Em Portugal, há que ser especialmente talentoso para corromper. Não é corrupto quem quer mas só quem pode!
... Que Portugal é um país livre de corrupção sabe toda a gente que tenha lido a notícia da absolvição de Domingos Névoa.
O tribunal deu como provado que o arguido tinha oferecido 200 mil euros para que um titular de cargo político lhe fizesse um favor, mas absolveu-o por considerar que o político não tinha os poderes necessários para responder ao pedido. Ou seja, foi oferecido um suborno, mas a um destinatário inadequado. E, para o tribunal, quem tenta corromper a pessoa errada não é corrupto- é só parvo. A sentença, infelizmente, não esclarece se o raciocínio é válido para outros crimes: se, por exemplo, quem tenta assassinar a pessoa errada não é assassino, mas apenas incompetente; ou se quem tenta assaltar o banco errado não é ladrão, mas sim distraído. Neste último caso a prática de irregularidades é extraordinariamente difícil, uma vez que mesmo quem assalta o banco certo só é ladrão se não for administrador.
O hipotético suborno de Domingos Névoa estava ferido de irregularidade, e por isso não podia aspirar a receber o nobre título de suborno. O que se passou foi, no fundo, uma ilegalidade ilegal. O que, surpreendentemente, é legal. Significa isto que, em Portugal, há que ser especialmente talentoso para corromper. Não é corrupto quem quer. É preciso saber fazer as coisas bem feitas e seguir a tramitação apropriada. Não é acto que se pratique à balda, caso contrário o tribunal rejeita as pretensões do candidato. "Tenha paciência", dizem os juízes. "Tente outra vez. Isto não é corrupção que se apresente."
domingo, março 13, 2011
Este país não é para corruptos!!
sábado, abril 25, 2009
Sermão Dominical

Pese embora a insistência dos nossos meios de comunicação, de há muito que isto não é notícia digna da abertura dos telejornais ou da primeira página dos jornais.
Descobri por estes dias que Portugal se limita a ter unicamente nove santos nos altares católicos, um número que é o mais reduzido de toda a cristandade europeia.*
Pese embora o facto de, tal como com outros indicadores, em Portugal se ter verificado algum crescimento nos últimos anos, ainda assim esses números não traduzem qualquer recuperação ou subida nas classificações internacionais, porque os nossos parceiros na Cristianitas conseguem índices de crescimento superiores ao nosso.*
Contra este atraso temos todos de nos empenhar.
Não proponho que nos tornemos virtuosos ao ponto de todos nós vermos um dia a embelezar os altares, algo que não será difícil pois em breve seremos mais miseráveis que Jó. Também não quero que abdiquemos de nenhum dos sete pecados capitais - eu pelo menos quero continuar a recair nuns quantos deles. Proponho tão só que abracemos a causa de elevar o nosso país na escala internacional e que para isso pugnemos junto de quem de direito pelos nossos heróis.
Enchamos as nossas igrejas em ruínas com muitos novos santinhos e talvez, quando a crise passar lá fora, os turistas venham admirá-los à West Coast of Europe e ao Allgarve.
sábado, novembro 22, 2008
Capelas e capelinhas...

segunda-feira, agosto 04, 2008
Se o ridículo matasse...
E já agora, na mesma linha do título desta posta, repare-se no janota de casaco camuflado e calças de tyrilene...
Felizmente não mata e por isso bem pode o comandante português gabar-se ter cumprido a sua missão por ter trazido de volta todos os homens que levou. Por tão magnífico feito deve requerer de imediato a satisfação dos seus serviços pedindo o hábito de Cristo para ser servido com uma comendazita prá despesa.É que bem orgulhoso pode estar. Os seus 60 bravos soldados* para além de conseguirem voltar vivos, ainda arranjaram maneira de não perder o equipamento. A Nação orgulha-se e o Erário da República também agradece.
*60 homens! O equivalente a dois pelotões de atiradores comandados por um tenente-coronel, oficial superior habilitado a comandar, no mínimo, um batalhão (c. 600 homens).
sexta-feira, julho 11, 2008
GNR - Formação para a cidadania
sábado, abril 26, 2008
quinta-feira, janeiro 24, 2008
Haka Barrosã
terça-feira, novembro 27, 2007
É Só Fachada
Contudo, José Sócrates perdeu a oportunidade de transformar Sérgio Pedrosa – assim se chamava o soldado – num herói morto por uma causa superior. Mas não. O jovem soldado teve a morte mais prosaica que existe em Portugal: o acidente de viação. A sua morte, ocorrida a milhares de quilómetros de distância, poderia ter-se dado numa qualquer estrada nacional, no que seria mais uma das centenas que anualmente marcam a guerra civil portuguesa.
