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sábado, novembro 15, 2008

Depois do Blogue, o filme

... Fizeram um filme sobre nós!
Há algum voluntário para deixar aqui crítica ou terei de ser eu a fazê-la?!




(Nota: só publicito o filme por causa da Soraia.
Será que desta vez também nos brinda com todos os seus atributos fís... artísticos?)

quinta-feira, agosto 23, 2007

Silly season

Um dos textos mais estúpidos que aqui pus (e nem texto era) tem sido o que mais visitantes traz através do Google. Loiras, morenas e pretas, isoladas ou combinadas entre si, trazem mais de um terço dos visitantes que chegam por via dos motores de busca. Uma postagem desinspirada feita em cinco minutos para cumprir calendário em dia de canícula ultrapassa de longe os temas da actualidade política e social ou até mesmo os faits divers que às vezes servem para entreter os nossos visitantes.
Deixa-me isto com pouquíssima vontade para escrever o que seja sobre o financiamento ilegal do PSD, sobre os transgénicos, ou até sobre a miúda inglesa e os cães farejadores de sangue, isto é, sobre a silly season – jurara a mim mesmo não fazer referência à época, mas não resisti – em todo o seu esplendor.
Que os partidos políticos têm financiamentos de legalidade duvidosa, não é novidade para ninguém; que há gente que esteve a monte – ou melhor dizendo, a banhos – e a ser julgada por causa deste crime, também já não é notícia; que tudo isto vai ficar em águas de bacalhau, todos sabemos. Então para quê tanto chinfrim?
Sobre os OGM, para já, não quero escrever mais. Ninguém quer saber a merda que come e não me cabe a mim tirar-lhe o apetite.
Os portuguesíssimos cães farejadores de sangue que não foram empregados na função pública para procurar a miúda desaparecida têm razão para estarem tristes. Afinal, os tolos queriam trabalhar de borla e foram preteridos pelos cães mercenários daquela empresa inglesa que anda por aí a promover os seus produtos, envergonhando, ao mesmo tempo, os bicharocos da nossa garbosa GNR. A propósito disto, ficámos a saber que foram esses amadores que descobriram onde estava um cadáver no rio Douro, mais uma vez envergonhando a Guarda e a Marinha – sem dúvida duas forças a extinguir dada a sua total ineficiência.
Perante estas (não-)notícias não é de admirar que qualquer pessoa bem formada prefira passar o seu tempo com umas cervejolas ou, em alternativa, na companhia dumas técnicas profissionais das artes meretrícias.
Eu, por cá, vou ali buscar uma inspiração de 12 anos e vou-me ao trabalho que se faz tarde.

quinta-feira, julho 26, 2007

Curtas (II)

  • Ao fazer uma reserva de avião para ir aos States, cuidado, por favor não minta, é que dizer que é vegetariano e depois comer um bife dá condenação por perjúrio.
  • Embora toda a gente saiba que os States são actualmente governados por mentirosos e hipócritas, esses ainda têm muito a aprender com a jovem deputada: mentir para dar início a uma guerra ou violar os direitos civis, é tudo o mesmo no plano dos princípios.
  • As mentiras do populismo e da sedição acontecem por haver ignorância.
  • Dê-se educação de príncipe ao povo e elas desaparecem.

quarta-feira, julho 25, 2007

“A função das mulheres é a procriação”


