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terça-feira, setembro 29, 2009

Verdades inconvenientes



(…)
Ladies and Gentlemen,
The jury is still out on the United Nations, and recent signs are not encouraging.

Rather than condemning the terrorists and their Iranian patrons, some here have condemned their victims. That is exactly what a recent UN report on Gaza did, falsely equating the terrorists with those they targeted.

For eight long years, Hamas fired from Gaza thousands of missiles, mortars and rockets on nearby Israeli cities. Year after year, as these missiles were deliberately hurled at our civilians, not a single UN resolution was passed condemning those criminal attacks.

We heard nothing – absolutely nothing – from the UN Human Rights Council, a misnamed institution if there ever was one.

In 2005, hoping to advance peace, Israel unilaterally withdrew from every inch of Gaza. It dismantled 21 settlements and uprooted over 8,000 Israelis.

We didn't get peace. Instead we got an Iranian backed terror base fifty miles from Tel Aviv. Life in Israeli towns and cities next to Gaza became a nightmare.

You see, the Hamas rocket attacks not only continued, they increased tenfold. Again, the UN was silent.

Finally, after eight years of this unremitting assault, Israel was finally forced to respond. But how should we have responded?

Well, there is only one example in history of thousands of rockets being fired on a country's civilian population. It happened when the Nazis rocketed British cities during World War II.

During that war, the allies leveled German cities, causing hundreds of thousands of casualties. Israel chose to respond differently. Faced with an enemy committing a double war crime of firing on civilians while hiding behind civilians – Israel sought to conduct surgical strikes against the rocket launchers.

That was no easy task because the terrorists were firing missiles from homes and schools, using mosques as weapons depots and ferreting explosives in ambulances.

Israel, by contrast, tried to minimize casualties by urging Palestinian civilians to vacate the targeted areas. We dropped countless flyers over their homes, sent thousands of text messages and called thousands of cell phones asking people to leave.

Never has a country gone to such extraordinary lengths to remove the enemy's civilian population from harm's way. Yet faced with such a clear case of aggressor and victim, who did the UN Human Rights Council decide to condemn? Israel.

A democracy legitimately defending itself against terror is morally hanged, drawn and quartered, and given an unfair trial to boot.

By these twisted standards, the UN Human Rights Council would have dragged Roosevelt and Churchill to the dock as war criminals. What a perversion of truth! What a perversion of justice!

Delegates of the United Nations,
Will you accept this farce?
(…)

segunda-feira, junho 29, 2009

... e vai acabar em águas de bacalhau

O ex-presidente do BCP, acusado de crimes financeiros, continua a utilizar o avião a jacto alugado pelo banco e a contar com a protecção de cerca de 40 seguranças privados pagos pela instituição, revelou o Diário de Notícias.

Fui accionista do BCP durante alguns anos e acabei por vender essas acções com perda de cerca mil euros. Não era um investimento especulativo, era sim um aforro para os dias difíceis que chegarão quando fizerem falir a Segurança Social.
Também durante muitos anos fui cliente do BCP; encerrei as contas farto de ser constantemente espoliado com taxas, comissões e encargos.
No meu círculo de relações também se contam empregados do BCP: gente que estoicamente trabalha quase como escravo oito, dez, até dezasseis horas diárias e que ainda por cima, não raras vezes, é questionada pela instituição sobre actos e comportamentos da sua vida privada.

Tudo isto para sustentar meia dúzia de parasitas hipócritas, quiçá criminosos, que, com o maior dos despudores e impunidade quase certa, continua a rir-se na cara de toda a sociedade. As vítimas são, pois, o Estado ao qual foram sonegados impostos, os accionistas burlados, os clientes mungidos e os empregados explorados.

sexta-feira, novembro 07, 2008

Querem melhor argumento a favor da regionalização? (2)

Eis a minha primeira escolha para a chefia da Região Autónoma do Norte!...*






* A designação oficial ainda não está escolhida, Região Autónoma; Região Administrativa, Especial ou não; Couto ou Senhorio, enfim as possibilidades são imensas.

sexta-feira, julho 11, 2008

GNR - Formação para a cidadania



Se mais razões não houvesse, esta bastaria para demonstrar a necessidade de pôr fim no militarismo da Guarda Nacional Republicana.

sábado, dezembro 08, 2007

Couto de homiziados

Resolvia-se a maior parte dos problemas do Planeta se houvesse um poder justo no mundo que declarasse Portugal um couto de homiziados, aproveitando assim o facto de, por estes dias, a maior parte dos facínoras vivos ter agasalho em Lisboa e arredores.