Assim, a sua morte, ocorrida numa missão totalmente destituída de sentido, foi completamente inútil, ainda mais do que se tivesse ocorrido por acção inimiga.
Este é o governo que temos e estas são as forças armadas com que nos pavoneamos.
quarta-feira, julho 04, 2007
Reciprocidade II
A TAAG foi proibida pela Comissão Europeia de voar para a Europa.
O governo angolano retalia e prepara-se (ou já o fez) para proibir as companhias aéreas europeias de voarem para Angola.
Será que naquele país de anedota não há quem ache que melhor seria resolver os problemas da TAAG que estiveram na base de tal proibição, ou não sendo essas razões reais não deveriam ser contestados com factos? É que quem se lixa nisto tudo não são as companhias aéreas europeias são os angolanos e a economia angolana.
Mas enfim, daqueles governantes espera-se tudo, até reciprocidade.
Já agora, nesta proibição europeia também está incluído o avião pessoal do presidente angolano?
sábado, maio 26, 2007
O que seria de nós sem os bifes?
Os versados comentadores de Além-Mancha, como sempre pensaram e frequentemente o disseram, de imediato viram aí mais uma prova da incompetência portuguesa para lidar com o caso.
Sendo a suprema competência britânica em todos os domínios físicos, parafísicos e metafísicos um facto insofismável, e não havendo outro modo de fazer as coisas que não o inglês, temos de estar em completo acordo quanto à conclusão desses peritos.
É, pois, tempo do governo imperial de S. M. ouvir as justas e constantes reivindicações dos seus súbditos e pôr fim imediato ao bárbaro Home Rule português, impondo a sábia, benigna e civilizadora Common Law.
sexta-feira, maio 11, 2007
terça-feira, março 13, 2007
Reciprocidade
Angola – usando do principio da reciprocidade – proibiu a condução de viaturas automóveis por detentores de cartas portuguesas.
A medida até podia ser gravosa para incautos portugueses caso Angola não fosse um dos países do mundo onde é mais fácil e barato comprar uma carta de condução... de qualquer nacionalidade.
sábado, novembro 11, 2006
11-11-1918
Uma data duma guerra hoje esquecida entre nós e da qual já não haverão sobreviventes.
Nela participaram soldados portugueses mal treinados, mal equipados e mal comandados.
Muitos ficaram estropiados, mais gazeados, muitos outros morreram gloriosamente como tordos em dia de abertura de caça.
Descansem em paz.
segunda-feira, outubro 30, 2006
Antigos Combatentes
De 300 euros vai-se reduzir para 150 – sim, porque quando o Governo anuncia um estudo é porque a decisão já está tomada!
Fica o aviso a todos os que ponderam a possibilidade de servir o País nas Forças Armadas sem frequentar as academias dos diferentes ramos e afins: não se deixem levar pelo canto da sereia, porque a recompensa não vai chegar para um prato de lentilhas!
Por aqui se mostra o respeito que César tem pelos seus legionários:
massacra-os em guerras vãs, fá-los conduzi-lo ao poder e deixa-os morrer na miséria.
Volta Pompeu!... Volta Sétimo!...
domingo, outubro 22, 2006
O Pior Português de Sempre
O Inimigo Público e o Eixo do Mal lançaram um louvável concurso público para a eleição do Pior Português de Sempre.
Pelo grande carácter pedagógico que pode ter divulga-se aqui, apelando-se à participação de todos.
A minha nomeação e o meu voto vão desde já para o Cardeal Rei D. Henrique.
