os pensamentos de um simples Patrulheiro:
DIC:
Passar o dia sentado no gabinete em frente ao computador a ouvir testemunhas das 09:00 às 17:00
Aparecer nas ocorrências mediáticas, depois do Patrulheiro as resolver, e ficar com o serviço, para a comunicação social dizer que foi a Investigação Criminal que resolveu o caso.
Contacto com o cidadão: Bastante, mas apenas no interior da Esquadra.
Riscos: Cair do sofá á noite enquanto dorme.
Problemas nos pulsos, derivados da utilização excessiva do computador.
Risco de despiste, por falta de visão devido aos cabelos compridos.
Perder a farda ou correr o risco da mesma já não lhe servir por não a vestir há vários anos.
Ter que andar sempre a especificar que é da Inv. Criminal, para não ser confundido com um Patrulheiro da PSP, mas sim com a PJ.
Fazer uma rusga no bairro sem dizer nada a ninguém, fugir para a EIC e deixar que o Carro de Patrulha que passou a seguir no bairro, sem ter conhecimento de nada, fosse apedrejado por retaliação.
Veredicto do Estado: condições de trabalho muito penosas, subsídio = € 149,33
CI:
Policiamento nos Estádios.
Incursões esporádicas nos bairros só para mostrar a carrinha.
Contacto com o cidadão: médio, e apenas à distância do bastão.
Riscos: Lesões a jogar futebol ou a puxar ferro.
Fazer uma carga no meio do bairro, retirar para o quartel da Ajuda, e deixar que os Patrulheiros da esquadra do bairro sofressem as retaliações.
Veredicto do Estado: condições de trabalho muito penosas, subsidio = € 283,80
Cinotecnia:
Dar de comer ao cão.
Lavar o canil à mangueirada.
Passar a tarde a brincar (treinar) com o cão.
Fazer demonstrações nas escolas e nas paradas militares (policiais).
Contacto com o cidadão: reduzido e apenas à distância, durante as demonstrações.
Riscos: Apanhar pulgas.
Ser infectado com a raiva.
Chegar a casa a cheirar a cão.
Perder o brinquedo favorito do animal.
Deixar que o cão morda um Patrulheiro durante um policiamento desportivo.
Veredicto do Estado: condições de trabalho muito penosas, subsídio = €283,80
CIEXSS:
Fazer demonstrações nas escolas e nas paradas militares (policiais).
Contacto com o cidadão: reduzido e apenas à distância durante as demonstrações.
Riscos: Atropelar um menino com o robot telecomandado durante uma demonstração na escola
Estragar o robot telecomandado.
Ferir um Patrulheiro no curso das Técnicas de interv. Pol. e Tiro, porque andou a montar armadilhas e “bombinhas” para assustar e em vez de tomar atenção ao que fazia estava com pressa de se esconder para se rir da figura dos outros.
Veredicto do Estado: condições de trabalho muito penosas, subsídio = €303,02
CSP:
Conduzir o VIP e a família ao trabalho e aos passeios de domingo.
Passar a noite nos mesmos hotéis 5 estrelas onde o VIP se aloja.
Pedir que os patrulheiros da esquadra da área tomem conta do carro e do hotel onde vai dormir.
Contacto com o cidadão: só com os VIPs.
Riscos: Já não saber da farda e correr o risco da mesma já não lhe servir por não a vestir há vários anos.
Alguém reparar que o fato “Calvin Klein” afinal é da Kalvim Clen
Esquecer-se dos óculos escuros em casa.
Ir para a night com o Santana Lopes e ter que ser ele a trazer o carro.
Passar a noite a dormir no quarto de hotel e nem se aperceber que o Patrulheiro que ficou na rua de posto fixo, evitou sozinho, juntamente com os acarta malas do hotel, que os manifestantes invadissem o hotel, até chegar apoio.
Veredicto do Estado: condições de trabalho muito penosas, subsídio = €331,53
Patrulheiros:
Policiamento apeado e postos fixos ao frio e à chuva.
Circular nos carros de Patrulha e deslocar-se sempre a toda e qualquer chamada seja ela qual for.
Contacto com o cidadão: sempre.
Riscos: Efectuar serviço, regularmente sozinho, ou em patrulha dobrada.
Meter-se no meio das desordens.
Sofrer emboscadas.
Fardamento de alta visibilidade para ser mais fácil escolher o alvo a abater.
Sofrer todo o tipo de retaliações.
Veredicto do estado: condições de trabalho sem qualquer tipo de penosidade, insalubridade ou desgaste físico agravado?! Subsídio= €0
segunda-feira, julho 28, 2008
Jumentos

O mecanismo que possibilita tal facto é bastante estúpido e, quando muito, é produto de (pouca) inteligência artificial que, como tal, é facilmente manipulável por quaisquer aspirantes a inquisidor, a mentecapto ou a comendador. Contudo, este facto não deve servir de desculpa para tolerar que um bácoro ou uma récua possam impunemente fazer merda só porque lhe pica a mosca.
