- Miguel Sousa Tavares: DA OPUS DEI À MAÇONARIA: A INCRÍVEL HISTÓRIA DO BCP, no Jumento
domingo, dezembro 30, 2007
sábado, dezembro 29, 2007
sexta-feira, dezembro 28, 2007
Ano Novo
Mas com pouco esforço conseguiremos fazer
um 2008 pior.
Aos que não o fizeram mas que teriam gostado de o fazer, compreendemos, por isso obrigado na mesma.
A todos quantos por aqui foram passando, votos de um bom ano.
quinta-feira, dezembro 27, 2007
domingo, dezembro 23, 2007
sábado, dezembro 22, 2007
O Admirável Mundo Novo Orwelliano
A paranóia securitária e de assepsia que atinge o país está a tornar-se numa caricatura ridícula ou a conduzir-nos a uma sociedade Orwell-huxleyiana?
Por todo lado proliferam mecanismos de vigilância sem qualquer controlo e sem verdadeiramente cumprirem os fins a que se destinam, reduzindo paulatinamente a liberdade individual.
O certo é que cada vez mais uma qualquer facadinha no matrimónio, o aliviar os macacos do nariz ou o ajeitar os testículos entalados nas cuecas se pode tornar na primeira página dos tablóides ou atascar as caixas de correio electrónico de todo o mundo.

Any society that would give up a little liberty to gain a little security will deserve neither and lose both.
sexta-feira, dezembro 21, 2007
quarta-feira, dezembro 19, 2007
segunda-feira, dezembro 17, 2007
O Tratado Europeu descodificado
- Miguel Portas: aqui, aqui, aqui e aqui... continua...
- Boss: Como é que se sai da UE?
- Por outro lado, os tratados que o país já devia há muito ter assinado continuam por assinar...
sexta-feira, dezembro 14, 2007
O Tratado Europeu, versão digest
Querem uma constituição?
quinta-feira, dezembro 13, 2007
Mais um passo para o referendo europeu
Hoje é dado mais um passo no sentido da reconstituição do Sacro Império Romano-Germânico, mas também pode ser o recomeço de um império para os próximos mil anos.O certo é que ninguém sabe para onde vamos e os iluminados que nos governam não se importam de nos manter nas trevas, já que quanto mais no escuro estivermos mais os seus pálidos brilhos parecerão deslumbrantes.
Contudo a luz que deles emana não passa de um mero reflexo do poder dos povos – ou isso é uma ilusão em que vivemos?
segunda-feira, dezembro 10, 2007
O balanço da cimeira UE-África
sábado, dezembro 08, 2007
Couto de homiziados

quinta-feira, dezembro 06, 2007
Dez coisas sobre mim
- Gosto do anonimato.
- Gosto de chocolate.
- Gosto de cerveja na esplanada junto ao mar.
- Gosto do meu país.
- Gosto de valores que orientem a minha vida.
- Não gosto de mentirosos e desonestos.
- Não suporto imbecis e burocratas políticos.
- Irrita-me o provisório definitivo.
- Abomino o caos urbanístico.
- Detesto a falta de gestão e organização do meu país.
quarta-feira, dezembro 05, 2007
Porque é que os portugueses não têm mais filhos?