São factos decisivos para esta nomeação de ignomínia:
· o seu papel enquanto inquisidor-mor, simbolizando ele tudo o que de esta instituição contribuiu para o atraso mental, intelectual, económico, social e político do país;
· por, enquanto inquisidor-mor – e simbolizar uma vez mais a instituição –, ter lançado as bases de outras inquisições de má-memória, como a PIDE, DGS, COPCOM, Opus Dei e Gabinete de Segurança do Primeiro Ministro;
· pelo seu fanatismo religioso e caridade cristã que o levou a converter a Cristo – à porrada e sob pena de morte – os hereges cristãos-novos, luteranos, calvinistas, bruxas e sodomitas;
· pelo seu falhanço na orientação do sobrinho-neto, D. Sebastião, levando-o ao suicídio depois de conduzir ao massacre os melhores dos portugueses;
· pela sua incompetência para gerar um herdeiro para a Coroa de Portugal, falhando na principal função dum rei que é deixar os seus genes no sucessor;
· pela sua hesitação – constatada a incapacidade de gerar herdeiro – em nomear um sucessor para a Coroa de Portugal;
· pelo crime de lesa-pátria ao facilitar a entrega da Coroa de Portugal a um estrangeiro.
Tão infame currículo garante certamente o primeiro lugar na lista dos portugueses indignos.
quinta-feira, outubro 05, 2006
quarta-feira, setembro 20, 2006
Generais
Conclusão
Tendo em conta a patente que na NATO se dá ao comandante dum escalão com esses efectivos, o posto de general na GNR é inferior posto de brigadeiro ou general de brigada, se não mesmo inferior ao posto de coronel, enquanto que o posto ocupado pelo mesmo general no Exército fica entre o de capitão e o de major.
Sugestão
Juntar todos os oficiais generais numa única força e mandá-la para o Afeganistão, Líbano, Kosovo ou Ruanda (juntos devem formar o efectivo mínimo para uma companhia de atiradores). Na eventualidade do reumático, artrite, hemorróidas ou qualquer outro padecimento do foro geriátrico, colocar na situação de baixa alguns desses homens, esse efectivo pode ser completado com os seus motoristas e impedidos (todos juntos já formam um batalhão de infantaria embora sem CAC nem CCS, mas o que é bem melhor do que mandar uma companhia de engenharia para o Líbano sem qualquer outro apoio que não as esmolas dadas por aliados piedosos).
Conselho a seguir religiosamente
sábado, julho 22, 2006
Juiz em causa própria ou a Lei da Rolha
Ora, os dois sindicalistas criticaram publicamente o director nacional da PSP e o Governo – para isso fizeram uso do seu direito constitucional de livre expressão de opinião.
Essas declarações não ficaram a dever o que fosse à verborreia desbragada por vezes usada na Casa da Democracia, também conhecida por Parlamento, e ficaram muito aquém das cavaladas com que o paxá da Madeira e seus esbirros nos brindam frequentemente.
O Governo e o director geral da PSP, se se sentiram ofendidos – e têm toda a legitimidade para tal – deviam dar o exemplo e fazer o mesmo que qualquer pessoa de bem faz nestas situações: ignora ou pede satisfação em tribunal.
Pessoas de bem não usam o seu poder (ainda por cima o poder que lhes é delegado pela sociedade) em benefício próprio.
Ou será que voltámos 500 anos atrás bastando ao poder invocar a sua «certa ciência e poder absoluto»?
Pois bem, PENSO QUE [um direito constitucional que me assiste] este director geral da PSP não serve nem para dirigir os escuteiros – seria um fraco exemplo a seguir – e que este Governo não respeita a PSP, aliás não respeita as pessoas dum modo geral.
quinta-feira, outubro 13, 2005
Vergonha de ser Português II
Nem um médico ou sequer uma tenda ou um simples cobertor pra lá foi enviado por entidades oficiais.
Pois fiquem a saber que hoje 13.10.05, partiu do Aeroporto de Lisboa, por volta das 12h30m, um avião carregado de gente da Protecção Civil entre os quais médicos, enfermeiros, policias, bombeiros e por último uma resma de generais aposentados e ainda outros quantos paralíticos daqueles que se arrastam diariamente pelos corredores do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil... com destino á Sicília (Itália), imaginem a fazer o quê?
Hehehehe, nada mais nada menos do que... meus senhores... pois bem, PARTICIPAR NO MAIOR SIMULACRO DE UM TERRAMOTO ALGUMA VEZ REALIZADO EM ITÁLIA.
Nem se quer vou especular sobre os gastos que este passeio vai representar ao orçamento de estado, acredito apenas que daria pra comprar uns bons milhares de cobertores.