Da minha parte continuarei a visitar o palheiro independentemente dos jumentos que se apascentam na blogosfera.
terça-feira, março 04, 2008
Se não te calas, processo-te!
Nos dias que correm já não se usa a cachaporra para calar a oposição.
Hoje processa-se! É mais civilizado!
Agora coube a vez a Paulo Guinote.
Com processos de caca como este, não hão-de andar os tribunais atulhados...
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
Valerá isto uma vida que seja?

Reza a lenda - tomara que fosse verdadeira - que quando os nazis obrigaram os judeus dinamarqueses a usar a estrela de David, o rei Cristiano X foi o primeiro a sair à rua com essa insígnia que se queria de infâmia. Os seus súbditos rapidamente o imitaram, independentemente da sua religião ou falta dela, e a medida dos ocupantes acabou por ser revogada.
Esta história tem agora a oportunidade de se tornar verdadeira.
Se todos os dinamarqueses, se todos os europeus ou se todo o mundo exibir tais caricaturas, os ignóbeis que procuram submeter a humanidade às suas trevas deixariam de ter espaço de manobra e o terror que procuram instalar esvair-se-ia como uma passageira tempestade de Verão. Pois no dia em que cedermos ao medo teremos perdido a liberdade, a dignidade e a honra.
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
Visto do Feed Reader
Womenage À Trois mudou de casa (e fez um face-lifting) antes que o Blogger lhe pusesse as malas à porta como fez ao direitinho Blasfémias ou antes à Toca do Túlio, cabendo agora a vez ao lúbrico E Deus Criou a Mulher.
Por este andar no Blogger só vão permanecer páginas sensaboronas e de alto valor literário.
Assim sendo, não há razões para aqui nos preocuparmos.
quinta-feira, janeiro 24, 2008
A liberdade de expressão venceu
domingo, janeiro 13, 2008
sábado, dezembro 08, 2007
Couto de homiziados

sábado, novembro 17, 2007
Informação para a ERC
Contudo, sem abdicar da liberdade de expressão, submete-se de bom grado às leis e órgãos superiores da República quando estes últimos legitimamente agirem no quadro constitucional vigente.
Feito este interlúdio, podemos voltar ao avacalhanço.
domingo, outubro 07, 2007
sábado, setembro 22, 2007
... e cadê os outros?
Reencontrei-o há pouco num blogue que não tomei nota - as minhas desculpas pela falta de referência - e deixo-o aqui para ser visto por mais alguns.
Discurso de Hillel Neuer, Director Executivo da UN Watch, ao Conselho dos Direitos Humanos da Nações Unidas em 23 de Março de 2007, seguido da reprimenda de Sua Excelência FDP, o Presidente da Comissão.
quarta-feira, setembro 12, 2007
Há dias em que sinto vergonha de ser português
O que é que os distingue
aos olhos dos órgãos de soberania portugueses?
O Dalai Lama não terá direito a ser recebido oficialmente por nenhuma autoridade do Estado Português – pela segunda vez.
Um pacifista, um defensor dos direitos humanos, um modelo de comportamento para todo mundo, um chefe religioso, uma das figuras verdadeiramente carismáticas do nosso tempo, não é digno para ser recebido por aqueles que nos governam.
Mas se calhar ainda bem. Quem é que se sente honrado por ser acolhido pelo estado que condecorou Nicolae Ceausescu, o tirano sanguinário da Roménia, com a Ordem de Santiago da Espada? Pelo país que faz finca-pé para acolher um ditador psicopata como Robert Mugabe? Pela estância de férias que alojou Mobutu e que deixa Fidel Castro palrar durante horas?
Portugal, um país sempre pronto a macaquear o que por lá fora se faz, sempre muito lesto a proclamar nos fora internacionais os seus princípios defensores dos direitos humanos, torna-se assim num dos raros sítios a não honrar um verdadeiro homem de valor.
Mas também – a bem da verdade histórica – só quem anda distraído é que poderá estranhar tal atitude do Estado Português. Afinal é nossa tradição das últimas décadas o vergarmo-nos frente a qualquer pressãozinha dos outros, seja de Mr. Brown, do Sr. Dos Santos, do coronel Chávez ou mesmo do grande farol dos direitos humanos, das liberdades e do liberalismo que é a China.
Se há dias em que sinto vergonha de ser português...
segunda-feira, setembro 03, 2007
Mais jornalismo de sarjeta
O noticiário da noite da SIC foi, hoje (2-9-2007), duma hipocrisia extrema.Uma das peças apresentadas referia-se a uma putativa orgia em casa de Cristiano Ronaldo. A notícia (?), conforme foi dada no noticiário das 20 horas, teceu considerações sobre ser este tipo de factos alvo da cobertura dos media britânicos ao contrário do que se passa por cá e continua com detalhes sobre a vida privada dos jogadores inclusivamente apresentando o testemunho das damas envolvidas.