Desenho de José Pádua retirado daqui.

segunda-feira, outubro 15, 2007

Os Iluminados

Sérgio Sousa Pinto, eurodeputado do PS, manifestou hoje na RTP2, e mais uma vez, a sua descrença na capacidade do povo entender, e portanto votar, questões complexas como a Constituição Europeia, agora dita de Tratado Reformador Europeu.
A propósito das asneiras deste senhor deputado já aqui me tinha manifestado, apontando para o facto do povo (burro) o ter eleito (inteligente) para o representar. Mas um mérito tem este senhor deputado: diz o que pensa, enquanto outros, sem o dizerem, agem como ele quer agir.
Eles – e aqui uso o tradicional ELES – fazem o que querem porque se julgam iluminados; o povo (ignaro) deixa-os fazer o que querem, pois ELES é que sabem – são uns iluminados.


Não queria recorrer à falácia nem à comparação histórica fácil, mas cada vez mais todo este processo se assemelha à tomada do poder por D. Filipe I: comprou a elite que se alimentava das rendas nacionais e depois foi só agarrar a Coroa enquanto o povo era forçado a aplaudir a sua entrada.
Agora nem quero mencionar como tudo isto acabou, só relembro que não foi bonito de ver, e mais uma vez foi o povo (estúpido) que deu o corpo ao manifesto.

segunda-feira, setembro 03, 2007

Não aprendemos nada...

Nos últimos tempos tenho-me preocupado essencialmente com a temperatura da água do mar e se há vento ou não. Mas não pude deixar de reparar entre o turbilhão de “faits divers” (que hoje é imagem de marca do nosso jornalismo) nas notícias sobre as reuniões de accionistas do BCP.
Segundo percebi existe um senhor chamado Teixeira Pinto e outro Jardim Gonçalves que se digladiaram até ao fim para fazer valer as suas ideias sobre o futuro do banco. Ambos pertencem à Opus Dei, mas aparentemente o primeiro criou “algumas ondas” (desculpem mas ainda estamos em época balnear). Como resultado o poderoso Jardim Gonçalves manteve a sua posição garantida pela fidelidade dos seus acólitos e o mais jovem e com ideias menos ortodoxas foi borda fora.
Pelo que me foi dado a constatar estavam em discussão duas formas de entender os negócios em geral e a banca em particular. De acordo com a visão meramente económica o BCP como banco privado pertence aos seus accionistas e estes quando investem o seu dinheiro querem que o seu investimento renda, mas isso é o que nós pensamos reles depositantes e provavelmente accionistas.
Contudo o mundo dos negócios, tal como a sociedade portuguesa, está dominado por senhores feudais que disputam os seus poderes e contam os seus homens e armas. Aqui o que interessa é a fidelidade e vassalagem que se deve ao senhor e isto numa estrutura fortemente hierarquizada que é a Opus Dei. O que interessa é o poder e o domínio. O superior hierárquico manda e os outros obedecem jesuiticamente (salvaguardando as devidas distâncias); criam-se grupos ou estratos de categoria diferenciada, quais cortes senhoriais sujeitas a outras cortes de cada vez maior importância. Criam-se e dão-se empregos a pessoas que estejam fortemente “endoutrinadas” neste sistema e assim se vem perpetuando esta sociedade podre em que vivemos.


