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quinta-feira, agosto 13, 2009

Bate que é polícia!

Pelo correio electrónico recebe-se muita coisa... e alguma até dá que pensar.

NÓS, ÓRGÃOS POLÍCIA CRIMINAL, QUEREMOS SABER COMO AGIR.


Queremos que nos digam o que esperam que façamos.
Queremos que nos digam como querem que seja executada a nossa acção.
Até agora corremos por nossa conta e risco. Sacrificamos a vida pessoal e familiar, sacrificamos o nosso orçamento familiar para adquirir meios que não nos facultam e agimos de acordo com a nossa avaliação dos factos com o único objectivo de manter a Ordem Pública, a Autoridade do Estado. Quando as coisas correm mal descobrimos que não era exactamente o que a sociedade pretendia e somos punidos. E se não agimos somos acusados de complacência.
Em princípio, o POLÍCIA está investido de Autoridade do Estado, mas em quê que se traduz essa autoridade? Como pode fazer valê-la? Como se pode mantê-la inviolável?
Fisicamente, qualquer POLÍCIA pode ser vencido por qualquer cidadão. Ainda não há “Super-Homens”, mas os POLÍCIAS também não podem usar a violência física, apenas podem defender-se da violência contra si.
Alguém acredita que basta uma ordem verbal para fazer sanar um crime, por menor que ele seja?
Sendo desrespeitada a ordem verbal, qual o patamar seguinte?
Ignorar o crime ou manter a Autoridade Pública? A que custo?

Reportemo-nos ao caso do militar da GNR condenado a 14 anos de prisão por ter disparado contra um jovem de 17 anos que lhe havia roubado um fio de ouro, causando-lhe a morte. Face à evolução da sociedade, face à queda de valores e da ordem social, este caso merece a nossa reflexão, merece por isso uma análise profunda. Aqui apenas serão lançados os dados.
O POLÍCIA em causa foi punido, assim o ditou a justiça. Então ficamos a saber que aquela actuação foi severamente condenada, foi considerada totalmente inaceitável.
No entanto alguém deveria dizer como ele deveria ter agido para amanhã os outros POLÍCIAS saberem como actuar, e o cenário que se põe é o seguinte:
O POLÍCIA identifica-se e [encontra] resistência. Se os assaltantes prosseguirem com o roubo, o POLÍCIA, fisicamente em desvantagem, permite que lhe levem o fio. Posteriormente, pede apoio policial para tentar identificá-los, com ou sem sucesso dada a enorme multidão e enorme área urbana. Não se livra da vergonha pessoal, social e profissional de sendo POLÍCIA, ter-se deixado roubar.
No dia seguinte esse mesmo POLÍCIA, já fardado, exerce a sua actividade na zona e passa a ser vítima de chacota social. Como pode proteger um cidadão se ele próprio tinha sido assaltado?
Mesmo que fosse possível identificar os indivíduos, o POLÍCIA não os levaria a justiça, por uma série de razões; A Justiça é excessivamente cara, perante o seu rendimento, e não teria apoio institucional; A Justiça é lenta e seria ineficaz pois a sua Autoridade como policia já estava ferida. Restar-lhe-ia conformar-se e eventualmente mudar de zona.
Como se sentiriam os assaltantes se o POLÍCIA tivesse sido assaltado sem consequências? Confiantes para tentar um patamar mais acima? Qual? Qualquer um!
Agora, digam-nos como reagiremos se, estando sozinhos, virmos um cidadão a ser roubado ou agredido por alguém fisicamente superior a nós? Deixamo-lo agir e chamamos reforços para tentar identificá-lo a posteriori? É que só dizer que se está investido da Autoridade do Estado não chega para fazer cessar a agressão. O que poderá o agressor temer quando vê um POLÍCIA? Nada!
Mas a estas questões há duas versões: Se quem responde for a vítima, todos os meios são aceitáveis, caso seja pai, familiar do criminoso, todos os meios são excessivos. No meio destas análises está o POLÍCIA que tem de tomar uma decisão sozinho!
Mas o que acontece ao POLÍCIA se “não viu” o cidadão a ser vítima de um crime? Nada. O que acontece se reagir e essa reacção foi desproporcionada? Severamente condenado!
Então em que ficamos? Que querem de nós que ainda não somos Super-Homens?
Quem rouba um fio a um POLÍCIA também pode roubar a arma. Não?! Então, se amanhã um grupo de delinquentes abordar um POLÍCIA e lhe exigir a arma, como deve reagir?
Fisicamente inferiorizado, usa a arma para manter na sua posse (na posse do Estado) ou entrega-a para não pôr em risco a vida dos delinquentes? Como agirá?
Se o POLÍCIA usar e atingir alguém, tem destino certo na cadeia, se a entregar ainda que resista sem pôr a sua vida em perigo, pode ser expulso pela Instituição. Mas a arma roubada pode ser usada contra cidadãos comuns, qualquer um! De quem será a responsabilidade?