Quem não conhece casais que têm uma vida relativamente boa e quando existe uma gravidez, ela é rapidamente despachada para casa com um subsídio da Segurança Social, se tiver sorte?
Quem está disposto a abdicar da sua carreira e do seu trabalho, que também lhe garante o sustento, para ter filhos? Ser mãe ou pai deve ser um sacrifício pessoal e financeiro ou deve ser antes o glorificar da vida e da vida familiar?
Obviamente que muitos casais podem passar por um sacrifício, mas para a maioria isso é massacrar a família. O que deveria ser uma felicidade torna-se num pesadelo quando não há dinheiro para o leite, para roupa e se tem de recorrer a toda a família, aos amigos, vizinhos e instituições de caridade para mitigar as dificuldades. Uns dão as roupas dos primos, os sapatos do vizinho, a cama do conhecido…
Mas a vida duma criança não é apenas garantida pela satisfação das necessidades fisiológicas. Quando crescer os seus pais querem que tenha uma boa educação, uma boa saúde e acima de tudo que seja feliz. Para isso é necessário… dinheiro. E para que os pais o tenham é necessário que estes tenham um trabalho regular dignamente remunerado.
Contudo, hoje não há trabalhos remunerados regulares. A vida vive-se no fio da navalha. Ganha-se durante uns meses e é necessário poupar para os meses em que não haverá rendimento. As despesas, essas não desaparecem.
As crianças dos nossos subúrbios crescem sem estarem em contacto com os seus progenitores, pois estes têm de se desenvencilhar com dois ou mais trabalhos para fazer frente às necessidades da família. Muitos saem de casa às seis da manhã para chegarem às oito ou nove da noite a casa. Que tempo têm eles para dedicar aos seus rebentos?
As crianças frequentam escolas superlotadas dominadas por gangs enquanto os professores são vistos como parte da paisagem (pelo menos os mais afortunados). A função das escolas tende a ser vista cada vez mais como um depósito para ocupação dos jovens em vez terem a sua primordial e essencial função que é (para quem não sabe) ensinar e preparar os jovens para a vida.
Quando uma criança adoece não tem médico de família, os centros de saúde estão cheios e há que recorrer ao hospital onde se gasta, pelo menos, um dia à espera de ser atendido – mas é evidente que com uns meros 75 euros o médico privado também é uma solução, ao mesmo tempo que lá se vai o dinheiro reservado para o pagamento do gás e electricidade.
As exigências da vida actual aos indivíduos e as dificuldades postas às famílias conduzem obviamente à limitação de nascimentos. Não, não é egoísmo das pessoas ou dos portugueses em geral. É ser realista. É querer dar aos filhos, no mínimo, o mesmo que se recebeu quando se era criança. É ter disponibilidade para os acompanhar e ajudar a formarem-se como pessoas. Quando existem condições sociais, de emprego, de estabilidade económica e financeira, de manutenção das aspirações das pessoas nas carreiras, os filhos surgem. Veja-se os casais de emigrantes portugueses em França ou na Suíça.
Não são os incentivos monetários, como se faz na Alemanha, que levam os casais a ter mais filhos. As mulheres hoje querem ter filhos sim, mas também querem estar integradas na sociedade e nos seus trabalhos e carreiras profissionais. Quando se dá um subsídio para a mulher ficar em casa para ter filhos isso é limitar-lhe a sua capacidade como cidadã e como pessoa. As mulheres são mais do que meras parideiras, já provaram e continuam a provar isso. É patética toda a pressão para que as mulheres voltem à “esfera do lar” pois essa configuração social já não faz sentido, pelo menos para a esmagadora maioria das mulheres (que representam cerca de 50% da população portuguesa). E não nos devemos esquecer que essa foi uma das conquistas do século XX em Portugal e as mulheres não vão abdicar dela.
Como nascerão mais portugueses? Cada um sabe o que pode e deve fazer.
domingo, dezembro 02, 2007
sábado, dezembro 01, 2007
Gostei de Ler
- O Jumento: Fónix (phone-ix)!
- Pedro Sales: O Big brother está de olho nos nossos mails
- JN: A resposta do Bispo militar
- Combustões: Valor e cumplicidade
sexta-feira, novembro 30, 2007
terça-feira, novembro 27, 2007
É Só Fachada
Contudo, José Sócrates perdeu a oportunidade de transformar Sérgio Pedrosa – assim se chamava o soldado – num herói morto por uma causa superior. Mas não. O jovem soldado teve a morte mais prosaica que existe em Portugal: o acidente de viação. A sua morte, ocorrida a milhares de quilómetros de distância, poderia ter-se dado numa qualquer estrada nacional, no que seria mais uma das centenas que anualmente marcam a guerra civil portuguesa.
Assim, a sua morte, ocorrida numa missão totalmente destituída de sentido, foi completamente inútil, ainda mais do que se tivesse ocorrido por acção inimiga.
Este é o governo que temos e estas são as forças armadas com que nos pavoneamos.
segunda-feira, novembro 26, 2007
Pelo Correio
"We have George Bush, Stevie Wonder, Bob Hope and Johnny Cash."
Respondem os portugueses:
"We have José Sócrates, no wonder, no hope and no cash."
sábado, novembro 24, 2007
Porque hoje é sábado
Nicolo Paganini, Moto Perpetuo, por Yehudi Menuhim
Uma prova de fogo só ao alcance de alguns.
sexta-feira, novembro 23, 2007
terça-feira, novembro 20, 2007
segunda-feira, novembro 19, 2007
GNR «esmurra» grevistas
Em países livres como o são as democracias, existe o direito à greve.
Em países livres como o são as democracias, também existe o direito a não fazer greve.
Neste tipo de estados, ninguém pode ser proibido de fazer greve, como também ninguém pode ser obrigado a fazê-la.
Se há violação da liberdade individual quando se proíbe a greve, o mesmo acontece quando se é obrigado a fazê-la.
Em resumo: a liberdade de uns não pode ser a sujeição de outros.
Aguarda-se agora a outra versão dos factos.
domingo, novembro 18, 2007
Sermão Dominical
sábado, novembro 17, 2007
Informação para a ERC
Contudo, sem abdicar da liberdade de expressão, submete-se de bom grado às leis e órgãos superiores da República quando estes últimos legitimamente agirem no quadro constitucional vigente.
Feito este interlúdio, podemos voltar ao avacalhanço.
Cadafi quer acampar em Lisboa