Digo isto porque já no século XVII Duarte Gomes Solis chamara a atenção para os problemas que se viviam no comércio. Solis escreveu livros e deu pareceres, tentando por todos os meios fazer ver ao rei que as sociedades comerciais só fazem sentido se os lucros forem distribuídos de acordo com o dinheiro investido e não em função da categoria social ou dos privilégios detidos por cada um. Foi tudo em vão e assim as companhias comerciais inglesas, holandesas e até mesmo as francesas floresciam enquanto as portuguesas nunca passavam da cepa torta. As companhias portuguesas quando tinham lucro em vez de reinvestirem o dinheiro no desenvolvimento das próprias companhias e na sociedade entregavam a quase totalidade dos lucros aos accionistas sem que se respeitasse o princípio da retribuição na proporção do investimento, dinheiro esse que servia unicamente para demonstração do poder, da nobreza e da fidalguia pelo investimento em roupas luxuosas, jóias, festas e outras trivialidades.
Hoje, tal como ontem, instituições como o BCP, mas não só, o mando não é necessariamente proporcional ao capital investido, o mesmo se passando com as retribuições financeiras do investimento, havendo accionistas de primeira, segunda e por aí fora, sem que isso tenha qualquer relação com o investimento.Em pleno século XXI continua quase tudo como no século XVII. Os lucros, as decisões, os empregos são apanágio de determinados grupos e indivíduos cuja única preocupação é o poder. Quem não se sujeitar é descartado, pois o que interessa é gente que pense pouco e obedeça bem, mesmo que isso leve ao suicídio duma empresa e à castração duma sociedade.

quinta-feira, agosto 30, 2007

Generais (2)

O Presidente da República vetou a nova lei orgânica da GNR por falta de entendimento alargado entre os partidos, porque cria o posto de general de segunda (ou de politécnico) e porque não define as relações entre a Guarda e a Marinha, podendo haver sobreposições de tarefas e missões.
Nos argumentos invocados nada se refere ao excessivo número de generais que a Guarda passaria a ter com a nova lei.
Não se sabe quantos generais tem hoje a guarda, mas são de certeza demasiados para os efectivos que a compõem. Uma força com pouco mais de vinte mil homens, o equivalente a uma grande divisão ou a duas pequenas, tem generais para comandar um corpo de exército. Estes generais que vão cumprir umas comissõezitas na guarda são os excedentes daquilo a que pomposamente se chama de Exército Português; um exército cujo efectivo total não chega para formar três pequenas divisões, mas que tem generais suficientes para um grupo de exércitos.




Adenda (1-9-2007).
O Blogador colocou como comentário neste texto os números que em baixo se transcrevem. Por ser informação muito relevante coloco-os aqui.

Efectivos em 2006:
Exército – 22.000
Marinha – 10.500
Força Aérea – 7.500
GNR – 26.000
PSP – 22.000
Curiosamente, o exército tem 63 generais e a GNR 11. Mas a questão central é que o n.º de oficiais superiores e generais não pára de aumentar, enquanto se reduz o n.º de sargentos e praças. Caminha-se para uma organização do tipo pirâmide invertida.


quinta-feira, junho 14, 2007

Eugenia política

Uns poucos, mas muito activos, têm-se manifestado nos últimos anos pela implantação da monarquia em Portugal, invocando para o efeito os mais desvairados argumentos que vão desde o ter sido esse o regime que mais tempo vigorou em Portugal, até – imagine-se – à alegação de ter sido posto fim à monarquia de forma ilegal. Propõem-se assim voltar ao poder pela via legal através dum referendo.
Ora, o referendo é a forma mais clara de demonstração da vontade do povo, desde que a pergunta seja bem feita (sem demagogias). Se os monárquicos querem um referendo, faça-se. Mas não venham dizer que à República falta legitimidade por ter sido imposta pela revolução. A presente legitimidade da República Portuguesa é igual à do Reino de Portugal em 3 de Outubro de 1910. A maior parte das alterações históricas que envolveram mudança dos detentores do poder careceram de legitimidade eleitoral ou democrática e foram impostas por grupos em defesa dos seus interesses contra outros interesses.
A monarquia é, hoje, uma forma arcaica de organizar o estado. Além disso, a monarquia ao pressupor o direito de uma pessoa a um privilégio e recusando-o a todas as outras é imoral. Mil e quinhentos anos de eugenia monárquica europeia, em vez de produzir estirpes de super-homens, produziu homens vulgares que a maior parte das vezes não passavam de gente medíocre. Na monarquia a deposição do chefe incompetente deixa sempre a sensação de golpe palaciano ou revolução; na república basta esperar pelo fim do seu mandato e depois eleger outro. Na monarquia a esmagadora maioria da população sabe que jamais ascenderá à chefia do estado; na república sempre poderá sonhar com isso.

