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quinta-feira, outubro 20, 2011

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Sobre a educação


Nesta palestra de Daniel Dennett é de notar especialmente a proposta para a inclusão do ensino das religiões nos curricula, o que na eventualidade remotíssima de acontecer seria um excelente passo para a paz mundial.

sábado, dezembro 12, 2009

Algures antes 1821 A.D.

A ser verdade o que António José Saraiva escreve aqui, este país ainda não se livrou do Santo Ofício. (Mas posso estar enganado!)
Ele chama-lhe kafkiano, mas a mim parece-me mais inquisitorial. (Contudo melhores argumentos poderão convencer-me do contrário.)
E depois queixamo-nos do estado da Justiça... em quase 200 anos nada mudou! (Contudo posso não ter reparado que já não é assim!)

Mas agora já entendo o porquê do arquivamento à espera de melhor prova das três queixas-crime que fiz nos últimos dez anos: enquanto a justiça se atola nestes trâmites bizarros fica sem meios para fazer Justiça. (É evidente que outras razões podem ter havido e eu não ter percebido!)


quinta-feira, novembro 26, 2009

quinta-feira, agosto 13, 2009

Bate que é polícia!

Pelo correio electrónico recebe-se muita coisa... e alguma até dá que pensar.

NÓS, ÓRGÃOS POLÍCIA CRIMINAL, QUEREMOS SABER COMO AGIR.


Queremos que nos digam o que esperam que façamos.
Queremos que nos digam como querem que seja executada a nossa acção.
Até agora corremos por nossa conta e risco. Sacrificamos a vida pessoal e familiar, sacrificamos o nosso orçamento familiar para adquirir meios que não nos facultam e agimos de acordo com a nossa avaliação dos factos com o único objectivo de manter a Ordem Pública, a Autoridade do Estado. Quando as coisas correm mal descobrimos que não era exactamente o que a sociedade pretendia e somos punidos. E se não agimos somos acusados de complacência.
Em princípio, o POLÍCIA está investido de Autoridade do Estado, mas em quê que se traduz essa autoridade? Como pode fazer valê-la? Como se pode mantê-la inviolável?
Fisicamente, qualquer POLÍCIA pode ser vencido por qualquer cidadão. Ainda não há “Super-Homens”, mas os POLÍCIAS também não podem usar a violência física, apenas podem defender-se da violência contra si.
Alguém acredita que basta uma ordem verbal para fazer sanar um crime, por menor que ele seja?
Sendo desrespeitada a ordem verbal, qual o patamar seguinte?
Ignorar o crime ou manter a Autoridade Pública? A que custo?

Reportemo-nos ao caso do militar da GNR condenado a 14 anos de prisão por ter disparado contra um jovem de 17 anos que lhe havia roubado um fio de ouro, causando-lhe a morte. Face à evolução da sociedade, face à queda de valores e da ordem social, este caso merece a nossa reflexão, merece por isso uma análise profunda. Aqui apenas serão lançados os dados.
O POLÍCIA em causa foi punido, assim o ditou a justiça. Então ficamos a saber que aquela actuação foi severamente condenada, foi considerada totalmente inaceitável.
No entanto alguém deveria dizer como ele deveria ter agido para amanhã os outros POLÍCIAS saberem como actuar, e o cenário que se põe é o seguinte:
O POLÍCIA identifica-se e [encontra] resistência. Se os assaltantes prosseguirem com o roubo, o POLÍCIA, fisicamente em desvantagem, permite que lhe levem o fio. Posteriormente, pede apoio policial para tentar identificá-los, com ou sem sucesso dada a enorme multidão e enorme área urbana. Não se livra da vergonha pessoal, social e profissional de sendo POLÍCIA, ter-se deixado roubar.
No dia seguinte esse mesmo POLÍCIA, já fardado, exerce a sua actividade na zona e passa a ser vítima de chacota social. Como pode proteger um cidadão se ele próprio tinha sido assaltado?
Mesmo que fosse possível identificar os indivíduos, o POLÍCIA não os levaria a justiça, por uma série de razões; A Justiça é excessivamente cara, perante o seu rendimento, e não teria apoio institucional; A Justiça é lenta e seria ineficaz pois a sua Autoridade como policia já estava ferida. Restar-lhe-ia conformar-se e eventualmente mudar de zona.
Como se sentiriam os assaltantes se o POLÍCIA tivesse sido assaltado sem consequências? Confiantes para tentar um patamar mais acima? Qual? Qualquer um!
Agora, digam-nos como reagiremos se, estando sozinhos, virmos um cidadão a ser roubado ou agredido por alguém fisicamente superior a nós? Deixamo-lo agir e chamamos reforços para tentar identificá-lo a posteriori? É que só dizer que se está investido da Autoridade do Estado não chega para fazer cessar a agressão. O que poderá o agressor temer quando vê um POLÍCIA? Nada!
Mas a estas questões há duas versões: Se quem responde for a vítima, todos os meios são aceitáveis, caso seja pai, familiar do criminoso, todos os meios são excessivos. No meio destas análises está o POLÍCIA que tem de tomar uma decisão sozinho!
Mas o que acontece ao POLÍCIA se “não viu” o cidadão a ser vítima de um crime? Nada. O que acontece se reagir e essa reacção foi desproporcionada? Severamente condenado!
Então em que ficamos? Que querem de nós que ainda não somos Super-Homens?
Quem rouba um fio a um POLÍCIA também pode roubar a arma. Não?! Então, se amanhã um grupo de delinquentes abordar um POLÍCIA e lhe exigir a arma, como deve reagir?
Fisicamente inferiorizado, usa a arma para manter na sua posse (na posse do Estado) ou entrega-a para não pôr em risco a vida dos delinquentes? Como agirá?
Se o POLÍCIA usar e atingir alguém, tem destino certo na cadeia, se a entregar ainda que resista sem pôr a sua vida em perigo, pode ser expulso pela Instituição. Mas a arma roubada pode ser usada contra cidadãos comuns, qualquer um! De quem será a responsabilidade?