Pouco depois outra notícia revelando um critério jornalístico completamente diferente. Trata-se do costumeiro barulho feito por alguns muçulmanos e que ocorre sempre que um dos seus chefes religiosos descobre algo que pode usar para incitar as massas ignorantes ao ódio e à violência. Desta vez foi um jornal sueco, o Nerikes Allehanda - de ampla leitura no mundo islâmico -, que publicou uma(s) caricatura(s) - de muito má qualidade artística, diga-se - que dizem representar o Profeta. Os diligentes jornalistas não conseguiram encontrar na Net a caricatura em causa - coisa que me levou menos de cinco minutos para encontrar várias - e assim tiveram uma boa desculpa para fazerem a censura que os fanáticos nos querem impor.
domingo, setembro 02, 2007
Uma república das bananas
O Blogador publica o documento da Força Aérea que identifica alguns dos militares que participaram numa manifestação.Suponho que o documento no aspecto diplomatístico é verdadeiro, já que tendo sido referido no Parlamento a sua autenticidade formal não foi desmentida, pese embora o facto do Ministro da Defesa ter negado a autenticidade de parte do conteúdo.
No documento consta em Assunto: «Visionamento de fotos enviadas à Força Aérea pelo Ministério da Defesa Nacional», seguindo-se depois a identificação de alguns militares que figurariam nessa fotografia, os quais vieram posteriormente a ser punidos pelo facto.
Neste caso alguém necessariamente está a mentir: ou o ministro ou o oficial da FA.
Se um ministro da República mente no Parlamento tem de ser demitido; se um funcionário público, e ainda mais se for militar, mentir aos seus superiores em matéria de serviço deve seguir, no mínimo, o mesmo caminho.
Quem tirou as fotografias em causa? E por ordem de quem, se não foi do Ministro? Qual o enquadramento legal para a tomada dessas imagens e qual a fundamentação legal para o seu uso em processo disciplinar? Provavelmente trata-se de matérias sobejamente conhecidas, no entanto desconheço-as.
Neste país que vive de subterfúgios legais, mais do que saber da legitimidade para militares se manifestarem ou não, o que importaria saber neste caso é como se asseguram os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos contra o abuso dos dirigentes do Estado e como se salvaguarda o exercício da liberdade individual. Em suma, com que direito é que cidadãos exercendo a liberdade de expressão são filmados e fotografados para depois serem punidos por isso como se vivessem sob um regime totalitário.
quarta-feira, agosto 22, 2007
Alguém entretanto ficou a dormir
A notícia do Correio da Manhã de hoje de que um indivíduo ficou em liberdade depois de cometer várias ofensas com arma branca, algumas delas passíveis da acusação de homicídio na forma tentada, e que depois disso acabou mesmo por assassinar uma pessoa, é reveladora da ineficiência da justiça portuguesa. Neste sistema usa-se e abusa-se da prisão preventiva em casos menores ou mesmo insignificantes, por outro lado deixa-se em liberdade um indivíduo amplamente referenciado do cometimento de crimes sucessivos.
De situações como esta fica a ideia de que a justiça é aleatória e sem princípios lógicos e coerentes de equidade.
Todos estes acontecimentos terão sido publicamente divulgados pela comunicação social sem que se estabelecesse relação entre eles. A polícia fê-lo, como é sua missão. Tudo indica que o ministério público, órgão a que cabe a condução da investigação criminal, ignorou estes factos e subestimou o perigo que o indivíduo constituía para a sociedade. Agora, tudo isto se torna conhecido pela denúncia pública feita por um agente policial que assim dá a todos uma lição de cidadania, honrando a república e a instituição que serve.
Contudo, creio que as próximas notícias sobre este caso falarão da punição a que o agente irá ser sujeito, ou não estivéssemos nós em Portugal.
quarta-feira, agosto 15, 2007
O que ontem era, amanhã já poderá não ser
A Costa Oeste da América pode ter sido descoberta por Marco Polo cerca de 200 anos antes de Cristóvão Colombo, segundo um mapa da Biblioteca do Congresso em Washington. É o que se pode ler num artigo publicado quarta-feira na revista francesa VSD, noticia a Lusa.Na senda das grandes descobertas revisionistas da história, há mais um grande feito a acrescentar aos do grande viajante italiano.
É também um achado que garantirá a imortalidade ao inspirado historiador.
quarta-feira, agosto 08, 2007
Onde pára a Voz das Beiras?
O blogue InApto, aqui há um mês referenciado como dando notícias do que se passava no museu Grão Vasco, foi recentemente apagado, ficando só a estrutura. Do mesmo modo desapareceu a versão em linha do jornal Voz das Beiras que também veiculava notícias sobre as mesmas matérias.
As últimas notícias que tenho era estarem ambos sujeitos a um processo judicial por difamação.
Que se terá passado entretanto? Terá sido imposta a Lei da Rolha?