Vejamos ainda o seguinte:
Há doentes que entram [pelo] próprio pé num hospital e saem no estado vegetativo e outros já nem saem de lá vivos: Erro médico mas ninguém vai para a cadeia;
Há juízes que condenam inocentes e outros que libertam criminosos que voltam a cometer crimes, muitos deles violentos, e nenhum vai para a cadeia porque não se pode beliscar a Autoridade do Estado. É que caso aconteça os Senhores Juízes passariam estar condicionados no momento de decidir. É exactamente o que acontece com os POLÍCIAS, estão extremamente condicionados no momento de decidir porque o risco da cadeia é real e não há desculpabilização para um erro policial, ainda que seja sobre delinquentes, ainda que seja para repelir um crime!
Precisamos que nos digam como deveremos agir!
Não podemos manter a Autoridade do Estado por nossa conta e risco! Alguém tem que assumir essa responsabilidade: Agimos até que ponto ou simplesmente não agimos? É preciso ter presente que a voz da POLÍCIA apenas é respeitada pelas pessoas de bem, mas com essas pessoas não resultam problemas, queremos saber como agir perante aqueles que não obedecem e até desafiam a Autoridade do Estado? Alguém dirá, levem-nos à justiça! Mas é exactamente isso que queremos que alguém diga, como levamos alguém à justiça contra a sua vontade, quando resiste e é fisicamente forte? Como fazemos cessar uma agressão contra nós ou contra um cidadão, se fisicamente estivermos em desvantagem? Deixamos agredir e identificamo-los depois? Deixamos de ser POLÍCIAS e passamos a ser identificadores de criminosos?
No passado, um delinquente era severamente punido pela moral social e isso, em muitos casos, era suficiente. Hoje tal não acontece.
Para uma melhor qualidade da actuação policial, exige-se que os cidadãos digam o que esperam de nós, como querem que o POLÍCIA mantenha a Autoridade do Estado, ainda que seja contra si, mas para o bem comum. O risco é cada vez maior e tal verifica-se no aumento da insegurança.
O ridículo já aconteceu:
Um cidadão fugiu para uma esquadra para se proteger e foi agredido lá dentro por quem o perseguia. Alguém perguntou como é possível tal acontecer? Acontece porque o POLÍCIA não pode fazer nada. Essa é a realidade que ninguém quer ver! Amanhã, quando casos ridículos se banalizarem, poderá ser tarde demais! Daqui a tomarem de assalto a esquadra… pouco falta! Até por brincadeira, mas é possível.

Vale a pena pensar nisto!

sexta-feira, janeiro 02, 2009

2009 - O Ano do Cogumelo


O primeiro dia útil do novo ano serve para o mesmo que todos os outros dias do ano, ou seja, para nada e deixar ficar tudo tal como está. Não servindo para nada, pode então desperdiçar-se como todos os outros em exercícios inúteis tais como a prospecção do futuro, tentando ver o que o amanhã nos reserva.
Postas as coisas nestes termos, fica muito mais fácil vaticinar o ano de 2009 - é que amanhã será em tudo igual a ontem.
Vamos mergulhar ainda mais na dita crise; vamos descobrir mais uns quantos escândalos de que ninguém sairá envergonhado e continuaremos alegremente, de evento em evento, a sustentar a clique que nos governa e os seus apaniguados.
Assim, e tal como os fungos estivais, teremos mais um ano de cogumelos prosperando no há muito apodrecido tecido social português.

domingo, dezembro 21, 2008

Sermão Dominical

How big must a band of robbers be in order to call itself an army?
How extensive in time and space must the power of a robber chief be before he may be regarded as a prince?

Niels Steensgaard

sexta-feira, novembro 14, 2008

Pensamento da semana


"If the global crisis continues, by the end of the year, only two Banks will be operational, the Blood Bank and the Sperm Bank.
Logically those two banks will merge and they will be called The Bloody Fucking Bank!"

sábado, outubro 04, 2008

Pensamento da semana

Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas...
Guerra Junqueiro

quinta-feira, agosto 21, 2008

Casado mas não cego






Mas quando é que as gajas irão compreender que lá por um homem se ter casado com elas não se tornou de repente cego?