Vejamos ainda o seguinte:
Há doentes que entram [pelo] próprio pé num hospital e saem no estado vegetativo e outros já nem saem de lá vivos: Erro médico mas ninguém vai para a cadeia;
Há juízes que condenam inocentes e outros que libertam criminosos que voltam a cometer crimes, muitos deles violentos, e nenhum vai para a cadeia porque não se pode beliscar a Autoridade do Estado. É que caso aconteça os Senhores Juízes passariam estar condicionados no momento de decidir. É exactamente o que acontece com os POLÍCIAS, estão extremamente condicionados no momento de decidir porque o risco da cadeia é real e não há desculpabilização para um erro policial, ainda que seja sobre delinquentes, ainda que seja para repelir um crime!
Precisamos que nos digam como deveremos agir!
Não podemos manter a Autoridade do Estado por nossa conta e risco! Alguém tem que assumir essa responsabilidade: Agimos até que ponto ou simplesmente não agimos? É preciso ter presente que a voz da POLÍCIA apenas é respeitada pelas pessoas de bem, mas com essas pessoas não resultam problemas, queremos saber como agir perante aqueles que não obedecem e até desafiam a Autoridade do Estado? Alguém dirá, levem-nos à justiça! Mas é exactamente isso que queremos que alguém diga, como levamos alguém à justiça contra a sua vontade, quando resiste e é fisicamente forte? Como fazemos cessar uma agressão contra nós ou contra um cidadão, se fisicamente estivermos em desvantagem? Deixamos agredir e identificamo-los depois? Deixamos de ser POLÍCIAS e passamos a ser identificadores de criminosos?
No passado, um delinquente era severamente punido pela moral social e isso, em muitos casos, era suficiente. Hoje tal não acontece.
Para uma melhor qualidade da actuação policial, exige-se que os cidadãos digam o que esperam de nós, como querem que o POLÍCIA mantenha a Autoridade do Estado, ainda que seja contra si, mas para o bem comum. O risco é cada vez maior e tal verifica-se no aumento da insegurança.
O ridículo já aconteceu:
Um cidadão fugiu para uma esquadra para se proteger e foi agredido lá dentro por quem o perseguia. Alguém perguntou como é possível tal acontecer? Acontece porque o POLÍCIA não pode fazer nada. Essa é a realidade que ninguém quer ver! Amanhã, quando casos ridículos se banalizarem, poderá ser tarde demais! Daqui a tomarem de assalto a esquadra… pouco falta! Até por brincadeira, mas é possível.

Vale a pena pensar nisto!

domingo, junho 14, 2009

Casamento entre pessoas do mesmo sexo

Por uns tempos pensei em não a subscrever, temendo que esta vaga de fundo fosse uma manipulação política daqueles mesmos que há uns meses se recusaram a aprová-la quando uma outra proposta foi feita no Parlamento para o mesmo efeito.
Ainda não sei se essas motivações politiqueiras existem, mas o certo é que em consciência não podia deixar de assinar tal documento, pois é o mínimo que se pode fazer para acabar com uma iniquidade que só persiste, repito, por causa da inexplicável politiquice que infecta a presente maioria parlamentar e o governo que ela apoia.



(espero em breve poder assinar uma nova petição para acabar com outra iniquidade: a lei da paridade!)

sexta-feira, novembro 07, 2008

Querem melhor argumento a favor da regionalização? (2)

Eis a minha primeira escolha para a chefia da Região Autónoma do Norte!...*






* A designação oficial ainda não está escolhida, Região Autónoma; Região Administrativa, Especial ou não; Couto ou Senhorio, enfim as possibilidades são imensas.

Querem melhor argumento a favor da regionalização?