Blografia:
O Blog das Causas
Somos Portugueses
Democracia Real

terça-feira, junho 12, 2007

Julgar a História

A trasladação dos restos mortais de Aquilino Ribeiro para o Panteão Nacional está a ser objectada através duma petição que tem gerado grande controvérsia.
Também eu – e a minha posição não vincula os meus colegas de choldra – quero juntar-me aos peticionários nesta grande causa de decoro nacional e ao mesmo tempo sugiro-lhes, ou melhor, exijo-lhes que depois desta iniciem petições para removerem do imaginário heróico nacional outros terroristas, assassinos e traidores, tais como, e só para dar alguns exemplos, D. Afonso Henriques, D. Pedro I, D. João I, D. João II, D. João IV, e já agora, porque não, Vasco da Gama, D. Francisco de Almeida e Afonso de Albuquerque.
Termino por aqui para não ter de transcrever o índice do Dicionário de História de Portugal.
A petição em causa pode ser encontrada aqui.

quinta-feira, junho 07, 2007

Vaidade das vaidades...

O Dia de Portugal aproxima-se. É por isso altura de tirar o fato domingueiro da naftalina, dar lustro às polainas e exercitar a cerviz para na altura própria vergar com elegância e distinção.


Condecorações a serem atribuídas pelo
Presidente da República na Sessão Solene do Dia de Portugal

O Presidente da República vai condecorar, na Sessão Solene do dia de Portugal, em Setúbal, as seguintes entidades:
Antigas Ordens Militares:
Ordem de Cristo
- Conselheiro Artur Joaquim de Faria Maurício (Grã-Cruz)
- D. Manuel Martins(Grã-Cruz)
Ordem de Avis
- Tenente-General Luís Miguel da Costa Alcide de Oliveira (Grã-Cruz)
- Major-General António Maria Antunes Moreira (Grande Oficial)
- Contra-Almirante Vasco António Leitão Rodrigues (Grande Oficial)
Ordem de Sant’Iago da Espada
- Prof. Doutor Aníbal Pinto de Castro (Grande Oficial)
Ordens Nacionais [As anteriores são estrangeiras (N.A.)]:
Ordem do Infante D. Henrique
- Eng.º Luís Fernando Mira Amaral (Grã-Cruz)
- Dr. Abílio Miguel
Joaquim Dias Fernandes (Grande Oficial)
- Prof. Doutor Arsélio Pato de Carvalho (Grande Oficial)
- Fernando Echevarría (Grande Oficial)
- Prof. Doutor José Guilherme da Cunha Vaz (Grande Oficial)
- Dr. José Pedro Machado, a título póstumo (Grande Oficial)
- Prof.ª Doutora Maria Alzira Seixo (Grande Oficial)
- Prof. Doutor Martim de Albuquerque (Grande Oficial)
- Prof. Doutor Rafael Adolfo Coelho (Grande Oficial)
- Prof. Doutor António Dias Farinha (Comendador)
- João Ramos Jorge (Rão Kyao) (Oficial)
- Associação de Comandos (Membro Honorário)
Ordens de Mérito Civil:
Ordem do Mérito
- Prof. Doutor Apolinário José Barbosa da Cruz Vaz de Portugal (Grã-Cruz)
- Eng.º Eduardo Ribeiro Pereira (Grã-Cruz)
- Eng.º Fernando António de Miranda Guedes Bianchi-de-Aguiar (Grã-Cruz)
- Eng.º José Bernardo Falcão e Cunha (Grã-Cruz)
- Dr. Eugénio José da Cruz Fonseca (Grande Oficial)
- Prof. Doutor Fernando Martins Peres (Grande Oficial)
- Dr. Jorge Maria Soares Lopes de Carvalho (Grande Oficial)
- Dr.ª Maria Catalina Batalha Pestana (Grande Oficial)
- Maria Cristina Andrada Léon (Grande Oficial)
- Pintor Nuno Siqueira (Grande Oficial)
- Professora Alice Gaivão (Comendador)
- Dr. Francisco Augusto Caimoto Amaral (Comendador)
- Serafim Marques (Comendador)
- ARCIL – Associação para a Recuperação de Cidadãos Inadaptados (Membro Honorário)
- Liga Portuguesa dos Deficientes Motores (Membro Honorário)
- Sociedade Recreativa e Dramática Eborense (Membro Honorário)
Ordem da Instrução Pública
- Professor Fernando Alves Cristóvão (Grande Oficial)
- Dr.ª Albertina Olímpia Pereira Mateus (Comendador)
Ordem do Mérito Agrícola, Comercial e Industrial
Classe do Mérito Industrial
- Eng.º Sérgio Mendes de Melo (Comendador)
06.06.2007