Esta frase imbecil de Rafaela Fernandes, deputada regional do PSD da Madeira, revela o mais profundo desrespeito para com as mulheres, e por ela própria se é que não se trata dum travesti.
A Senhora Deputada, para ser consequente com aquilo que diz, devia fazer o que declara que é ficar em casa a ter filhos e, já agora, a fazer o que as mulheres, tal como as entende, fazem: limpar o ranho e cocó da prole e coser as meias do marido amantíssimo (das outras). Dedique-se, pois, a ter filhos todos os anos. A Nação agradece.
Só não se entende porque estudou Direito? Isso é necessário para procriar? É que para redigir as leis bastam os acessores jurídicos do parlamento.
Aliás, o que faz esta senhora no Parlamento? Quererá legislar para criar a profissão de parideira, reformar-se do Parlamento Regional para depois se dedicar à tão nobre «função das mulheres»? Assim sendo louvar-se-á a sua abnegação em favor da causa feminina ao sacrificar, atrasando, a sua própria carreira de procriadora.
Poucas coisas há mais repugnantes que o fingimento dos que apregoam uma coisa e depois fazem exactamente o contrário dela. O pior é que geralmente estes espertalhaços desejam para os outros aquilo que não querem para si.
A ideia que se quer fazer crer de que os abortos só se fazem “lá fora” é outra forma de perfídia, pois toda a gente sabe que há sítios onde as mulheres o podem fazer “lá dentro”, dependendo a qualidade do serviço do dinheiro que tiverem para o pagar.
Mas a Senhora Deputada, e todos os que querem sofismar na busca de desculpas para a não aplicação da Lei, é hipócrita ao querer impor uma moral que ninguém leva a sério em nome de bons costumes que nunca existiram, nem existirão.

segunda-feira, julho 23, 2007

Para que servem as conchas?

Pedro Arroja é necessário. Faz-nos reflectir sobre algumas coisas que de outro modo não nos passaria pela cabeça. A ideia dum museu em Lisboa sobre as perseguições aos judeus em Portugal é excelente. Se até Salazar tem direito a um museu, porque não também criar um local específico que lembre um dos mais importantes grupos sociais de Portugal?
Segundo as teorias liberais, numa forma simplista, as pessoas têm de assumir as suas responsabilidades e acima de tudo são elas que pelo seu livre arbítrio decidem o que querem ou não, arcando de permeio com as consequências dos seus actos. Assim, o museu judaico de Berlim e o hipotético museu das perseguições aos judeus em Lisboa deviam ser para Pedro Arroja um motivo de gáudio e não de “profunda irritação”.
A origem de tal irritação parece ser o facto de tal museu ter sido construído para lembrar os alemães que são culpados. Ao afirmar isto depreende-se que os judeus não são alemães tal como um senhor de bigode afirmava e que até aplicou umas teorias de que existem raças e, acima de tudo, sub-raças.
Ao fazer um paralelismo com a possibilidade dum museu na capital portuguesa sobre os judeus também opta por mandar fazê-lo em Telavive, partindo também do pressuposto que os judeus em Portugal são estrangeiros e não são cidadãos nacionais. Aconselha-se portanto Pedro Arroja a conhecer judeus portugueses, não dá muito trabalho, é só ir visitar uma sinagoga ou então, se calhar, perguntar ao seu vizinho do lado, o tal que nunca aparece na igreja, qual a sua religião e talvez tenha uma surpresa.
Mas, Pedro Arroja prefere discutir a teoria. De acordo com a sua tese, não é possível que um povo prospere comemorando os seus crimes e os seus algozes, mas sim evocando os seus feitos e os seus heróis. Primeiro, acho que ninguém no seu perfeito juízo comemora genocídios muito menos qualquer povo. Evocar, recordar ou memorar sim. Segundo, o que é um grande feito e um herói? Estará porventura a referir-se aos descobrimentos e a pessoas como Vasco da Gama ou D. Afonso Henriques?
Se assim é recomendo a leitura dos livros de História onde se verificará que Vasco da Gama impôs a vontade do Rei através de bombardeamentos e de mortes na Índia e que D. Afonso Henriques se fartou de matar árabes e berberes muçulmanos ou não, judeus e também moçárabes que partilhavam a mesma religião do rei de Portugal, a qual ele dizia defender. Mas talvez estes actos sejam heróicos por serem civilizadores.
Sim os povos, tal como as pessoas, podem prosperar assumindo os seus erros: a Alemanha é exemplo disso! Conseguiu prosperar e afastou-se da decadência e do desaparecimento ao contrário do que vaticina Pedro Arroja. Os alemães, como povo, também não sofrem hoje de falta de auto-estima e de respeito por si próprios... Assim sendo, o exemplo foi muito mal escolhido.
O nosso querido Portugal, pelo contrário, tem vindo a exaltar os seus heróis e a evocar os seus grandes feitos dando continuidade à tradição salazarista. Nunca nos debruçámos seriamente sobre os nossos erros nem sobre as nossas derrotas. E o que aconteceu? Somos prósperos não somos? Vivemos bem, vivemos muito bem mesmo, só somos comparáveis a países subdesenvolvidos.
Ups, isso não é para dizer! Já me esquecia temos é de exaltar as coisas boas, não é?
Ah, que lindo o Sol que brilha lá fora!

