sábado, fevereiro 27, 2010
quinta-feira, dezembro 04, 2008
O Zimbabwe da Europa

Assembleia da Madeira retarda emissões em directo na internet para poder cortar "cenas desprestigiantes"... e o vídeo interno é só para a situação, pois a oposição não tem direitos naquela terra.
sexta-feira, novembro 07, 2008
Querem melhor argumento a favor da regionalização?
... agora imagine-se quando todo o país estiver retalhado e entregue a meia dúzia de senhores feudais e seus apaniguados.
segunda-feira, novembro 12, 2007
Vozes de burro
Gabriel Drumond, deputado do PSD à assembleia regional da Madeira, numa tirada digna de compêndio de imbecilidades afirmou que se a República não se vergar à sua chantagem o parlamento regional deverá proclamar a independência.domingo, novembro 11, 2007
sexta-feira, julho 27, 2007
... e no fim ainda vão comer os brócolos
Hoje em dia torna-se cada vez mais difícil saber o que vai na cabeça dos mandantes da Madeira e dos seus acólitos. À birra infantil do fedelho a quem tiraram o brinquedo, segue-se a fita do não querer comer a sopa, mesmo sabendo que no fim raspará o fundo ao prato e que a seguir ainda vai comer os brócolos.
O régulo e os seus esbirros, desde a ratificação do referendo sobre a IVG até à entrada em vigor das consequentes alterações no quadro legal, tiveram tempo suficiente para forjar um plano que estorvasse a materialização da vontade popular.
Tanto pensaram que fizeram asneira. Como é evidente esta gente nunca leu Sun Tzu, Maquiavel ou Clausewitz – a cultura livresca é-lhes desnecessária para chegarem à manjedoura, bastando para tanto a fidelidade canídea ao Alfa, e isso é instintivo.
Assim, quais Wile E. Coyote, ao Plano A seguiu-se o B, depois o C e, por este andar, em breve chegarão ao WC. Andam às apalpadelas para ver o que pega, num triste espectáculo de achincalhamento dos princípios legais que deviam reger este país, caso que a muitos não causa estranheza, sendo até motivo de gáudio para quem vê neste comportamento formas de resistência à opressão do estado sobre as regiões e mesmo sobre os indivíduos.
É tão caricato este comportamento que se não se passasse na Madeira seria motivo de escândalo nacional. Dissesse o Governo da República (e atenção que é de néscio dizer Governo do Continente), ou o dos Açores, que não tem estimativas sobre o custo duma determinada iniciativa política em discussão pública e cairia o Carmo e a Trindade. Se essas contas fossem tão fáceis de fazer como as fez um jornal ou um qualquer blogger e o governo, ou os seus serviçais, dissesse que não fazia a mínima, todos ofereceriam uma bandeja de prata para depor a cabeça dum ministro.
Soubesse-se os valores em causa; a ninharia que são no quadro da despesa pública da região, ou mesmo do serviço regional de saúde, e os melhores impropérios que tais seres receberiam seriam os de asnos incompetentes, porque nem aldrabar sabem.
Agora, para que não se diga que o problema é inultrapassável em termos orçamentais, deixo aqui umas sugestões para a obtenção da verba necessária à aplicação da Lei pelo serviço regional de saúde da Madeira.
Pode-se começar por não pedir pareceres a jurisconsultos externos aos serviços das autoridades regionais – deve havê-los aos montes avençados ou nos seus quadros;
Deixar de comprar uns dois ou três carros para o serviço dessas autoridades – frequentemente usados por quem não tem direito a eles e afinal qualquer trabalhador paga do seu bolso o transporte para o local de trabalho;
Deixar de subsidiar os clubes de futebol – não é por isso que perderá votos;
Deixar de subsidiar os media regionais – que só servem para a propaganda do regime.
Com estas medidas simples arranjar-se-á o dinheiro necessário para pagar a aplicação da lei e sem que o défice da região seja afectado.
quarta-feira, julho 25, 2007
“A função das mulheres é a procriação”

Esta frase imbecil de Rafaela Fernandes, deputada regional do PSD da Madeira, revela o mais profundo desrespeito para com as mulheres, e por ela própria se é que não se trata dum travesti.