Aqui há de tudo, e quem é que, porventura, sabe em que se distinguiram estas aves de arribação?
Alguns dos que me lembro não valem o peso da lata que vão levar para casa.
Mas o que mais me surpreende é como se dá qualquer coisa a um morto quando não se lha deu em vivo? Temeriam por acaso que não a aceitasse?
Fica aqui um pedido à Presidência da República e à Chancelaria das Ordens: Publique-se o currículo de cada um destes ilustres que o cidadão irá apreciá-los melhor e dar-lhes o justo valor.

terça-feira, maio 29, 2007

As cortesãs do poder

Um militar da GNR vai cumprir, durante esta semana, uma suspensão de seis dias, aplicada pelo comando da GNR por um alegado crime de insubordinação. No princípio de 2005, o soldado, então ao serviço do Regimento de Cavalaria (RC), recusou caiar uma parede. Do processo disciplinar que lhe foi instaurado, foi extraído um inquérito criminal, no qual foi considerado inocente.

Armando Ferreira, presidente do Sindicato Nacional de Polícia (SINAPOL), contou à agência Lusa que é arguido num processo disciplinar por se apresentar numa junta médica sem a farda de cerimónia, que tentara em vão adquirir.

Somos uma república de pavões, tal como fomos um reino de araras e catatuas.
Gostamos de formalidades cortesãs e representações vazias de conteúdo.
Temos bacocos incompetentes que tudo fazem para agradar ao poder como forma fácil de se chegarem ao próprio poder.
Quer-se o poder não para o exercer produtivamente mas para servir de penacho.
E quando o poder se invoca a si próprio, cioso das suas prerrogativas, mais não faz que um exercício medieval de prepotência como o é nos casos em epígrafe.

sexta-feira, maio 04, 2007

E a Lei não é para os agentes da Lei?

Quartéis e postos da GNR receberam notificações para que os efectivos apresentem pedidos de transferência no âmbito da reestruturação daquela força, o que afasta qualquer compensação por mudarem de local de trabalho, disseram hoje fontes da corporação.

Com isto quer-se poupar uns cobres à custa de quem menos pode, mas ao mesmo tempo gastam-se rios de dinheiro com espectáculos públicos como são as paradas de opereta.
A ausência de notícias frescas não deverá ser impeditiva de concluir que, tal como em anos anteriores e à conta do Erário Público, foram transportados de madrugada centenas guardas do Cu de Judas Mais Distante para a Praça do Império (Perdido) onde, em dias sucessivos, fazem umas quantas piscinas, ouvem as balelas costumeiras dos políticos e das estrelas douradas, enquanto uns desmaiam e outros amaldiçoam entre os dentes os perus e pavões que ali se exibem.