domingo, fevereiro 17, 2008

segunda-feira, janeiro 21, 2008

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Neolatino, neoliberal



Nosso Senhor Jesus Cristo provavelmente nunca terá pronunciado uma palavra em latim, mas isso não impediu que a língua de Cícero barbarizada se tornasse no idioma sagrado da Igreja Una Santa Católica Apostólica Romana e que a mais inocente citação da Bíblia em vernáculo fosse passível de conduzir a um retiro nos cárceres do Santo Ofício.
Como todas as idiotices que se plasmam no tecido legal têm uma razão de ser, esta deveu-se à necessidade de fixar um texto definitivo e impedir que diferentes traduções pudessem adulterar a doutrina e a disciplina religiosa que se foi instituindo.
O latim de hoje é o inglês. Quem não o domina é tido por analfabeto e não há texto científico, doutrinário ou poético digno desse nome se não for redigido em inglês, mesmo que seja só em inglês técnico. Não é de estranhar, pois, que qualquer sábio, douto ou trovador recorra a este linguajar para se exprimir e assim evitar qualquer desfiguração do seu pensamento.
... e quão bem o faz Pedro Arroja!...

segunda-feira, outubro 29, 2007

terça-feira, julho 31, 2007

Frase da semana


"Os políticos são como as fraldas, devem ser mudados frequentemente pelas mesmas razões".

quarta-feira, julho 25, 2007

“A função das mulheres é a procriação”


Esta frase imbecil de Rafaela Fernandes, deputada regional do PSD da Madeira, revela o mais profundo desrespeito para com as mulheres, e por ela própria se é que não se trata dum travesti.
A Senhora Deputada, para ser consequente com aquilo que diz, devia fazer o que declara que é ficar em casa a ter filhos e, já agora, a fazer o que as mulheres, tal como as entende, fazem: limpar o ranho e cocó da prole e coser as meias do marido amantíssimo (das outras). Dedique-se, pois, a ter filhos todos os anos. A Nação agradece.
Só não se entende porque estudou Direito? Isso é necessário para procriar? É que para redigir as leis bastam os acessores jurídicos do parlamento.
Aliás, o que faz esta senhora no Parlamento? Quererá legislar para criar a profissão de parideira, reformar-se do Parlamento Regional para depois se dedicar à tão nobre «função das mulheres»? Assim sendo louvar-se-á a sua abnegação em favor da causa feminina ao sacrificar, atrasando, a sua própria carreira de procriadora.
Poucas coisas há mais repugnantes que o fingimento dos que apregoam uma coisa e depois fazem exactamente o contrário dela. O pior é que geralmente estes espertalhaços desejam para os outros aquilo que não querem para si.
A ideia que se quer fazer crer de que os abortos só se fazem “lá fora” é outra forma de perfídia, pois toda a gente sabe que há sítios onde as mulheres o podem fazer “lá dentro”, dependendo a qualidade do serviço do dinheiro que tiverem para o pagar.
Mas a Senhora Deputada, e todos os que querem sofismar na busca de desculpas para a não aplicação da Lei, é hipócrita ao querer impor uma moral que ninguém leva a sério em nome de bons costumes que nunca existiram, nem existirão.

sexta-feira, julho 20, 2007

A Cigarra e a Formiga

Era uma vez uma Formiga e uma Cigarra que eram muito amigas.............
Durante todo o Outono a Formiga trabalhou sem parar, armazenando comida para o Inverno.

Não aproveitou o sol, a brisa suave do fim da tarde, nem duma conversa com os amigos a tomar uma cervejinha depois do dia de trabalho.

Enquanto isso, a Cigarra só andava a cantar com os amigos nos bares da cidade, não desperdiçou nem um minuto sequer, cantou durante todo o Outono, dançou, aproveitou o sol, desfrutou muito sem se preocupar com o mau tempo que estava para vir.

Passados uns dias começou o frio, a Formiguita, exausta de tanto trabalhar meteu-se na sua pobre guarida cheia de comida até ao tecto.

Mas, alguém a chamou da rua e quando abriu a porta teve uma surpresa quando viu a sua amiga Cigarra num Ferrari e com um valioso casaco de peles.

A Cigarra disse-lhe:
- Olá amiga! Vou passar o Inverno a Paris. Podes cuidar da minha casita?

A Formiga respondeu:
- Claro! Sem problemas.
Mas o que aconteceu? Onde conseguiste o dinheiro para ir a Paris, comprar este Ferrari, e esse casaco tão bonito e caro?

E a Cigarra respondeu:
- Imagina lá, que eu estava a cantar num bar a semana passada e um
produtor gostou da minha voz... Assinei um contrato para fazer shows em Paris.
A propósito, precisas de alguma coisa de lá?


- Sim - disse a Formiga.
Se te encontrares com La Fontaine
MANDA-O À MERDA, DA MINHA PARTE!


(Autor desconhecido)

quinta-feira, julho 05, 2007

Desabafos...


"Nunca discutas com um idiota. Ele arrasta-te até ao nível dele... e depois ganha-te em experiência"

Não sei de quem é a autoria, mas que é uma grande verdade, é!