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segunda-feira, julho 07, 2008

Como não há duas sem três...


... pelo terceiro dia consecutivo deflagra o terceiro incêndio na mesma área da Serra de Sintra...

domingo, julho 06, 2008

Fogo com lugar e hora marcada


Depois de ontem a Serra de Sintra ser vítima de mais um incêndio numa área de interesse imobiliário, eis que hoje, à mesma hora e na mesma área, outro incêndio ocorre.

segunda-feira, outubro 08, 2007

Um basbaque qualquer



Toda a gente tem coisas na vida que gostaria de esquecer e, sobretudo, que ninguém se lembrasse delas. Este vídeo do jovem Durão Barroso deve corresponder a um desses momentos da vida e daí, talvez, a censura que subitamente se abateu sobre o assunto.


Esta peça da mais pura imbecilidade tem sido afixada por todo o lado e deve ser um dos vídeos mais vistos do YouTube. Haverá neste fenómeno causas voyeurísticas ligadas ao simples gozo de ver um dos homens tidos como dos mais poderosos do mundo a fazer figuras tristes, mas também haverá quem o veja e o apresente tal como se vê ou se apresenta um documentário sobre vida selvagem ou de etologia animal na esperança de aprender como se sobrevive na selva em que o nosso mundo se está cada vez mais transformando.
Seja porque razões forem, este vídeo é tanto um documento histórico dum dos períodos mais rascas do nosso passado colectivo (sem segundas leituras) e uma prova de como é possível a um indivíduo mudar de ideias com o passar do tempo. Para que não restem quaisquer dúvidas, deixo aqui a advertência de não querer cometer a injustiça de fazer avaliações do carácter de alguém dizendo que o vídeo ajuda a provar que há pessoas capazes de seguirem todas as correntes ideológicas dominantes independentemente da passagem do tempo, mantendo-se assim sempre colados à última moda.
Houve já quem fizesse a exegese do discurso do jovem Barroso. Trata-se dum exercício academicamente interessante já que não é todos os dias que se tem a possibilidade de fazer o nada em algo, de tornar o vazio no cheio, ou das trevas extrair luz. Estas declarações públicas àquilo a que se podia chamar então com grande liberdade artística um órgão de comunicação social existiram e não podem ser escamoteadas. Afinal, bem vistas as coisas as ideias profícuas desses anos escaldantes germinaram e novos espíritos iluminados foram criados como bem mostram os media de hoje nas suas telenovelas diárias da vida real, sem que, graças à luta popular anti-burguesa, haja quem os censure.

quarta-feira, julho 11, 2007

Ou te calas ou processo-te!


Este parece ser o novo lema da vida pública portuguesa.

Pelo Puro Arábica fui conduzido ao InApto para ficar a saber que o Portugal Profundo não é o único blogue a contas com a justiça por aquilo que vai comentando, opinando ou denunciando de atropelos na esfera pública nacional.

Desta vez a queixa relaciona-se com denúncias feitas pelo jornal Voz das Beiras sobre diversos factos envolvendo a nova directora do Museu Grão Vasco.

O Jornal denuncia factos que, a serem verdadeiros, são de manifesto interesse público e opina sobre os mesmos, o que, se não é jornalismo neutro (?), é o exercício dum direito constitucional.
Também exercendo o seu direito constitucional gente houve que, sentindo-se lesada, se terá queixado judicialmente, sendo certo (opinião minha) que mais valia ter usado o mesmo meio de comunicação para repor a verdade dos factos tal como a entende.
Já não me parece certa a opção do(s) denunciado(s) de se recusar(em) a prestar(em) declarações à PJ, já que é uma obrigação do cidadão colaborar com a Justiça no apuramento da verdade dos factos. Não significando isso que se chegue à violação do segredo das fontes.
Em abstracto e sem qualquer pensamento na situação em causa, a liberdade de expressão na blogosfera não pode deixar de regular-se pela mesma lei e pelos mesmos princípios gerais por que se regula a sociedade portuguesa. A única diferença é que à blogosfera chegam agora aqueles que antes estavam arredados da comunicação de massas, e isso incomoda muita gente.


Última revisão: 12-7-2007 1:38

segunda-feira, julho 02, 2007

Novela nortenha...

Citando o Sol, "Fernanda Freitas, co-autora do livro Eu, Carolina acusa a ex-companheira de Pinto da Costa de não ter apresentado provas que confirmassem as suas acusações e de ter alterado a versão final do ‘best seller’, que Fernanda tinha escrito".

Lá está, eu que sempre acreditei na (kof kof) inocência de Jorge Nuno.
Falta a essência, as tais provas.

Afinal as batatas que tornaram o Major Valentim famoso também nunca apareceram, ou pelo menos nunca foram vomitadas por ninguém.

domingo, março 11, 2007

Os Pequenos-Grandes Poderes

Visitando a página do Gato Fedorento encontrei uma referência ao que se designou de “pequenos poderes” que levantou uma certa celeuma na blogosfera. Estes pequenos poderes, que podem não ser tão pequenos como isso, são assim chamados pela mesquinhez, maldade e tacanhez de mentalidade, contudo pela capacidade de destruição de tudo o que lhe possa fazer concorrência podem assumir proporções alarmantes.
Alguém me perguntou um dia o que fazer para travar isto? Entrar em conflito, juntarmo-nos a eles (já que os não podemos vencer)? A minha resposta foi continuar com a nossa vida e com o que pensamos ser o correcto. Foi o que me ocorreu, pois não vejo a vida como uma constante guerra com todos ou uma competição com tudo, nem me passa pela cabeça juntar-me aquilo que não valorizo: mediocridade, falsidade, chico-espertice, falta de respeito pelos outros...


Estes pequenos poderes estão em todo o lado e geralmente têm capacidade para nos destruir a vida ou pelo menos para nos cortar as pernas. Não, não estou a falar em teorias da conspiração, antes estivesse.


Vejamos um caso concreto:
Há uns anos estando no desemprego, depois de ter sido preterido mais uma vez em concursos públicos por pessoas com cunhas e depois de concorrer a todos os anúncios e pedidos de colaboradores que vi (apenas fui a duas entrevistas sem consequência, os outros nem responderam) encontrei um amigo que se ofereceu para me ajudar. Eu aceitei, estava desesperado e tinha a casa para pagar.
A solução era substituir esse meu amigo num período curto de tempo em parte das suas funções, contudo as intenções desse meu amigo eram que eu e a pessoa que vivia comigo integrássemos o que se chama uma associação secreta que não é tão secreta como isso. A associação tinha um preço e isso traduzia-se na aceitação de determinadas regras.
Nós (casal) falamos sobre isso e resolvemos que esse não era o nosso caminho. Continuei a substituir o dito amigo e “miraculosamente” à pessoa que vivia comigo também surgiu uma resposta positiva numa das várias tentativas de arranjar emprego. As finanças melhoraram e isso possibilitou-nos assumir mais uns quantos encargos e até avançar para o casamento, oficializando a nossa relação. Contudo, continuámos a seguir a nossa consciência e não casámos pela Igreja. As consequências não se fizeram esperar: a minha colaboração chegou ao fim e o contrato da pessoa com quem vivia também. Voltámos à estaca zero.
Moral da história: ou se faz o que nos mandam ou não temos direito a nada.
Quem disse que a História não se repete?