Estes homens são pagos pelos cidadãos para assegurarem segurança de todos e, quando não estão ao serviço do cidadão, têm direito ao descanso e a família à espera, ou seja, têm vida privada.
Paradas, desfiles e outras macacadas são a última coisa que tanto os guardas como a sociedade precisam.

quarta-feira, maio 02, 2007

Madeira, o Paraíso Perdido

Uma coisa é certa – e isto é uma declaração de interesses – não gosto de Alberto João Jardim, ponto. Para mim é, de há muito, a figura mais execrável do panorama político nacional.
Não estou a pensar nas ameaças separatistas (que configuram o crime de traição à pátria), nem nas advertências do ressurgir da FLAMA (que configura o crime de terrorismo), nem nos remoques estúpidos aos cubanos (que são tiros no pé, já que está a insultar os seus insignes antepassados). Tudo isto são apogeus do seu populismo rasca, do seu discurso desbragado, chantagista e trauliteiro. O que sobretudo abomino é o modo como transformou a democracia numa fantochada; num regime medieval moral e, provavelmente, materialmente corrupto.


O desgraçado arquipélago da Madeira tornou-se nestes longos 33 anos num feudo onde os que se opõem ao soba da ilha são marginalizados, escorraçados e afastados da possibilidade de terem uma vida digna. Naquelas belas ilhas impera o nepotismo e o clientelismo mais desavergonhado.
Os seus chefes políticos são como mafiosos que protegem os seus e incitam à humilhação dos adversários como se inimigos fossem. Acicatam contra os críticos, ou contra aqueles que se querem manter afastados da podridão imperante, os seus seguidores, os seus esbirros e as massas ignaras, as quais, sendo por estes politicóides obscenamente chuladas, os protegem quais cães maltratados pelos donos mas sempre prontos para se deitarem aos seus pés, lhes lamberem as mãos e roerem os ossos magnanimamente lançados do alto da mesa.
Estes proprietários do governo e do parlamento regional, encabeçados pelo seu reizete, repartem entre si as prebendas e honras sustentadas pelo erário público. Distribuem pelos seus fiéis cargos, ofícios e negócios rendosos, chegando-se a anular concursos públicos simplesmente porque no seu decurso alguém se esqueceu de previamente avisar o júri a que criado do regime o lugar se destinava, entrando assim no lugar – que horror de incompetência corrupta! – o legítimo candidato.
Tudo isto com a conivência do poder político e judicial da República, mas sobretudo, e isto é que é revelador da cultura dum povo, com a conivência dos eleitores que os elegem.


Poderão dizer que nestes 33 anos a Madeira se desenvolveu como nunca antes.
Eu pergunto: Como se desenvolveria se não fosse uma República das Bananas?



(Imagens despudoradamente roubadas a We Have Kaos in the Garden)

domingo, fevereiro 11, 2007

... e os próximos referendos são:

Tratado de União Europeia
e
Regionalização

... se os nossos políticos tiverem a coragem de deixar o povo decidir, o que eu sinceramente duvido.

sábado, dezembro 23, 2006

Da cevada para as bestas aos carros com motorista

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, aposta na centralização do parque automóvel para reduzir os gastos a partir de 2007. A manutenção dos 28 167 automóveis do Estado custa aos cofres públicos 67,4 milhões de euros por ano.
E por isto o governo prepara-se para entregar à central de compras do Estado a gestão da frota.

Uma solução verdadeiramente eficaz seria reduzir a frota automóvel do Estado ao mínimo dos mínimos, acabando com estas formas de representação do poder absolutamente medievais.

Se o contínuo dum serviço público tem de ir pelos seus próprios meios para o trabalho...
E já agora, que dizer dos oficiais das forças armadas, GNR, PSP, etc. com carro e motorista?
E que fazer quando os carros oficiais são usados para fins particulares?

Em relação a isto está-se numa situação caricata que vem dos tempos medievais em que os cavaleiros da Casa Real tinham direito a uma diária de ração para as bestas sobre as quais se deviam pavonear. O que se passa hoje com os carros e motoristas é um remanescente deste espírito peneirento e socialmente elitista. É a forma de muitos alguéns se mostrarem importantes e, como tal, merecedores do respeito e da reverência daqueles que os sustentam. Só que, se assim obtêm conforto e ganho finaceiro, em tudo o resto só atraem o desprezo e a chacota dos seus concidadãos.
O Estado tem de ter a coragem de acabar com estas prebendas, pois em vez de o prestigiarem são motivo de escárnio e reveladoras do nosso atraso cultural.