A Senhora Deputada, para ser consequente com aquilo que diz, devia fazer o que declara que é ficar em casa a ter filhos e, já agora, a fazer o que as mulheres, tal como as entende, fazem: limpar o ranho e cocó da prole e coser as meias do marido amantíssimo (das outras). Dedique-se, pois, a ter filhos todos os anos. A Nação agradece.
Só não se entende porque estudou Direito? Isso é necessário para procriar? É que para redigir as leis bastam os acessores jurídicos do parlamento.
Aliás, o que faz esta senhora no Parlamento? Quererá legislar para criar a profissão de parideira, reformar-se do Parlamento Regional para depois se dedicar à tão nobre «função das mulheres»? Assim sendo louvar-se-á a sua abnegação em favor da causa feminina ao sacrificar, atrasando, a sua própria carreira de procriadora.
Poucas coisas há mais repugnantes que o fingimento dos que apregoam uma coisa e depois fazem exactamente o contrário dela. O pior é que geralmente estes espertalhaços desejam para os outros aquilo que não querem para si.
A ideia que se quer fazer crer de que os abortos só se fazem “lá fora” é outra forma de perfídia, pois toda a gente sabe que há sítios onde as mulheres o podem fazer “lá dentro”, dependendo a qualidade do serviço do dinheiro que tiverem para o pagar.
Mas a Senhora Deputada, e todos os que querem sofismar na busca de desculpas para a não aplicação da Lei, é hipócrita ao querer impor uma moral que ninguém leva a sério em nome de bons costumes que nunca existiram, nem existirão.
sábado, julho 14, 2007
Mais uma do Chavez português
segunda-feira, junho 18, 2007
... e o rabinho lavado com água de rosas?
- Já agora, porque não se fazer representar pelo cônsul... honorário de Cuba?
- Era o mais apropriado, não?
Blografia:
Kaos
quarta-feira, maio 02, 2007
Madeira, o Paraíso Perdido
Uma coisa é certa – e isto é uma declaração de interesses – não gosto de Alberto João Jardim, ponto. Para mim é, de há muito, a figura mais execrável do panorama político nacional.
Não estou a pensar nas ameaças separatistas (que configuram o crime de traição à pátria), nem nas advertências do ressurgir da FLAMA (que configura o crime de terrorismo), nem nos remoques estúpidos aos cubanos (que são tiros no pé, já que está a insultar os seus insignes antepassados). Tudo isto são apogeus do seu populismo rasca, do seu discurso desbragado, chantagista e trauliteiro. O que sobretudo abomino é o modo como transformou a democracia numa fantochada; num regime medieval moral e, provavelmente, materialmente corrupto.
O desgraçado arquipélago da Madeira tornou-se nestes longos 33 anos num feudo onde os que se opõem ao soba da ilha são marginalizados, escorraçados e afastados da possibilidade de terem uma vida digna. Naquelas belas ilhas impera o nepotismo e o clientelismo mais desavergonhado.
Os seus chefes políticos são como mafiosos que protegem os seus e incitam à humilhação dos adversários como se inimigos fossem. Acicatam contra os críticos, ou contra aqueles que se querem manter afastados da podridão imperante, os seus seguidores, os seus esbirros e as massas ignaras, as quais, sendo por estes politicóides obscenamente chuladas, os protegem quais cães maltratados pelos donos mas sempre prontos para se deitarem aos seus pés, lhes lamberem as mãos e roerem os ossos magnanimamente lançados do alto da mesa.
Estes proprietários do governo e do parlamento regional, encabeçados pelo seu reizete, repartem entre si as prebendas e honras sustentadas pelo erário público. Distribuem pelos seus fiéis cargos, ofícios e negócios rendosos, chegando-se a anular concursos públicos simplesmente porque no seu decurso alguém se esqueceu de previamente avisar o júri a que criado do regime o lugar se destinava, entrando assim no lugar – que horror de incompetência corrupta! – o legítimo candidato.
Tudo isto com a conivência do poder político e judicial da República, mas sobretudo, e isto é que é revelador da cultura dum povo, com a conivência dos eleitores que os elegem.
Poderão dizer que nestes 33 anos a Madeira se desenvolveu como nunca antes.
Eu pergunto: Como se desenvolveria se não fosse uma República das Bananas?
(Imagens despudoradamente roubadas a We Have Kaos in the Garden)
sábado, fevereiro 24, 2007
Isto é que é um verdadeiro artista...


