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quinta-feira, outubro 20, 2011

sexta-feira, novembro 07, 2008

Querem melhor argumento a favor da regionalização?


... agora imagine-se quando todo o país estiver retalhado e entregue a meia dúzia de senhores feudais e seus apaniguados.

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

A Piolheira

Assinala-se hoje um dos acontecimentos mais significativos do processo histórico que levou à implantação do regime republicano em Portugal: a morte de D. Carlos.


D. Carlos I
1863-1908


A morte do rei resultou dum atentado. Hoje discute-se a moralidade do mesmo com uma paixão digna de há um século, quando uns queriam acabar com a monarquia e outros desejavam mantê-la. E discute-se na praça pública como se de um debate político actual se tratasse e não fosse antes um mero acidente histórico somente digno de estéreis teses académicas. Só que o próprio debate académico também está inquinado e não está imune à partidarite que afecta os debates dos leigos, dando razão a quem afirmou não haver História Contemporânea, mas somente política.

terça-feira, janeiro 01, 2008

Votos de Ano Novo: referendar o Tratado Europeu

O novo ano já chegou!
Portugal já não preside à União Europeia.
Portugal já não podemos influenciar os restantes estados da União (como se alguma vez isso fosse possível)...
Fico, pois, à espera da decisão do Primeiro-Ministro sobre o modo de ratificação o Tratado Europeu.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Mais um passo para o referendo europeu

Hoje é dado mais um passo no sentido da reconstituição do Sacro Império Romano-Germânico, mas também pode ser o recomeço de um império para os próximos mil anos.
O certo é que ninguém sabe para onde vamos e os iluminados que nos governam não se importam de nos manter nas trevas, já que quanto mais no escuro estivermos mais os seus pálidos brilhos parecerão deslumbrantes.
Contudo a luz que deles emana não passa de um mero reflexo do poder dos povos – ou isso é uma ilusão em que vivemos?

sábado, outubro 27, 2007

A votação do tratado europeu

Terminou agora a nossa votação para saber se os nossos leitores querem ou não um referendo ao novo tratado europeu. A afluência à urna não foi grande mas foi de qualidade – tal como nos dias que correm em que os votos de poucos valem mais que os dos muitos.
Computados os votos no Excel, o resultado final é:
Total de votantes: 12
Sim: 66,66%
Não: 25%
Eles é que sabem: 0%
Tratado, qual tratado?: 8,33%

Daqui se conclui que Eles não sabem, logo a decisão deve ser entregue ao povo.

Concluído isto, passe-se à próxima grande questão e sobre matérias mais prementes: A defecação canina nos espaços verdes urbanos. Tal como a outra, a votação decorre ao lado.

terça-feira, outubro 23, 2007

Os Iluminados (3)

Gostei de ler O Referendo do Tratado 1 de José Luís Malaquias, compreendo-o e até concordo com toda a análise que faz. Contudo não posso concordar com a conclusão.
A democracia directa, em sociedades pouco cultas, presta-se à demagogia e ao voto com os pés, em vez de se votar em referendo no que realmente está em causa.
No entanto, numa democracia representativa como a nossa quem vota as leis presta-se à carneirada: os nossos deputados votam no que lhes mandam votar, frequentemente sem consciência e ao arrepio dos interesses dos seus eleitores.
No caso os deputados dos dois maiores partidos nem têm mandato para aprovarem o presente tratado europeu, já que os programas dos seus partidos propunham claramente o referendo desta matéria.
Agora, se se teme a ignorância do povo, a manipulação demagógica e o voto de protesto, os iluminados (por oposição aos ignorantes) que nos governam e representam devem instruir o povo para que este verdadeiramente compreenda o que está em causa – a isso chama-se campanha –, pois se o povo pode ir atrás das suas demagogias quando se trata de escolher quem o governa, também é muito bem capaz de escolher se quer ou não submeter-se a este tratado.

segunda-feira, outubro 22, 2007

Os Iluminados (2)

Estão na moda afirmações elitistas do género:

Os que defendem o referendo sobre o Tratado de Lisboa já experimentaram lê-lo? E acham que algum cidadão comum consegue passar da segunda página? Não será tempo de deixar de brincar aos referendos?

Pergunta-se, então:

Os que defendem as eleições para a Presidência da República, para os parlamentos nacional e regionais e para as autarquias já alguma vez experimentaram ler os programas eleitorais dos concorrentes a essas eleições? E acham que algum cidadão comum consegue passar da segunda página?