... agora imagine-se quando todo o país estiver retalhado e entregue a meia dúzia de senhores feudais e seus apaniguados.

quarta-feira, setembro 24, 2008

Casamento entre pessoas do mesmo sexo

Defende um alto dirigente do PSD a realização dum referendo à possibilidade do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Defendo os referendos por princípio, aliás defendi o referendo para o aborto e para o último tratado da União Europeia e quero a realização dum novo referendo para a regionalização quando os políticos decidirem que é altura de a tentar de novo.
Não posso, nem aceito, a realização dum referendo para o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
A razão é simples: não sendo a homossexualidade uma opção individual - é-se, e pronto! - e vigorando o princípio moral e legal da igualdade dos indivíduos perante a lei, não se admitindo à mesma luz a discriminação dos indivíduos com base na raça, religião, opinião, deficiência física ou mental, não é tolerável a descriminação dos homossexuais no acesso ao casamento pleno com todos os direitos e deveres que disso advêm.

domingo, agosto 10, 2008

Starship Troopers, ou como serão os nossos fuzileiros

Caiu o último reduto masculino!
As mulheres já podem servir nos fuzileiros; o mais antigo corpo de combate português abriu as camaratas às mulheres e em breve aquela irmandade de homens passará a uma irmandade de homens - pois é, o colectivo continua a ser masculino.
Ainda me lembro – eu Matusalém me confesso – dos primeiros efectivos femininos nas Forças Armadas. Naqueles tempos longínquos, cadetes da Força Aérea foram acampar na Tapada de Mafra, entre eles havia umas gajas a quem o comandante da EPI disponibilizou o seu quarto pessoal no Calhau para essas poderem diariamente tratar da sua higiene pessoal.
Os camaradas de armas podiam tresandar de porco; podiam fazer a barba em meio cantil de água se a não quisessem fazer a seco; cagavam nas latrinas que cavavam – quando as havia – e mijavam atrás dos chaparros, mas as colegas não: tinham direito a chuveiro e bidé!...

Mas é evidente que tal como a Constituição da República postula, não pode haver discriminação de género – só é pena não se ter ainda reparado que também postula a não discriminação com base na orientação sexual – por isso as mulheres podem e devem servir nas Forças Armadas – mais uma vez também é pena que ninguém disso se lembrasse no tempo em que havia SMO e hoje não haveria tantas mulheres em melhor situação profissional que homens da mesma idade – mas que o façam exactamente como os homens sem excepções nem privilégios – como os daqueles dias chatos do mês.
Posto isto, nada a objectar.

domingo, julho 27, 2008

segunda-feira, julho 14, 2008

1506?...

A fuga das famílias ciganas do bairro da Quinta da Fonte temendo pelas suas vidas é um facto que não pode ser deixado impune da mesma forma leviana como a que presidiu à criação e manutenção deste e doutros bairros semelhantes.

É inadmissível que num estado de direito democrático regido pela Lei alguém seja forçado a deixar a sua casa porque é vítima de ameaças.

Isto faz lembrar o pior que a História da Europa tem para mostrar ao Mundo: as perseguições étnico-religiosas!... e não vi nenhuma das luminárias que após a divulgação das imagens dos desacatos apareceram a lançar postas de pescada - ministro incluído - a dar a cara depois da fuga das famílias para lamentar, que fosse, o sucedido.

Estão à espera do quê? Que o indianos comecem a perseguir os chineses? Que os brancos se atirem aos pretos?

sexta-feira, julho 11, 2008

GNR - Formação para a cidadania



Se mais razões não houvesse, esta bastaria para demonstrar a necessidade de pôr fim no militarismo da Guarda Nacional Republicana.

sábado, março 08, 2008

Porque hoje é Sábado



Edvard Grieg, Peer Gynt.


Dedicado especialmente aos Professores.

sábado, dezembro 22, 2007

O Admirável Mundo Novo Orwelliano


A paranóia securitária e de assepsia que atinge o país está a tornar-se numa caricatura ridícula ou a conduzir-nos a uma sociedade Orwell-huxleyiana?
Por todo lado proliferam mecanismos de vigilância sem qualquer controlo e sem verdadeiramente cumprirem os fins a que se destinam, reduzindo paulatinamente a liberdade individual.
O certo é que cada vez mais uma qualquer facadinha no matrimónio, o aliviar os macacos do nariz ou o ajeitar os testículos entalados nas cuecas se pode tornar na primeira página dos tablóides ou atascar as caixas de correio electrónico de todo o mundo.


Any society that would give up a little liberty to gain a little security will deserve neither and lose both.

sábado, dezembro 08, 2007

Couto de homiziados

Resolvia-se a maior parte dos problemas do Planeta se houvesse um poder justo no mundo que declarasse Portugal um couto de homiziados, aproveitando assim o facto de, por estes dias, a maior parte dos facínoras vivos ter agasalho em Lisboa e arredores.


Desenho de José Pádua retirado daqui.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

O circo vai começar...



... agora que a tenda já está montada e os palhaços já começaram a chegar!...

segunda-feira, novembro 19, 2007

GNR «esmurra» grevistas

Vamos a ver se os nossos sindicalistas entendem de uma vez por todas o que é a liberdade.

Em países livres como o são as democracias, existe o direito à greve.
Em países livres como o são as democracias, também existe o direito a não fazer greve.

Neste tipo de estados, ninguém pode ser proibido de fazer greve, como também ninguém pode ser obrigado a fazê-la.

Se há violação da liberdade individual quando se proíbe a greve, o mesmo acontece quando se é obrigado a fazê-la.

Em resumo: a liberdade de uns não pode ser a sujeição de outros.


Aguarda-se agora a outra versão dos factos.