As nossas fontes geralmente mal informadas confidenciam-nos que agora é o Mugabe a querer uma cagadeira de ouro e que o rei de Marrocos quer o palácio da Ajuda só para si, mas sem o Hermitage - consta também que quer assar uns cordeiros na biblioteca.
Os serviços do protocolo de estado temem agora que outras delegações venham com outras exigências pelo que já solicitaram às autoridades espanholas e madeirenses a disponibilização de espaços, antecipando-se assim qualquer eventualidade.
O Conselho de Ministros e o Conselho de Estado reunir-se-ão brevemente para decidir sobre a invocação do direito de aposentadoria, tendo pedido para o efeito um parecer ao Tribunal Constitucional.
segunda-feira, novembro 12, 2007
Vozes de burro
Gabriel Drumond, deputado do PSD à assembleia regional da Madeira, numa tirada digna de compêndio de imbecilidades afirmou que se a República não se vergar à sua chantagem o parlamento regional deverá proclamar a independência.Gostei de Ler
- Domingos Freire Cardoso: Lamento de um professor
- Gonçalo Magalhães Colaço: Portugal, Afeganistão e Desorientação Estratégica
domingo, novembro 11, 2007
sábado, novembro 10, 2007
sexta-feira, novembro 09, 2007
quarta-feira, novembro 07, 2007
A quinta linha da página 161 do livro mais à mão
Não gostaria de ser um quebra-correntes, por isso resolvi continuar a 5ª da 161ª, proposta pela Shyznogud do Womenage A Trois.Não é a 5ª essência, mas é o que se arranja.
Estou a ler Uma História de Amor e Trevas de Amos Oz cuja quinta linha da página 161 é o seguinte:
Ouvia sempre as palavras terríveis "al teza-ken" (não envelheças).
Esta é a parte mais fácil. Agora resta passar a batata quente a:
Blogador
Vladimir da Lapa
Notas ao café
O Piolho da Solum
O Jumento
Afinal já sei o que vou postar hoje
Andava prá’qui a matutar que devia postar qualquer coisita qu’isto anda um bocado pró morto e eis quando a Shyznogud me lança um desafio: abrir um livro ao calha e transcrever a 5.ª linha da página 161.
Estou enterrado em papel. Entre livros, revistas e folhas soltas a sorte cai em segunda escolha (a primeira era uma seriação de topónimos) na Reformação da Milícia e Governo do Estado da Índia Oriental de Francisco Rodrigues da Silveira e a frase, saída das profundezas do século XVII, não podia ser melhor.
«excelentes leys, porém não há usar dellas. E se não há de aver executarem-»
Respondido ao desafio, aproveito para dar a frase completa:
«De maneira que temos [em Portugal] muy excelentes leys, porém não há usar dellas. E se não há de aver executarem-sse e porem-se por obra, de qué nos servem, ou como se podem chamar boas leys aquellas de que se não tira proveito algum?»
Passo o repto a: Puro Arábica (e vão três), Rei dos Leittões (se é que lê alguma coisa…) e Maria… que eu sei que lê!
domingo, novembro 04, 2007
sábado, novembro 03, 2007
Público, só para alguns

Não, não cometi nenhum crime. Não tenho um trono em casa. São, sim, duas boas cadeiras de escritório em madeira maciça por mim recolhidas do lixo dessa instituição quando esta, cheia de dinheiro para esbanjar, as substituiu por novos assentos de material compósito e desenho moderno. Um pouco de lixa fina e Bondex deixou-as como novas. Aliás, estão agora em melhor estado do que as suas substitutas mais novas mas de qualidade incomensuravelmente inferior.
Outras histórias, bem mais graves, me ocorrem sobre os desmandos a que está sujeito o que é de todos nós. Por exemplo, qualquer representação portuguesa no estrangeiro pode requisitar aos museus peças em depósito para decorar as suas instalações e assim dignificar a representação do Estado. Anos depois ninguém sabe onde param essas peças, nem os museus, nem as embaixadas, nem pessoa alguma. Resultado: o que era público foi anonimamente privatizado. Um outro tipo de situação demasiado frequente passa-se quando um dirigente ou alto funcionário requisita, e bem, para o seu trabalho uma determinada peça ou documento públicos e depois nunca mais os devolve à proveniência e quando solicitado para o efeito ainda fica ofendido, acabando esse bem por se extraviar quando mudam as pessoas envolvidas ou se dá uma das inúmeras reformas que a nossa administração pública é fértil sempre que muda um governo ou uma direcção.
Neste país, onde as instituições se confundem com as pessoas que estão à sua frente, é frequente os dirigentes e funcionários das mesmas considerarem-nas como propriedade sua. Daí até passarem a usufruir dos bens dessas instituições vai um pequeno passo, chegando ao ponto de se negarem a cumprir as suas obrigações para com o cidadão que a elas recorre.
No meio de tudo isto ninguém é responsabilizado ou alguém ainda se lembra do episódio das jóias do Palácio Nacional da Ajuda?
Porque hoje é sábado II
Bach, Concertos de Brandenburgo, N.º 3 (BWV 1048),
pela Orquestra Barroca de Freiburgo






