Se eliminarmos o Estado tudo o resto fica bem.
Só não sei como manter as religiões sem um estado que as protejam; também não sei como funcionaria uma economia sem estado, ou uma justiça.
Mas, palpita-me, Hobbes terá reflectido sobre isso.
A homossexualidade é contagiosa, apanha-se na infância e, pese embora o facto de se poder ocultar durante toda a vida, continua a manifestar-se sob a sua forma reprimida, transferida e sublimada.
Esta conclusão deduz-se facilmente da epifania do arrebatado Jerry Falwell tida no ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1999, meses antes da Lua ser lançada para fora da órbita terrestre, dando assim cumprimento à profecia de que um lunático reprimido apareceria para guiar a humanidade sublimada em direcção às trevas.
Desde então as luzes têm vindo a esmorecer enquanto que os seus discípulos continuam paulatinamente a porfiar nos seus desígnios duma teocracia universal, asséptica e obscurantista.
Ontem o sexo dos anjos, hoje o Tinky Winky, amanhã o mundo.


Imagens retiradas daqui.
Como não há dinheiro para grandes aventuras segui o velho lema do "Vá para fora cá dentro". Como não gosto de seguir a carneirada para o famoso Allgarve, decidi explorar o interior de Portugal. Nos muitos e belos recantos do nosso país, redescobri a Lousã. Belo lugar, para se repousar e para ficar com stress de não ter stress!Via Sol cheguei ao eminentíssimo The Times e não acreditei nos meus olhos.
Será que esta gente não se enxerga?
Segue-se a transcrição de verbo ad verbum.
June 8, 2007
Madeleine officers defend their regular two-hour lunches
David Brown in Praia da Luz and Thomas Catán in Madrid
Senior officers involved in the search for Madeleine McCann have been seen regularly going out for two-hour lunches. As her parents completed 13 gruelling interviews and meetings with politicians in Berlin on Wednesday, two of the leading officers in the case were seen enjoying a leisurely lunch.
Chief Inspector Olegario Sousa and Goncalo Amaral, the head of the regional Policia Judiciaria, joined two other men at a speciality fish restaurant called Carvi a few minutes’ walk from police headquarters.
A fellow diner said the men laughed and joked as the McCanns appeared on a television news broadcast.
“They asked for the Portuguese TV news to be switched on and sat at the table watching it,” he said. “Madeleine’s parents had given a press conference in Berlin . . . The police were laughing and joking among themselves while it was on. They seemed to be sharing some sort of in-joke. I thought that laughing like that in public was in really poor taste.”
The party shared a bottle of white wine and there was what appeared to be a bottle of whisky on the table during the lunch, which lasted almost two hours. The fellow diner said: “Someone on another table seemed to know them and joked about them having two-hour lunches and knocking back Johnnie Walker Black [Label].”
Mr Sousa, the official spokesman for the investigation, defended the officers when asked if he thought it was acceptable for them to drink wine and whisky in their lunchtime while involved in such a major investigation.
“It is very, very sad but a person’s free time is for lunch,” he said. “The persons are in charge in the day, they are working in the day but they must eat and drink, it is normal. I drink what I want to drink when I can drink.”
Asked whether it was normal for police to drink whisky at lunchtime, he replied: “I don’t have to answer that because the persons during lunchtime do what they want to do. It is free time. They are not working at that time.”
When told that he had been seen drinking whisky and wine with colleagues, he replied: “I still say to you what I do in my free time is only responsible and in my interest. It is my lunchtime. What does it have to do with you what I drink or what I eat? Have you seen anyone drunk? Have you seen any action deterred by that?”
Madeleine’s family reacted with shock at news of the police’s behaviour. Her grandmother, Eileen McCann, 67, said: “I’m not happy about that. My worries are for Kate and Gerry.”
The missing girl’s aunt, Philomena, said: “If it were detectives from Scotland Yard there would be absolute uproar. But we have to let them get on with their work because that’s all we have to rely on.”
Have your say
Please keep on updating us on whatever you can get. We appreciate your work.
Edith, Harrogate, UK
While it may be a bit much to expect officers not to laugh or eat (seriously, no one can really expect this can they?) I am quite shocked at the idea that it is acceptable to drink while on a lunch break, no matter what your job! Especially when this is an important job with a lot of responsiblity and a need for attention to detail. Drinking ANYTHING slows reaction times and affects performance in EVERY way, and "knocking back" a strong spirit would make it very difficult for these officers to do their job properly on their return from the break. If I did this (and I have nowhere near the level of responsiblity that they do in my job) I would be sacked immediately for getting drunk (or even a bit tipsy) and then showing up to work. I feel that these officers should be reprimanded for an activity that affects their job performance, and for a lack of discretion in general.
Marianne, London,



O filme de animação de explicação da sexualidade a crianças transmitido ontem pela RTP2 encontrou a oposição dos mesmos de sempre: daqueles para quem a sexualidade é um crime, ou pior ainda um tabu que em caso algum pode ser discutido. Preferem por isso a ignorância, o obscurantismo e a duplicidade ao conhecimento da realidade, por muito desagradável que lhes seja (o que eu duvido).
Não me vou alargar mais sobre o tema porque sobre isso já há intervenções suficientemente claras e objectivas contra a hipocrisia desta gente:





Um militar da GNR vai cumprir, durante esta semana, uma suspensão de seis dias, aplicada pelo comando da GNR por um alegado crime de insubordinação. No princípio de 2005, o soldado, então ao serviço do Regimento de Cavalaria (RC), recusou caiar uma parede. Do processo disciplinar que lhe foi instaurado, foi extraído um inquérito criminal, no qual foi considerado inocente.
Armando Ferreira, presidente do Sindicato Nacional de Polícia (SINAPOL), contou à agência Lusa que é arguido num processo disciplinar por se apresentar numa junta médica sem a farda de cerimónia, que tentara em vão adquirir.
Somos uma república de pavões, tal como fomos um reino de araras e catatuas.
Gostamos de formalidades cortesãs e representações vazias de conteúdo.
Temos bacocos incompetentes que tudo fazem para agradar ao poder como forma fácil de se chegarem ao próprio poder.
Quer-se o poder não para o exercer produtivamente mas para servir de penacho.
E quando o poder se invoca a si próprio, cioso das suas prerrogativas, mais não faz que um exercício medieval de prepotência como o é nos casos em epígrafe.

... fazendo as contas...
o Estado perdeu 138,2 milhões de contos.

Confesso que sou um apreciador de Arte e um frequentador de Museus e Exposições. Contudo, isso não me torna num especialista, é certo!
de crédito que possuía e que se foram acumulando no bolso sem saber como; por essa altura também encerrei umas quantas contas bancárias e de títulos mobiliários que tinha em diversas instituições. De tudo pagava inúmeras taxas e comissões que iam enriquecendo os banqueiros ao mesmo tempo que me iam sangrando lentamente. Concentrei toda a minha actividade financeira numa única instituição e conservei um único cartão: o Multibanco.
Isso terá inclusivamente um efeito secundário benéfico: deixar de pagar anuidades pelo dito. A partir desse momento passarei a pagar todas as minhas despesas em espécie, independentemente do valor em causa ou do local de pagamento (levo um livro e vou para a bicha); também nesse dia começarei a cobrar os trabalhos que faço como independente em notas do BCE, da Federal Reserve, em ouro, prata ou troca de serviços - e isto antecipando o aumento do custo dos cheques e das transferências electrónicas pela Internet.
600 anos de aliança (a mais velha do mundo, dizem); 300 anos de subserviência política e económica; 50 anos de destino de férias de milhões; 2 meses decorridos do começo da campanha ALLGARVE e Portugal continua a ser desconhecido pelos ingleses.
Se não veja-se esta tirada do respeitável Independent a propósito do caso da menina inglesa desaparecida e do papel dos media:
Some here [in Portugal] believe that the British [media] presence, in all its insatiable intensity, has shaken the Portuguese police service from a secrecy which is an overhang from the Communist regime, which remained until the revolution of 1974.
Mas também quem é que verdadeiramente se preocupa com a história dos seus criados?
Não é este o nosso futuro?
Liberal, como se pretende apresentar, insurge-se contra os excessos do Estado na regulação da vida pública e, liberal, como todos os liberais, acaba por defender a regulação pelo Estado da vida privada dos indivíduos - ainda estou para compreender porque é que os socialistas gostam de se imiscuir nas esferas privadas e os liberais nas públicas, quando apregoam exactamente o contrário.
(Última actualização: 19-08-2007)
Com isto quer-se poupar uns cobres à custa de quem menos pode, mas ao mesmo tempo gastam-se rios de dinheiro com espectáculos públicos como são as paradas de opereta.
Uma coisa é certa – e isto é uma declaração de interesses – não gosto de Alberto João Jardim, ponto. Para mim é, de há muito, a figura mais execrável do panorama político nacional.
Não estou a pensar nas ameaças separatistas (que configuram o crime de traição à pátria), nem nas advertências do ressurgir da FLAMA (que configura o crime de terrorismo), nem nos remoques estúpidos aos cubanos (que são tiros no pé, já que está a insultar os seus insignes antepassados). Tudo isto são apogeus do seu populismo rasca, do seu discurso desbragado, chantagista e trauliteiro. O que sobretudo abomino é o modo como transformou a democracia numa fantochada; num regime medieval moral e, provavelmente, materialmente corrupto.
O desgraçado arquipélago da Madeira tornou-se nestes longos 33 anos num feudo onde os que se opõem ao soba da ilha são marginalizados, escorraçados e afastados da possibilidade de terem uma vida digna. Naquelas belas ilhas impera o nepotismo e o clientelismo mais desavergonhado.
Os seus chefes políticos são como mafiosos que protegem os seus e incitam à humilhação dos adversários como se inimigos fossem. Acicatam contra os críticos, ou contra aqueles que se querem manter afastados da podridão imperante, os seus seguidores, os seus esbirros e as massas ignaras, as quais, sendo por estes politicóides obscenamente chuladas, os protegem quais cães maltratados pelos donos mas sempre prontos para se deitarem aos seus pés, lhes lamberem as mãos e roerem os ossos magnanimamente lançados do alto da mesa.
Estes proprietários do governo e do parlamento regional, encabeçados pelo seu reizete, repartem entre si as prebendas e honras sustentadas pelo erário público. Distribuem pelos seus fiéis cargos, ofícios e negócios rendosos, chegando-se a anular concursos públicos simplesmente porque no seu decurso alguém se esqueceu de previamente avisar o júri a que criado do regime o lugar se destinava, entrando assim no lugar – que horror de incompetência corrupta! – o legítimo candidato.
Tudo isto com a conivência do poder político e judicial da República, mas sobretudo, e isto é que é revelador da cultura dum povo, com a conivência dos eleitores que os elegem.
Poderão dizer que nestes 33 anos a Madeira se desenvolveu como nunca antes.
Eu pergunto: Como se desenvolveria se não fosse uma República das Bananas?