Dantes é que era bom!

Ainda pensei vários dias antes de comentar o texto de Combustões e acabei por deixar isso para quando o autor tiver lido as Cartas de Afonso de Albuquerque, o Soldado Prático, a Reformação da Milícia... ou qualquer obra que trate seriamente da acção jesuítica nos Domínios. Até lá limito-me a augurar que à Pátria nunca faltarão alferes que ingenuamente carreguem os estandartes, nem generais que colham essas glórias.

sexta-feira, julho 06, 2007

De uma benfiquista, à espera que o seu Alverca volte à 1ª Liga

Após a divulgação das novas camisolas do Benfica duas perguntas se podem colocar:
1º- Nos anos sessenta qual era o grande símbolo benfiquista?
Resposta imedita: Pantera Negra
2º- Nos inícios do século XXI qual é grande símbolo benfiquista?
Resposta imediata: Pantera Cor-de-Rosa.

quinta-feira, julho 05, 2007

O Leviatã

Lendo isto, e tendo esquecido toda a história e filosofia política dos últimos 500 anos, podemos ser levados a acreditar no que lá está.
Assim, e para os mais distraídos, relembro que nem tudo o que luz é ouro.


Opinião contrária terão, entre outros, Bodin, Bossuet, Locke, Hobbes...

Gostei de ler

A nova liberdade de expressão tem destas coisas: a discussão pode ser feita em casa.

Três
Dois
Um

Vamos agora esperar pela continuação na esquina e no café, mas, por favor, atenção à sensibilidade social.

segunda-feira, julho 02, 2007

Novela nortenha...

Citando o Sol, "Fernanda Freitas, co-autora do livro Eu, Carolina acusa a ex-companheira de Pinto da Costa de não ter apresentado provas que confirmassem as suas acusações e de ter alterado a versão final do ‘best seller’, que Fernanda tinha escrito".

Lá está, eu que sempre acreditei na (kof kof) inocência de Jorge Nuno.
Falta a essência, as tais provas.

Afinal as batatas que tornaram o Major Valentim famoso também nunca apareceram, ou pelo menos nunca foram vomitadas por ninguém.

sábado, junho 30, 2007

Do anonimato

Debates recentes na blogosfera têm incidido sobre a liberdade existente nesta e os abusos nela cometidos, muitas vezes ao abrigo do anonimato. Há inclusivamente quem neste meio se recuse a dialogar ou mesmo responder a anónimos ou a autores usando pseudónimos.
Ora, quatro factos recentes vêm dar razão aos que prudentemente se mantêm discretos quanto à sua identidade, são eles o caso «Charrua», «António Balbino Caldeira», «Celeste Cardoso» e «Linha Aberta-Internet Segura».
Nos três primeiros casos temos gente perseguida por exprimir, ou alegadamente (permitir) exprimir, opiniões fundadas ou infundadas, enquanto que no 4.º caso temos o incentivo (legítimo ou ilegítimo ver-se-á caso a caso) para a denúncia anónima de casos potencialmente perigosos para a sociedade ou para os indivíduos.
Assim, é mau alguém exercer o seu direito humano e constitucional de livre expressão de ideias de forma anónima ou sob pseudónimo, mas é bom, do mesmo modo, delatar o que julga ser denunciável; por outro lado, quem exerce estes mesmos direitos identificando-se plenamente é perseguido, incomodado, violado na sua privacidade e bens.
Se os autores desta choldra assinassem com os seus nomes andariam, hipocritamente, a cantar loas aos que sobre eles têm poder, ou então quilhar-se-iam ao chamarem «fdp» por mais palavras a alguém merecedor.
É preciso escolher sempre bem as guerras a travar.

terça-feira, maio 29, 2007

Não diria melhor...