Não será tempo de deixar de brincar às eleições?

sábado, junho 30, 2007

segunda-feira, junho 25, 2007

Pelo referendo ao novo tratado europeu


Os chefes de estado e de governo europeus estão a preparar-se para aprovar um novo tratado nas costas dos seus cidadãos. Portugal não é excepção e tanto o Presidente, como o Governo, como outras «forças vivas» da nossa democracia têm proferido declarações que indiciam irmos no mesmo caminho.
Temos de nos opor a estas intenções aparentes de quem se arvora em senhor da vontade alheia e exigir um referendo, e isto caso não queiramos viver numa imitação de democracia.
Não se trata de estar contra ou a favor do tratado em esboço ou da versão final que se venha a aprovar, trata-se tão só da defesa dum dos princípios basilares da democracia: o cidadão deve pronunciar-se sobre tudo o que tenha graves implicações no seu futuro.
Para este efeito, o Kaos – contundente como de costume – concebeu uma imagem para os blogues que queiram aderir à campanha da reivindicação dum referendo, imagem essa que já copiámos e colocámos na barra lateral.

domingo, junho 24, 2007

Assim não!

Julgava eu viver numa democracia (= governo do povo) mas nos últimos tempos tenho vindo a mudar de opinião, se é que alguma dúvida ainda me restava.
Este sentimento não resulta só de todas as trapalhadas em que os governos e muitos dos governantes se têm envolvido nos últimos tempos; também não resulta só de verificar que o capitalismo rentista tem sugado o erário público ao mesmo tempo que acusa os cidadãos de chularem o estado e de por causa disso terem de pagar todos os serviços públicos, além dos crescentes impostos; muito mais haveria a dizer, como tem sido dito e se continuará, certamente, a dizer.
Mas o que me leva hoje a escrever isto é a traição que o Presidente, o Governo e o Partido Socialista estão a preparar aos cidadãos portugueses e ao País.
Este tratado, como qualquer tratado internacional, condiciona a soberania das partes envolvidas, para o bem e para o mal. Não sei o que está em preparação, como julgo que ninguém saberá, se exceptuarmos alguns dos mais distintos elementos da brigada do marisco e canapé, mas, no pior dos casos, um tratado como este diminuirá muito o poder que Portugal tem hoje no seio da comunidade europeia. Abdicar de poder no quadro das relações internacionais é sempre muito perigoso e a soberania portuguesa, duma maneira ou de outra, está em causa com este tratado.
Assim, e a não ser que nos submetam pela força, caberá a nós, cidadãos portugueses, pronunciarmo-nos sobre o destino daquilo de que somos soberanos: a República Portuguesa.
Para decidir sobre esta matéria não é válida a invocação da democracia representativa pois, como já referi aqui anteriormente, o cidadão quando vota escolhe o mal menor e não está a passar cheques em branco a políticos, principalmente quando são da craveira dos que nos governam.

domingo, fevereiro 11, 2007

... e os próximos referendos são:

Tratado de União Europeia
e
Regionalização

... se os nossos políticos tiverem a coragem de deixar o povo decidir, o que eu sinceramente duvido.

sábado, outubro 22, 2005

Despotismo Iluminado

O Primeiro Ministro, José Sócrates, julga-se, agora, um déspota iluminado.
O déspota iluminado é aquele que, por as suas luzes serem superiores às dos restantes mortais, tem o direito de governar sem que para isso se tenha de submeter a qualquer jurisdição. O déspota iluminado é necessariamente bom, decide e age de acordo com a Razão, logo não há lugar a enganos, erros ou injustiças.
Os cenários que se perfilam neste momento relativamente ao aborto são desfavoráveis aos planos do Primeiro Ministro. Daí que dê o dito por não dito e esteja preparado para na Assembleia da República decidir aquilo que há meses dizia dever ser decidido pelo voto directo dos cidadãos.
Independentemente da posição que cada um possa ter sobre o aborto, o que está em causa é um iluminado querer impor ao país a sua razão, sem se importar com o que o país possa pensar disso.
Uma matéria que já foi referendada não pode depois ser legislada em sentido contrário ao do voto da maioria dos eleitores. Tal seria uma usurpação do poder daqueles que constitucionalmente o detêm – o povo.
Não é aqui válido o argumento (se é que este é alguma vez válido) que numa democracia representativa os deputados à Assembleia têm legitimidade para decidir sobre o assunto aborto. Os que assim o julgarem estão a sobrestimar as suas insignificantes importâncias, pois esquecem que o povo quando vota escolhe o mal menor e não passa cheques em branco, principalmente a políticos da craveira dos nossos. Além disso, ninguém pode arrogar-se no direito de votar em nome de outrém sobre matérias de consciência (e já agora de soberania).
Igualmente não é válido o argumento de que se trata duma promessa eleitoral de que esta matéria ficaria resolvida neste ano, já que, depois de tantas promessas quebradas, não seria o atraso de um ano no cumprimento desta que afectaria irremediavelmente a (pouca) confiança neste governo. E também aqui se aplica o acima referido sobre o voto no mal menor e a não passagem de cheques em branco.
Aliás, a situação em que se encontra o Primeiro Ministro só resulta da boa Constituição que o seu partido (com outros) impuseram ao país, um instrumento verdadeiramente kafkiano quanto ao processo eleitoral.