O JM tem toda a razão no que afirma.

A única solução para isto passa pela abolição do Estado e deixar tudo entregue aos indivíduos e ao mercado (seja lá isso o que for).


sexta-feira, março 09, 2007

Vale a pena ler ...


Tudo começou com um tal Henriques que não se dava bem com a mãe e acabou por se vingar na pandilha de mauritanos que vivia do outro lado do Tejo.
Para piorar ainda mais as coisas, decidiu casar com uma espanhola qualquer e não teve muito tempo para lhe desfrutar do salero porque a tipa apanhou uma camada de peste negra e morreu. Pouco tempo depois, o fulano, que por acaso era rei, bateu também as botas e foi desta para melhor.
Para a coisa não ficar completamente entregue à bicharada, apareceu um tal João que, ajudado por um amigo de longa data que era afoito para a porrada, conseguiu pôr os espanhóis a enformar pão e ainda arranjou uns trocos para comprar uns barcos ao filho que era dado aos desportos náuticos. De tal maneira que decidiu pôr os barcos a render e inaugurou o primeiro cruzeiro marítimo entre Lisboa e o Japão com escalas no Funchal, Salvador, Luanda, Maputo, Ormuz, Calecute, Malaca, Timor e Macau.
Quando a coisa deu para o torto, ficou nas lonas só com um pacote de pimenta para recordação e resolveu ir afogar as mágoas, provocando a malta de Alcácer-Quibir para uma cena de estalo.
Felizmente, tinha um primo, o Filipe, que não se importou de tomar conta do estaminé até chegar outro João que enriqueceu com o pilim que uma tia lhe mandava do Brasil e acabou por gastar tudo em conventos e aquedutos.
Com conventos a mais e dinheiro menos, as coisas lá se iam aguentando até começar tudo a abanar numa manhã de Novembro. Muita coisa se partiu. Mas sem gravidade porque, passado pouco tempo, já estava tudo arranjado outra vez, graças a um mânfio chamado Sebastião que tinha jeito para o bricolage e não era mau tipo apesar das perucas um bocado amaricadas.
Foi por essa altura que o Napoleão bateu à porta a perguntar se o Pedro podia vir brincar e o irmão mais novo, o Miguel, teve uma crise de ciúmes e tratou de armar confusão que só acabou quando levou um valente puxão de orelhas do mano que já ia a caminho do Brasil para tratar de uns negócios.
A malta começou a votar mas as coisas não melhoraram grande coisa e foi por isso que um Carlos anafado levou um tiro nos coiratos quando passeava de carroça pelo Terreiro do Paço. O pessoal assustou-se com o barulho e escondeu-se num buraco na Flandres onde continuaram a ouvir tiros mas apontados a eles e disparados por alemães.
Ao intervalo, já perdiam por muitos mas o desafio não chegou ao fim porque uma tipa vestida de branco apareceu a flutuar por cima de uma azinheira e três pastores deram primeiro em doidos, depois em mortos e mais tarde em beatos. Se não fosse por um velhote das Beiras, a confusão tinha continuado mas, felizmente, não continuou e Angola continuava a ser nossa mesmo que andassem para aí a espalhar boatos.
Comunistas dum camandro! Tanto insistiram que o velhote se mandou do cadeirão abaixo e houve rebaldaria tamanha que foi preciso pôr um chaimite e um molho de cravos em cima do assunto. Depois parece que houve um Mário qualquer que assinou um papel que nos pôs na Europa e ainda teve tempo para transformar uma lixeira numa exposição mundial e mamar duas secas da Grécia na final.
E o Cavaco?
O Cavaco foi com o Pai Natal e o palhaço no comboio ao circo.
FIM
(Autor desconhecido)